13 comentários:
De . a 6 de Setembro de 2010 às 11:41
Eu é que sou o Presidente da Junta

Palmira F. Silva ( http://jugular.blogs.sapo.pt/2147011.html )

Lisboa tem cerca de 560 mil habitantes e ocupa uma área de 84 Km2. Está dividida em 53 freguesias, algumas tão pequeninas que neste mapa só cabe um número para as identificar.
Pelo menos 6 destas têm menos de mil eleitores, Mártires (390), Madalena (421), Castelo (539), Santa Justa (861), Santiago (870), Sacramento (896), e a maior (das pequenas), o Socorro, tem menos de 3000.

Não faz sentido manter esta aberrante divisão administrativa da cidade pelo que é uma excelente notícia saber que António Costa está a cumprir uma das suas promessas de campanha e vai abrir até Outubro um período de discussão pública da proposta de reorganização administrativa da cidade coordenada por Augusto Mateus à frente de um consórcio entre o Instituto de Ciências Sociais e o ISEG. Pensando que,
por exemplo,
Viena, com o triplo da população de Lisboa e uma área quase cinco vezes maior, está dividida em 23 distritos administrativos ou que
Paris tem apenas 20 arrondissements, reduzir, muito, o número de freguesias não é apenas sensato mas necessário.
Resta ver se esta proposta de reforma administrativa não é boicotada e se mais munícipios seguem o bom exemplo de Lisboa e se faz, finalmente, uma reorganização do anacrónico mapa administrativo do País


De . a 6 de Setembro de 2010 às 11:50
---De Miguel Braga :
A necessidade de re-organização é evidente em todos os concelhos do país.
Esta iniciativa não é novidade. Aliás o próprio António Costa quando no Governo tentou proceder a esta re-organização administrativa.

Mas faltará saber se a oposição popular que nestas circunstâncias se vai levantar, não será mais forte do que a necessidade...

-----De há.dias.assim
Espero que a proposta seja aceite.
Gota a gota poupa-se dinheiro...

---De Zé da Póvoa
Esta é uma das grandes reformas de que o país precisa. Só que quem tem unhas para a tocar?

É elevado o número de presidentes, vereadores, assessores e outros que não quer deixar a manjedoura e que lutará contra qualquer alteração.

E não é só nas freguesias, também há câmaras municipais com menos de 1.000 habitantes. Justificar-se-á?
E Institutos, Direcções Gerais, Comissões que não servem para nada e absorvem milhões do Orçamento?

O país precisa de uma barrela geral. Apareça quem seja capaz de a levar em frente.

---De Ricardo Alves
Palmira, o final do primeiro parágrafo pode induzir em erro. O Socorro será a maior das pequenas freguesias. As maiores freguesias de Lisboa, em eleitores, são os Olivais (45 mil), Benfica (37 mil), Marvila (37 mil), Lumiar (34 mil) e S. Domingos de Benfica (30 mil).

Lisboa tem um centro histórico espartilhado por uma dezena de micro-freguesias, uma segunda camada com freguesias de dez mil habitantes, e uma terceira com as maiores freguesias e outras médias (dezena de milhar).

Algumas das do centro são, realmente, muito pequenas. Admito que fosse mais racional e menos dispendioso agrupá-las numa única freguesia (que se poderia chamar «Colinas»).

Há também a questão política (os presidentes de Junta têm assento na Assembleia Municipal, embora o dos Mártires represente 390 eleitores e o dos Olivais 45 mil, cem vezes mais).

---De António Parente
Penso que o nome ideal para essa nova freguesia devia ser "S. Jorge", em honra do patrono de Lisboa. Faça-se um referendo aos moradores, ponha-se no boletim de voto "Colinas" e "S. Jorge" e respeite-se a vontade popular.

---De Ricardo Alves
Há coisas em jogo mais importantes do que o nome das freguesias, António.

---De Palmira F. Silva
pensei que tinha ficado claro que me estava a referir áquelas 13 freguesias tão pequeninas que o nome nem cabe naquele mapa :)

sobre o nome de uma eventual freguesia conjunta , com aquelas 13 ou mais algumas, não estou minimamente preocupada, chamem-lhe qq coisa mas racionalizem o mapa :)

---De Palmira F. Silva
em relação à guerra que estou certa que muitos autarcas irão criar contra a racionalização administrativa do país, resumi-a no título :)
(«Eu é que sou o Presidente da Junta »)

---De ECD
Totalmente de acordo.
Não só por falta de eleitores (e mesmo residentes), mas também, como agora se diz, por falta de massa critica (= gente com capacidade e disponivel para constituir o executivo da Junta).

Fazer uma lista nestas freguesias que "são tão pequeninas que (neste) mapa só cabe um número para as identificar" é o cabo dos trabalhos.

Talvez isto explique os geralmente bons resultados da CDU nalgumas destas (micro)freguesias.

Claro "juntar" é complicado ... e pode mesmo ser utilizado para manter/ganhar eleições para as juntas de freguesia.
Neste campo, todos os exemplos vindos de França são maus. Há coisa de 15 anos foi a "découpage" Chirac-Pasqua, o ano passado foi a Sarkozy-Fillon. Só golpes baixos!

---(...)


De . a 6 de Setembro de 2010 às 12:00
(---)
---De noughtone
...não perca o balanço e faça a mesma análise ao resto do país, para juntas de freguesia, municipios, distritos e claro deputados à Assembelia da Républica!

Poupava-se uma pipa de massa o q dava muito geito nos tempos q correm.
Cumprimentos, passe bem!

---De Carlos a 4 de Setembro
Se esse tipo metesse mãos nas piscinas que se fecharam e as reabrisse ficava muito mais contente.

---De Filipe
Milão, por exemplo, só tem nove freguesias, e é um concelho com mais do dobro da população do concelho de Lisboa, e com uma área bem superior.

Na minha opinião, o ideal era a cidade ficar com uma freguesia para cerca de 50 000 habitantes, o que daria um total de 10 a 11 freguesias.

Mas há duas coisas a ter em conta.
A primeira tem a ver com o despedimento dos funcionários excedentários das juntas de freguesia extintas, cuja colocação nas novas freguesias não se justifique. Poderemos estar a falar de dezenas a centenas de pessoas, não faço ideia.

O outro tópico está relacionada com a fusão de concelhos.
O concelho de Lisboa estaria com as contas mais equilibradas se estivesse fundido com Odivelas e com Amadora. Toda a área urbana que contorna a cidade deveria ser incluída num único concelho.

Criar-se-ia uma fronteira urbana e a especulação imobiliária seria contida para lá dessa fronteira, obrigando a cidade a crescer e reabilitar-se por dentro. Só assim se conseguirá uma gestão eficaz da Grande Lisboa.

PS: há condições para extinguir mais de 2000 freguesias e dezenas de concelhos.
Contabilizem quantas freguesias têm menos de 4000 habitantes ou menos de 40 km2.

As discrepâncias a nível nacional são enormes. Barcelos tem 89 freguesias,
Loulé, no sul, com mais de 60 000 habitantes e mais de 700 km2 tem pouco mais de 10.
Se cada aldeia serrana de Loulé fosse uma freguesia... mas não é. E que se saiba, o concelho nunca parou e as populações locais não estão insatisfeitas.

O Estado deve ser muito frio nesta questão.
Deve olvidar os bairrismos bacocos e começar a preparar já esta reforma, para que no futuro, num cenário de crescimento, possa avançar e despedir os milhares que estão a mais na administração local.

---De Filipe
Um pequeno exercício:
o Estado extinguia metade das freguesias e um quarto dos concelhos.

Por exemplo, fundia Porto com Matosinhos, Senhora da Hora, São Mamede de Infesta, Rio Tinto e com o centro de Gaia numa única cidade com novas freguesias.
O mesmo em Lisboa.
No caso da província, haveria que atender às dimensões dos concelhos.
Odemira tem uns escassos milhares de habitantes, mas cerca de 1000 km2.
Mas mesmo no interior são muitos os casos de concelhos com menos de 30 000 habitantes e de 100 ou 200 km2.

