De DD a 28 de Agosto de 2010 às 16:58
É evidente que o "monstro" social das despesas consiste fundamentalmente em devolução de impostos e descontos aos contribuintes por via de reformas, subsídios de doença e de desemprego, apoios familiares, RIS,. etc. Não são pois despesas do Estado, mas ganhos justos da sociedade civil. O custo de gestão dos ministérios é ínfimo quando comparado com as prestações sociais entregues pelo Estado à sociedade..
É certo que um Serviço Nacional de Saúde relativamente eficiente aumentou a esperança de vida dos cidadãos e, como tal, o prolongamento da situação de reforma e ainda bem.

A Helena Garrido se não está de acordo até pode suicidar-se aos 65 anos e assim o Estado/Contribuintes poupam uma data de anos de reforma.

Medina Carreira fala das reformas dos actuais trabalhadores activos como dívida do Estado, esquecendo por estupidez ou má fé que os actuais reformados podem viver um pouco mais, mas ninguém fica cá para sempre, nem ele..

A acumulação de idosos numa sociedade tem como corolário o aumento da mortalidade a partir de uma dada altura. Se compararmos a mortalidade por mil habitantes entre os vários países, verificamos que ela é tanto maior quanto mais idosa a população.

A matemática é curiosa, a maior taxa de mortalidade é a Sueca, seguida pela dos restantes países europeus, Japão, etc.

Comparando a mortalidade portuguesa com a moçambicana, por exemplo, verificamos que em Moçambique morrem quase metade das pessoas por mil habitantes que em Portugal.

A matemática é curiosa porque em Moçambique morre muita gente antes de atingir uma idade avançada, mas em compensação nasce quase o triplo do que em Portugal, pelo que a população é mais jovem e morre menos.

Actualmente, 17% dos portugueses têm 65 e mais anos. Quando forem 25% ou mais, se chegarem a isso, a taxa de mortalodade será enorme e verificar-se-á um certo equilíbrio e até uma quebra na esperança de vida. Acredito que a essa esperança pode baixar dos 95 anos para os 85, mesmo descobrindo muitas curas para doenças mortais como o cancro, já que muitas outras doenças são controláveis ao longo de muitos anos de vida e algumas até curáveis.

Ninguém se esqueça da história quando fala e pensa no presente. No Século XIX e XX até aos anos quarenta ou cinquenta morria-se de uma série de doenças infecciosas. Com os antibióticos, a mortalidade começou a diminuir enormemente.

Ninguém pensa porque razão, os políticos da da terceira fase do liberalismo (Regeneração depois de 1851) construíram num espaço reduzido de Lisboa tantos hospitais como, Santa Marta, São José, Desterro, Capuchos, Estefânia, Gama Pinto, Miguel Bombarda, Chile, etc.

A questão tinha a ver com as muitas doenças contagiosas como febres diftérica, tifóide, amarela, cólera, gripes mórbidas, tubercolose, lepra, etc., etc. , pelo que era necessário ter ujm hospital para cada febre, a fim de evitar que uns contaminassem todo o restante pessoal. Logo que Pasteur descobriu os micróbios, bactérias, instalou-se em Portugal o Instituo Bacteriológico Câmara Pestana junto à Escola Médico-Cirúirgica de então.

Ainda me lembrpo de ver em criança, nas traseiras do Hospital do Rego ou Curry Cabral, os leprosos a pedirem cigarros e uns dinheiros a quem por lá passava e a mostrarem as suas horrendas feridas.

Os tão mal tratados políticos do rotativismo regeneradores-progressistas da monarquia constitucional ergueram uma importante obra hospitalar que foi depois vista pelas "Helenas Garrido" e "Coelhos" de então como um disparate igual ao Serviço Nacional de Saúde.

Portugal nunca reconheceu a valia de certos políticos como Fontes Pereira de Melo, Andrade Corvo, Ávila, Loulé e muitos outros. Só alguns estudiosos da história é que os reconhecem como bons. Eram todos eles vistos como Sócrates de hoje, pela simples razão que nenhum tinha uma varinha de condão para resolver todos os problemas de uma socieade que era, em si mesmo, incapaz de resolver alguns dos seus problemas, ou fingia que não os resolvia.



De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 29 de Agosto de 2010 às 17:41
Pensava que a culpa era dos chineses...
Afinal não é de se chegar a velho...
Não é da escandaleira das reformas não corresponderem adequadamente àquilo a que se descontou e aos anos em que se descontou...
Não é da quantidade de pessoas reformadas antecipadamente à idade em que o deviam ser...
Dos subsídios de doença e de sociais para quem nunca ou pouco descontou...
Nem sei porque é que o estado não se passa a chamar santa-casa-da-misericórdia pois parece tudo a mesma coisa...
Nem dos subsídios a fundos perdidos e sem contrapartidas em nome do que se lhe quiser chamar, fogos ou inundações, geada ou seca, frio ou calor, ou ainda cultura, agricultura, desenvolvimento, interesse estratégico, renováveis, ou a p.q.p ...
Quantas pessoas existem neste país que recebem subsídios sem nunca terem descontado seja o que for? E os que pouco descontaram só para, habilidosa e legalmente, começarem a receber ad eternum ?
Quantas já receberam para arrancar, cultivar e arrancar de novo? Os que recebem porque sim e os porque não?
Para construir e para abater?
Quantos milhões são gastos nesta 'mama'. ontem e hoje? Quantos milhões?
Então e o futuro?
Não está a ser hipotecado pelo estado 'maravilha' que com uma verdade parcial, globaliza e com uma hipocrisia do humanitário, do social e de valores dignos, anda a 'encher o cú a uma data de gente?


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