De DD a 5 de Setembro de 2010 às 14:39
Catalina Pestana disse que faltam julgar várias pessoas.

É verdade. Entre outras pessoas, falta julgar um homem que usa óculos de alta graduação, tipo fundo de garrafa de vidro, como disse um dos abusados e que tem umas certas manchas no corpo e até uma mancha na cara. Esse homem com uma aparência, segundo um dos abusados, muito mais velha que o Paulo Pedroso foi confundido pelo Juiz de Instrução Teixeira como sendo o Paulo Pedroso e daí tê-lo mandado prender e ido entregar a intimação à Assembleia da República sem se esquecer de informar a Sic ao que ia e a que horas.

Teieira sabia que a descrição não correspondia a Paulo Pedroso e, por isso, não colocou os miúdos numa sala com um vidro transparente só de um lado para o outro para identificarem Paulo Pedroso no meio de alguns outros homens, tanto vestido como até despido. Teixeira sabia que os miúdos não seriam capazes de apontar com toda a certeza o seu abusador com óculos tipo fundo de garrafa de vidro e, por isso, não se serviu dessa técnica elementar de fazer justiça e acusar um verdadeiro criminoso.

O Tribunal da Relação, perante a errada descrição dos abusados, acabou por mandar soltar o Paulo Pedroso ao fim de 4 meses de prisão. Depois, um tribunal de primeira instância concluiu que não houve erro grosseiro do Teixeira, dando a entender ao País que qualquer pessoa pode ser presa sem estar em conformidade com a descrição feita pelas vítimas ou testemunhas e sem que isso seja um erro grosseiro.

A sentença contra o pedido de indemnização de Paulo Pedroso foi feito por instinto animalesco-cooperativo . Os juízes, tal como certos animais, actuam solidariamente entre si.


Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres