De DD a 5 de Setembro de 2010 às 16:18
Sem ter antes lido ou ouvido algum comentário do pseudo-advogado José Maria Martins, vi agora confirmada nas suas declarações a minha tese de que o processo começou por ser um caso político contra o PS, como o Freeport , destinado a decapitar o partido, o que foi conseguido com a saída de Ferro Rodrigues, homem incapaz de ganhar eleições, e afastamento de Paulo Pedroso, pessoa de nenhum valor para o PS.

Ao dizer o que disse, José Maria Martins mostrou que foi pago por pessoas que o utilizaram para combater o PS e ele apanhou o imbecil e pedófilo Carlos Silvino para servir de instrumento de acusação. Só que o homem nunca tinha visto o Paulo Pedroso, nem sabia nada dele. No início nem sabia que tutelava a Casa Pia e era porta-voz do PS.

Agora, o José Maria Martins fala do Jaime Gama como se tivesse havido alguma acusação contra ele, apontado por quem quer que seja, além de ser uma das muitas figuras do PS absolutamente dispensáveis. Fraco orador, pouco culto em termos políticos e sem experiência governamental. É certo que fez um bom trabalho na Assembleia da República; foi um presidente isento e organizou bem os serviços. A porta do seu gabinete esteve sempre aberta a todos os partidos e todo o pessoal da AR e foi capaz de modernizar aquilo tudo com computadores para todos os deputados, etc. Jaime Gama nunca foi criticado por qualquer partido da oposição e foi eleito quase por unanimidade.
Foi, talvez, a figura mais consensual da AR desde o advento da democracia. Mesmo assim, a Comissão Nacional não o considerou como um homem capaz de ser eleito presidente da República.

O PS tem uma nova geração de políticos de grande valor e craveira intelectual aliada a uma apreciável experiência política a vários níveis de governação, desde as autarquias aos ministérios, pelo que não é decapitável. Por cada cabeça cortada há várias a aparecerem.

Saliente-se que o Ferro Rodrigues foi considerado pedófilo porque há uns trinta anos atrás o ISEG empregou um jovem casapiano no seu departamento para fazer fotocópias e outros serviços do género. Assim, todos os patrões de casapianos podem ser considerados pedófilos.

Que isso não seja muito falado para não condenar os casapianos ao desemprego, porque sem anátemas há desemprego jovem, quanto mais com desconfianças do género.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 5 de Setembro de 2010 às 16:31
Nunca te foram ao cu,
nem nas perninhas, aposto!
Mas um homem como tu,
lavadinho, todo nu, gosto!

Sem ter pentelho nenhum,
com certeza, não desgosto,
até gosto!
Mas... gosto mais de fedelhos.
Vou-lhes ao cu
dou-lhes conselhos,
enfim... gosto!

de António Botto, 1897/1959


De DD a 5 de Setembro de 2010 às 16:45
A coberto do anonimato pode ser-se ordinário e incapaz de um pensamento jurídico ou político, para não falar em argumentação.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 5 de Setembro de 2010 às 18:28
Ordinário homem? É um poema de António Botto . E vem a propósito, sabe? Fala de homossexualidade e de pedofilia. Como o tema deste post .
Não gosta do poema? Paciência.
Também não gosto de muita coisa que vejo, leio e aguento. Não tem sentido de humor? Chore. Sabe que o humor pode ser usado como arma política e não para fazer rir? Ou, como é um triste egocêntrico, acha que o humor não pode ser uma coisa séria?
Se acha que transcrever um poema de António Botto faz de mim um ordinário, desengane-se.
Mas se quiser posso fazer-lhe alguns posts ordinários a sério mesmo. E então é que vai ver como lhe ‘mordo’. Mas para isso vou me vacinar primeiro porque ruim como parece ser, arrisco-me a ficar infectado.
Mas não precisa de provocar-me, porque só o farei se me apetecer.
Sim porque às vezes ser brejeiro ou ordinário como vossemecê diz, eu diria popular, dá para mostrar a crueza do mundo.
Sabe, eu nasci num bairro popular de Lisboa e domino muito bem o linguajar vernáculo do povo comum. Que aliás muito respeito.
Sim que na vida quem me têm ‘ido ao cu’ são os 'doutores' e os ‘intelectuais ' como vossemecê parece querer ser e que encobertos na elegância das palavras bonitas e engravatadinhos no vestir, enganam quase todo o mundo.
Mas o camarada fique a saber, que na escrita criativa, o uso de palavras mais singelas e apimentadas, serve para ornamentar e enfatizar mais a conversa e usa-se muitas vezes para se aproximar do dia-a-dia das pessoas. Não do seu, que é elite, mas da maioria das outras pessoas, as normais, que não sei sabe bem o que é, tirando o bodo aos pobres que só via uma vez por ano no Natal ou quando se cruzava com o aleijadinho ao pé do Liceu Camões, segundo escritos seus.
E o uso na escrita dessas expressões mais usuais no povo (e no seleccionador nacional) não faz de mim malcriado, faz de mim apenas uma pessoa que conhece essas expressões e as sabe usar quando quer, nem que seja só para o pôr no seu lugar.
Percebeu ó tótó fundador do ‘clube socialista’... e que por isso, julga que é mais que os outros. Há quem diga, aqui no Luminária, que é cego do olho esquerdo, mas que eu discordo. É cego é dos três olhos, não é?
Tá a ver que consigo ser mesmo malcriado e ordinário e sem dizer um único palavrão?
Queres mais ou tá bem assim ó meu?


De DD a 5 de Setembro de 2010 às 23:00
Pá! Não consegues é qualquer argumentação válida, seja política, jurídica ou económica.


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