Domingo, 29 de Agosto de 2010

Segundo a Revista Sábado de 28.01.2010, o BPN colocou 60 milhões de euros à disposição de um fundo de investimento do filho de Duarte Lima e de um sócio, ex-deputado do PSD. O fundo criado em 2007 comprou 35 terrenos, por cerca de 48 milhões de euros, junto ao então espaço destinado ao novo Instituto Português de Oncologia que Isaltino de Morais queria ver construído em Oeiras.

O Crédito foi concebido pelo departamento “Prtivate Banking” do BPN destinado a clientes especiais, quase todos do PSD, os quais não foram ainda tornados público, apesar de ter representado um buraco tremendo de centenas de milhões de euros de que os contribuintes portugueses tiveram de arcar. O dinheiro foi entregue ao filho de Lima  e ao ex-deputado PSD Vitor Igreja Raposo de parceria com um fundo imobiliário denominado “Homeland” sob a forma de uma conta caucionada. O puto que antes ganhava apenas 1.600 euros por mês fez aquisições de terrenos no valor de 48 milhões de euros que hoje pouco ou nada valem porque o IPO não foi para Oeiras e o imobiliário está relativamente parado.

No início não se conheciam os detentores do fundo “Homeland”, fato que causou grande polémica interna no BPN, mas Dias Loureiro e Oliveira e Costa impuseram aí os seus poderes de decisão. Entretanto sabe-se que o mesmo pertencia ao Lima filho e ao Vitor Igreja em partes iguais de 43,5% cada e o resto pertencia ao BPN Imofundos.

Uma parte dos terrenos foram comprados pelo referido fundo à empresa “Moinho Vermelho” dirigida por um advogado Paiva, irmão e sócio de outro advogado Paiva que exercia as funções de Conselheiro Jurídico da Câmara Municipal de Oeiras. Os terrenos em Barcarena estavam sob reserva ecológica, mas deixariam de estar se fosse construído o novo IPO nessa zona.

A aquisição foi feita em 2007, enquanto o filho de Duarte Lima declarava às finanças ter ganho em 2006 apenas 19 mil euros na qualidade de gestor e sócio de uma empresa imobiliária que registou importantes prejuízos.

Duarte Lima era então membro do conselho de ética do IPO e disse à revista Sábado desconhecer os negócios do filho.

É óbvio, todos os intervenientes nos grandes negócios do BPN desconheciam tudo sobre esses negócios, incluindo Cavaco num negócio bem lucrativo com ações não cotadas na bolsa que comprou e vendeu ao BPN. Mas não, Cavaco não conhecia o negócio, foi tudo tratado por um seu gestor de fortunas. 



Publicado por DD às 19:19 | link do post | comentar

11 comentários:
De cego do olho esquerdo a 30 de Agosto de 2010 às 12:00
Teria sido um "bom post " não fora, como já alguém referiu, uma escrita feita por quem cegou do olho esquerdo e vê só para um dos lados.

"DD" não vê, já não é porque não queira mas porque já não pode, que existem grandes (e pequenas) conivências de interesses entre diferentes grupos e dos próprios partidos que espartilham tudo o que seja publico e quer seja ao nível do Estado Central como do Estado autárquico.

Os grandes grupos, mesmo no sistema bancário, apenas são coniventes (melhor dizendo é a mesma gente) com todo o sistema vigente de degradação e despotismo.

Isto "DD" não vê? , porquê?


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 30 de Agosto de 2010 às 12:26
Indsependentemente do que diz ser aparentemente correcto, não deixa de ser um bom e oportuno post.
Primeiro porque lhe permite a si, a mim e todods escrivinhar sobre este assunto.
Segundo porque o DD escreve bem, analisa é 'mal'. É como diz e amigo que ´é cego de um olho' ou como eu já aqui também já referi que 'tem pai qué cego'...
E o DD para os mesmos (maus) actos têm diferentes leituras, conforme se são da cor dele ou não.
Mas não é por isso que não deixa de escrever bem. E aqui estaremos para lhe 'dar nas orelhas', sem maldade.


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