13 comentários:
De . a 26 de Agosto de 2010 às 10:05
Os salários milionários dos apresentadores de televisão
25Agosto 2010

Manuel Luís Goucha, da TVI, é o apresentador de televisão mais bem pago em Portugal, com um salário a rondar os 40 mil euros.
Segundo adianta hoje a revista "TV Mais", o conhecido apresentador de "Você na TV" ganha cerca de 40 mil euros na TVI.

A antiga apresentadora da SIC, Fátima Lopes, que se mudou recentemente para a TVI, surge em segundo lugar com um salário na ordem dos 35 mil euros.

Seguem-se Júlia Pinheiro, Catarina Furtado ( a apresentadora mais bem paga da RTP), Cristina Ferreira, a parceira de Luís Goucha em "Você na TV" e Cláudia Vieira, com salários de 25 mil euros,

o apresentador de "O Preço Certo", Fernando Mendes, com 21 mil euros, José Carlos Malato, Jorge Gabriel e Diana Chaves com 20 mil euros mensais e João Manzarra, com 10 mil euros, adianta a mesma publicação.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 26 de Agosto de 2010 às 12:18
Não sou contra ninguém que ganhe dinheiro a trabalhar. Mesmo que seja 'muito' dinheiro.
Mas isto no sector privado.
Quanto ao sector público ou de empresas que têm dinheiro dos meus imposto lá metidos, já tenho outros pensamentos...
Logo quando a TVI ou SIC pagam aos seus apresentadores o que entendem por bem, não tenho a dizer de objectivo, desde que esses vencimentos sejam declarados e daí deduzam os respectivos impostos.
Quando é a RTP que não vive sem o 'meu' dinheiro ~e que tem razão de existir para cumprir um serviço público... Nem vale a pena falar de vencimentos que acompanham os privados... Quem quer não sentido de público que procure os privados. Mas para estes nossos gestores com o dinheiro de todos nós, não há diferença nenhuma. E o governo permite. É o que temos. Falta de sentido de Estado em quem nos governa. Mas se fosse só isso...


De pra pior, já basta assim... a 25 de Agosto de 2010 às 15:57
Coordenar e governar
Sérgio Andrade, JN, 2010-07-27

Numa das suas saídas oficiais, o presidente foi surpreendido (?) por um rapazinho que, espontaneamente (?), lhe lançou uma pergunta mais espontânea (?) ainda: "Como é que o senhor consegue coordenar…?". Trata-se de uma palavra difícil (dois oo seguidos…), pelo que a criancinha até se engasgou - e foi então que por um momento ouvi que perguntava como é que conseguia "governar" o país.

Porque não falta quem faça confusão acerca de funções políticas e respectivos detentores. O próprio eng.º José Sócrates tem-se fartado de gritar "Eu fui eleito pelos portugueses". Mas foi eleito - o quê? Ele, mais 229 cidadãos, foi eleito - deputado. Em Portugal, só há uma eleição personalizada: a do PR. Primeiro-ministro e presidente da Assembleia não são eleitos por nós - são escolhidos lá entre "eles".

Portanto, nada impede que, como sugeriu o CDS/PP, o eng.º José Sócrates seja substituído por um primeiro-ministro mais "razoável", embora do PS, com o qual se possa criar uma espécie de triunvirato de salvação nacional. Como nada impede o mesmo eng.º José Sócrates de continuar a exercer as suas funções. Quem quiser arrumá-lo de vez que force novas eleições.

E aí é que está o busílis. Porque nem o dr. Passos Coelho parece interessado em ser (para já) PM, como ainda por cima não é garantido que se mantivessem os seus (aparentes) índices de popularidade, sobretudo depois de sugerir alterações à Constituição que (há quem o diga) mexem com direitos como a protecção contra o despedimento selvagem ou a Saúde e a Educação tendencialmente gratuitas.

Vistas bem as coisas, talvez seja conveniente deixar governar o eng.º José Sócrates, mais a sua convicção de que o elegemos especificamente para fazer isso. Pode ser que afinal esse não queira alterar tanto…


De Leilões e interesses.. 'estratégicos'... a 25 de Agosto de 2010 às 15:51
350 milhões, uma - 350 milhões, duas - arrematado!

(Sérgio Andrade, JN, 2010-08-10)

Reaparece V. Ex.ª na Tv para anunciar, com orgulho, que acabara por consentir na venda à Telefónica. Caiu-me o coração aos pés, Excelência!

