De Alberto Gonçalves Diario Noticias a 16 de Agosto de 2010 às 18:15
Embora a democracia não dispense os partidos, os partidos dispensam a democracia sempre que podem.


No ano passado, o mérito pela escassez de incêndios cabia ao governo e não a um Verão particularmente fresquinho.
Este ano, segundo DD não há um problema português, mas sim mundial.
Como explica DD as notícias de que Portugal é responsável por 75% da área ardida comunitária?

Descansem, os demais sectários, que há-de encontrar uma explicação que ilibe o actual governo.


De DD a 16 de Agosto de 2010 às 23:42
Não li o Diário e Notícias, mas vi na televisão Moscovo envolto em fumos de fogos e a Rússia é particularmente fria, mas sofreu o verão mais quente de sempre que, entretanto, acabou..
O mesmo tem acontecido noutros países, pois é inegável que anualmente ardem milhões de hectares em todo o planeta e Sócrates não governa o Planeta, tal como também não dirigiu a crise financeira da bolsa americana de 2008 e agora não é o responsável por uma enorme escassez de matérias primas, a começar pelo trigo, que vai, sem dúvida, provocar muitos aumentos de preços a nível mundial.
Só falta dizer que as inundações no Paquistão e noutros países têm o Sócrates como culpado.
Se em Portugal vier a chover como actualmente na República Checa, Paquistão, Índia, etc. virão logo pessoas dizer que o governo não tomou medidas para proteger o País do excesso de água.
A realidade quanto aos fogos é que têm sido combatidos com muitos bombeiros, muitas viaturas, aviões e helicópteros, o que tem evitado a queima de zonas habitadas e o mato e árvores crescem passados dois a três anos.
Claro, ao pedir-se ao Estado que trata as matas como são tratadas pela Portucel/Soporcel Altri é dizer que é preciso pagar. Estas empresas são as maiores produtoras e exportadoras de papel fino de impressão e tissue do Mundo e estão a ganhar bem porque o papel tem visto os seus preços aumentarem nos mercados mundiais.
Toda a gente exige menos despesa, menos viaturas ao serviço das forças de segurança e prevenção, etc. ao Estado, mas depois clamam quando algo acontece.
Recorde-se que depois da queda da ponte de Entre Rios, o Estado examinou todas as obras do género, o que custou uma fortuna, sem que o contribuinte veja o resultado, pois aquilo que não acontece parece normal.


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