A questão é, quanto se pouparia em salários e obras municipais?
Um concelho=colectividades para sustentar, pavilhões, piscinas, vereadores, empresas municipais, discotecas municipais (Faces, Manta, Baesuris, Sasha...), etc.

E quanto se ganharia em termos de ordenamento do território, eficiência económica, melhor atendimento aos munícipes?


De Zé T. a 9 de Setembro de 2010 às 09:51
Parece que Lisboa pode ''perder'' 24 freguesias, passando a ser apenas 29, segundo a proposta reforma administrativa. Criando-se ainda? ''9 unidades de proximidade''...
Se a intenção pode ser boa, a necessidade de agradar a correligionários e a adversários partidários - para que qq proposta obtenha uma maioria -
às vezes obriga a tantas cedências e alterações à sua lógica e princípios, que só cria mais confusão, uma ''salgalhada'' técnica- jurídica- administrativa ainda com mais custos de implementação e manutenção ... esperemos que não seja este mais um desses casos.


De Parabens e continue a 6 de Setembro de 2010 às 11:01
Este "Zé Pessoa", seja lá quem ele for, parece deter alguma informação histórico e conhecimento de causa sobre muita coisa que às Freguesias diz respeito.

Pena será que poucos autarcas, nomeadamente socialistas, o leiam. muito teriam a aprender.

Parabens e continue.


De Parabens e continue a 6 de Setembro de 2010 às 11:01
Este "Zé Pessoa", seja lá quem ele for, parece deter alguma informação histórico e conhecimento de causa sobre muita coisa que às Freguesias diz respeito.

Pena será que poucos autarcas, nomeadamente socialistas, o leiam. muito teriam a aprender.

Parabens e continue.


De Uma lástima, estes eleitos a 6 de Setembro de 2010 às 10:51
É de lamentar, embora já venha sendo habitual, a insuficiência de divulgação atempada (no caso da Ameixeira nem atempada nem outra quer nos locais de estilo ou na sua pagina de internet) o que impossibilitou muitas/os freguesas/es quer anónimos como dirigentes associativos .
Uma lastima estes eleitos...


De . a 6 de Setembro de 2010 às 10:50
PRESIDENTES DE JUNTA, O QUE FAZ FALTA É DIMINUI-LOS

O presidente da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) veio, um destes dias, reclamar junto da agência Lusa que o Estado deve cinco milhões de euros, aprovados no Orçamento do Estado para 2010, de vencimentos aos presidentes das juntas de freguesia a tempo inteiro.

Fonte oficial do Ministério das Finanças terá afirmado que a verba consta do Orçamento do Estado e o Ministério não colocou nem coloca qualquer oposição à disponibilização da verba orçamental que está afecta ao pagamento dos presidentes de Juntas de Freguesia.

Por sua vez, a Secretaria de Estado da Administração Local parece ter confirmado as palavras de Armando Vieira garantindo que as verbas "ainda não foram pagas, embora tenham sido aprovadas pela Assembleia da República" e fê-lo argumentando que o valor "é manifestamente insuficiente para o pagamento de todos os elementos das Juntas de Freguesia abrangidos pelo regime de Permanência".

Ainda que politicamente incorrecto (as verdades doem e custam muitos votos, infelizmente) Teixeira dos Santos não deixou de afirmar, no encerramento do debate do Orçamento para 2010, que a distribuição de tis verbas são "claramente populistas" e as aprovações da transferência de 5 milhões de euros para pagar aos eleitos das freguesias, considerando que essas verbas eram "money for the boys". Em muitos casos assim é, manifestamente. Só em Lisboa são eleitos mais de 900 representantes partidários e pergunta-se para quê?

O dinheiro para os eleitos das freguesias serve essencialmente para os partidos "ganharem simpatias regionais e autárquicas", afirmou em Março Teixeira dos Santos.