Senhor primeiro-ministro: acaba de me destroçar o coração! A mim, que aplaudi, entusiástica e publicamente, a sua decisão de usar a golden share no caso da PT !
Revejo--o na TV a jurar, com firmeza, que não cedia ao estrangeiro coisas tão importantes como interesses estratégicos em sectores como o das telecomunicações.
E afinal… E, afinal, vinte e tal dias depois reaparece V. Ex.ª na TV para anunciar, com orgulho, que acabara por consentir na venda à Telefónica.
Caiu-me o coração aos pés, Excelência! Em que ficamos?
Em tão pouco tempo, o que mudou que justifique a reviravolta, o salto mortal, triplo e de costas, de V. Ex.ª? Já lá iremos…

Certo, o eng.º Zeinal Bava, um superstar da gestão empresarial, também apareceu na TV e repetiu as suas palavras de que aquilo era bom para nós. Já eram dois a sossegar-nos.
Mas a verdade é que outros entendidos na matéria garantem, ao contrário, que a Oi não tem a saúde financeira nem a rentabilidade da Vivo, que não passa da quarta empresa brasileira do sector.
Uns teóricos, o eng.º Bava é que deve estar certo, afinal ele é que é o CEO da PT.

Em 13 de Julho, apoiei abertamente V. Ex.ª e dei à minha crónica um título ingénuo: «Dos valores não cotados em Bolsa».
E isso porque acreditei nas suas palavras de que os accionistas da PT eram uns egoístas, ao passo que V. Ex.ª era um indefectível defensor dos interesses nacionais.
Mas, afinal, para V. Ex.ª o que valem os «interesses nacionais»?
Ficámos a saber: exactamente 350 milhões, como, sarcasticamente, observou um partido da Oposição.

Mais me valeria ter escrito sobre um leilão… Algo do género:
«Só 7,150 mil milhões? Não! Ouço mais 350 milhões! 350 milhões, uma! 350 milhões, duas! Ninguém dá mais? Arrematado!».


De Socorro....... a 25 de Agosto de 2010 às 15:15
Salve-se quem puder
(por A. Ribeiro Ferreira, CM., 24.8.2010)

Médicos do Serviço Nacional de Saúde pedem licenças sem vencimento e vão ganhar mais dinheiro para outros hospitais do Estado.
Desempregados, sem qualquer esperança de trabalho no horizonte, optam pela reforma antecipada com pensões miseráveis.

Empresas e indígenas sortudos põem as suas poupanças em paraísos fiscais. Este ano, já voaram 1,2 mil milhões de euros.
Licenciados, mestres e doutores na falência vendem teses académicas para tudo e mais alguma coisa, nomeadamente para as Novas Oportunidades do engenheiro relativo.
Milhares fogem a sete pés para o estrangeiro, com ou sem malas de cartão.

É este o triste retrato, a triste realidade de um País (de opereta bufa) com um presente desgraçado e um futuro negro como o carvão.
Nesta selva lusitana, o que está mesmo a dar é o salve-se quem puder.


De Loja de ideias a 25 de Agosto de 2010 às 10:35
Alguém que sabe do que fala

“Cortar, com ou sem vontade, nos investimentos de alta rendibilidade apenas para fazer com que os números do défice pareçam melhores é realmente um disparate” (...) “Porque tantos na Europa estão concentrados no número artificial de três por cento [de défice], que não tem qualquer realismo e só olha para um lado da balança, a Europa está em risco de entrar em nova recessão”

Joseph Stiglitz , Prémio Nobel da Economia


P.S. - Claramente, não falou com a direita portuguesa. Deve ser mais um perigoso esquerdista.


De Jumento a 25 de Agosto de 2010 às 10:25
MÉDICOS OPORTUNISTAS

«Há médicos que pedem licença sem vencimento do hospital onde trabalham para irem para outras unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) onde são mais bem pagos.
Uma opção que lhes permite manter o vínculo à função pública, e que é possível com autorização especial da tutela.

No entanto, em alguns casos os médicos ficam a trabalhar no mesmo hospital mas com um contrato individual de trabalho - uma situação que os sindicatos garantem ser ilegal e para a qual o Tribunal de Contas já chamou a atenção.» [DN]

Parecer:
Em vez de médicos temos cada vez mais máquinas registadoras.
Despacho do Director-Geral do Palheiro:
«Ponha-se fim ao oportunismo.»

PORTUGUESES INVESTEM NAS OFF-SHORES

«Os portugueses estão a voltar a investir em força nos offshores.
Durante o primeiro semestre de 2010, os investidores nacionais colocaram 1,2 mil milhões de euros naquelas praças financeiras, um valor que contrasta com a retirada de 467 milhões de euros em igual período do ano passado, de acordo com os dados do boletim estatístico do Banco de Portugal (BdP).

Face à crise financeira que se vive desde 2008, este tipo de investimentos de carteira têm vindo a sofrer oscilações.
No entanto, os meses de Junho parecem ser uma época propícia para se fazerem este tipo de aplicações.
Exemplo disso mesmo é o facto de, em Junho último, terem sido investidos 474 milhões de euros naquelas praças financeiras, um montante superior aos 471 milhões de euros que forma aplicados em igual mês do ano passado em sociedades sediadas em paraísos fiscais.» [DN]

Parecer:
Com investidores destes como é que o país poderá passar da cepa torta?

Despacho do Director-Geral do Palheiro:
«Penalize-se a exportação de capitais para as off-shore.»


De DD a 26 de Agosto de 2010 às 23:47
O investimento no estrangeiro, e não só em offshores, tem a ver com os baixíssimos juros que os bancos portugueses pagam.
Uma conhecida companhia de seguros espanhola, paga 3% ao ano por dinheiro colocado sob a forma de PPR até a uma certa idade e como simples aplicação a partir dos 65 anos. Dinheiro ligado a um seguro de vida para além do juro a pagar.
A banca aqui paga 1,1 a 1,2% ao ano por depósitos a prazo.


De DD a 25 de Agosto de 2010 às 00:10
Ninguém diz que o Serviço Nacional de Saúde e a Segurança Social não são gratuitos, nem tendencialmente. São pagos pelos descontos sobre os salários da ordem dos 34% e por uma pequeníssimas taxas moderadoras que algumas vezes nem pagam o recibo.
No fundo, toda a arquitectura social do Estado funciona como seguro de saúde e de reforma.
Não sei se o Coelho quer que a classe média que mais desconta venha a pagar taxas moderadoras muito elevadas ou se essa classe deixe de descontar e passe a pagar tudo do seu bolso. Quanto aos ricos, é evidente que não utilizam o sistema hospitalar a não ser quando não existir alternativa.

Ninguém vê os milionários portugueses nos Centros de Saúde. Belmiro de Azevedo quando foi operado ao coração não foi ao hospital de Santa Marta, mas sim a Londres e Champalimaud foi várias vezes tratar-se nos EUA como já fez o Amorim.
As propostas do Coelho são mesmo para os casais de classe média em que ambos os cônjuges auferem de salários não muito baixos e que somados até parece que ganham muito se não considerarmos as taxas elevadíssimas do IRS.
Por um lado o Coelho quer que os "ricos" paguem os serviços prestados pelo SNS. Por outro não quer tectos às deduções em IRS das despesas de saúde e educação.

á escolas privadas em Portugal com propinas da ordem dos mil euros mensais como O Colégio Inhglês de Carcavelos, a Escola Alemã, o Liceu Francês e outras. São escolas de luxo, cuja propina não deve ser deduzível em sede de IRS.

Só deve ser deduzível a despesa em material educativo e outro gasta com alunos do ensino público. As escolas privadas sendo para os ricos devem ser pagas pelos próprios.


De DD a 24 de Agosto de 2010 às 23:30
O povo não é imbecil. Toda a gente sabe da crise de 2008 e dos seus efeitos num país que sofre com a concorrência da mão de obra escrava da China.
Só um imbecil é que pensa que o povo (eleitorado) não lê os "Made in China" e noutros países dos muitos produtos que estão à venda nas lojas.
O povo sabe que só da produção nacional é que viriam os meios para fazer outra política e que não fazer nada só agravaria a situação.
O TGV e a nova Ponte sobre o Tejo vão levar vários anos a construir. Os Estádios foram construídos há bastantes anos atrás, antes da política, isto é, entre 2001 e 2004. Há quase dez anos. Só um estúpido é que confunde todos os anos num só.
Ainda hoje um grande economista americano avisou a Europa para a política de apertar demasiado o cinto, pois iria provocar um recessão.
O actual governo não procura para já o défice de 3%, mas sim de mais de 5%, o que significa que não está a apertar muito.
Jerónimo de Sousa disse hoje que os grandes grupos económicos e financeiros portugueses ganham cerca de 5 milhões de euros por dia. Esqueceu-se de dizer que as reformas de 3,3 milhões de portugueses custa 51 milhões de euros por dia e ninguém fala que os custos administrativos dos ministérios são porcentualmente mínimos quando comparados com as despesas a que se destinam como Serviço Nacional de Saúde, Sistema Escolar e Universitário, Justiça, Pensões, Subsídios de Desemprego, de Doença e de Inserção.
Quase 90% da despesa do Estado é devolvida aos contribuintes soba forma dos serviços prestados e retribuições sociais a que os cidadãos tem direito.
O povo sabe que os hospitais não são de graça, nem as escolas, etc., etc.
Só os estúpidos é que julgam que o Estado pode gastar muito menos ou muito mais sem prejudicar o povo.
O grande inimigo do povo português é o povo chinês que se deixa explorar com salários de meio dólar à hora e é acompanhado por outros povos.


De Deixar de ser IMBECIL . a 24 de Agosto de 2010 às 18:12
O povo... imbecilizado !!!

Temos que fazer alguma coisa !!!!!!!!!!

" O povo saiu à rua para festejar a vitória do Benfica e eu, apesar de ser do FC Porto, não achei mal. As pessoas têm o direito de ficar alegres.
O povo saiu à rua para ver o Papa e eu, apesar de ser agnóstica, não acho mal. As pessoas têm direito à sua fé.
O povo vai à Covilhã espreitar a selecção e eu, apesar de não ligar nenhuma, não acho mal. As pessoas têm direito ao patriotismo.

O governo escolhido pelo povo impõe medidas de austeridade umas atrás das outras, aumentando os impostos e não abdicando dos mega investimentos.

O povo não reage... Não sai à rua... Reclama à boca pequena e cria grupos zangados no Facebook.

É triste que este povo, que descobriu meio mundo, não imprima à reivindicação dos seus direitos a mesma força que imprime à manifestação das suas paixões."

Pobreza ...

"Um país onde se admite a possibilidade de taxar o subsídio de Natal, ou mesmo acabar com ele,
mas que gasta de dinheiros públicos para TGV, altares, estádios de Futebol, frotas milionárias para gestores públicos, reformas obscenas a quem trabalha meia dúzia de anos ou nem tanto, etc...
é um país pobre, de facto. "
...Mas de espírito, antes de mais !!!


De Hara-kiri a 24 de Agosto de 2010 às 14:14
Uma direita de coragem !

O Coelho, alegadamente bravo, há meses colocado num dos altares políticos da direita portuguesa, discursou num episódio de verão ocorrido recentemente no sul do país, com o máximo de energia que, com realismo, se lhe pode exigir.

O partido que lidera pode constitucionalmente diligenciar no sentido de derrubar o actual Governo, sem que este e o partido que o sustenta possam fazer nada para o evitar, desde que assegure para isso o apoio de toda a oposição.

O Presidente da República, aliás apoiado pelo partido de Coelho do qual é oriundo, até 9 de Setembro próximo, desde que verificados certos pressupostos que lhe compete a ele sopesar, pode dissolver a Assembleia da República, provocando novas eleições.

O referido Coelho, usando a gastíssima alegação de que o Governo não governa, parece achar positivo que se façam novas eleições, que ele julga que o levariam ao poder.

Prometeu, ele em coerência, fazer o PSD agir nesse sentido? Apelou ele ao “seu” Presidente da República para tomar as providências necessárias? Nada disso. A corajosa criatura limitou-se a desafiar o Governo a que se demitisse ele próprio.

Numa primeira análise, a proposta é um disparate político, envolvida no ridículo de exprimir uma exigência aos seus adversários, para que façam a si próprios o que o destemido Coelho não se sente capaz de lhes fazer. Se formos um pouco mais fundo, no entanto, é também uma proposta sintomática: de facto, Coelho sabe que a coragem política não abunda nas suas hostes, nem circunstancialmente no ânimo do seu Presidente, pelo que espontâneamente pressupôs a sua existência num dos sítios onde sabe que ela existe, o actual Governo e o partido que o apoia.

Pode discutir-se a motivação substancial da proposta, que aliás, me parece em contradição, quer com a valorização da estabilidade institucional numa conjuntura económica áspera, quer com algumas posições políticas do próprio Coelho, tomadas há uns meses a esta parte. Mas o que ela reflecte estruturalmente é o que acabo de dizer: o máximo de coragem política que Passos Coelho reconhece como existindo no seu próprio campo é a de exigir ao PS e ao Governo que façam contra si próprios aquilo que o PSD não é capaz de lhes fazer.

Postado por Rui Namorado, O Grande Zoo, 16.8.2010


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