O que faz falta é diminui-los, se não na remuneração é fundamental que o seja em número dado que é um, manifesto, exagero, sobretudo em meios urbanos como é o caso de Lisboa e do Porto onde respectivamente existem 53 e 15 freguesias (só aqui já se verifica uma abissal diferença).

MARCADORES: freguesias, lisboa, orçamento
Publicado por Zé Pessoa às 00:12 de 01.09.10


De . a 6 de Setembro de 2010 às 10:51
De Cláudio Carvalho a 1 de Setembro de 2010 às 00:44

Advinhe lá, quantas freguesias tem Barcelos? Sim, Barcelos. O mais curioso é que falo com gente de lá e tive um que me disse que saía de Portugal se acabassem com a Junta dele com meia dúzia de gatos... e está sempre a criticar o Estado.



De Zé T. a 1 de Setembro de 2010 às 12:07

É também nestas 'pequenas coisas' que se revela a incapacidade/ incompetência/ dolo de muitos dos nossos políticos e concidadãos...

Entre obtusas defesas de 'quintas' e bairrismos paroquiais, à mistura com 'tachos e tachinhos'/ subsídios e pequenos poderes e caciquismo... nepotismo, corrupção, assédios e prepotências...

Por isto não é de estranhar que Portugal (economia, ambiente, des/ordenamento do território, desenvolvimento, valores cívicos e morais, sociedade portuguesa ...) esteja tão mal.


De . a 6 de Setembro de 2010 às 10:46
Reuniões descentralizadas

- se valeu a pena?
fica-se sempre a saber mais algumas coisas, e fazem-se algumas questões/observações pertinentes que... talvez... - ''água mole em pedra dura...''

mas estas reuniões, do ponto de vista de munícipes / cidadãos interessados na RES PÚBLICA (e sem compromissos partidários ou de dependência de favores), ficam sempre muito aquém do que se espera dos nossos autarcas/ governantes ...


De . a 6 de Setembro de 2010 às 10:28
Novo mapa das freguesias de Lisboa deve estar em discussão pública a partir de Outubro
Por Victor Ferreira

António Costa já tem em mãos um estudo coordenado por Augusto Mateus e que terá "duas ou três propostas" de reorganização administrativa da capital
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A reorganização administrativa da cidade de Lisboa deve entrar em discussão pública até Outubro, afirmou anteontem o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa.

O autarca do PS está nesta altura a apresentar aos partidos um estudo que havia sido encomendado a um consórcio composto pelos Instituto de Ciências Sociais e Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG). As recomendações desse estudo continuam, para já, em segredo, mas, ao que o PÚBLICO apurou, o documento prevê "duas ou três propostas" para uma nova arrumação das freguesias de Lisboa, que são 53 actualmente. Caso o autarca socialista consiga negociar uma solução com os outros partidos, este mapa será alterado através da fusão de algumas delas.

António Costa afirmou anteontem que pretende "um consenso municipal o mais alargado possível", e levantou a ponta do véu dizendo que um dos objectivos deste processo é "poder ter juntas com maior dimensão e massa crítica". Questionado ontem sobre o estudo que recebeu no fim de Julho, o gabinete de António Costa informou que o documento só será divulgado no final do mês, estando a ser apresentado aos partidos. O novo mapa será a questão mais sensível e que desperta mais interesse, mas o PÚBLICO sabe que esse estudo, coordenado por Augusto Mateus, antigo ministro do Governo de Guterres e docente ligado ao ISEG, não se limita a propor mapas alternativos. Faz também um diagnóstico à capital, tentando responder à pergunta como está Lisboa ao nível dos transportes, do urbanismo, da economia, do emprego. Fonte ligada ao processo referiu que o estudo inclui os resultados de três inquéritos distintos, levados a cabo junto de 1500 lisboetas, 1800 pessoas que vivem noutros concelhos mas entram na cidade todos os dias e a autarcas das freguesias (no anterior mandato).

Outro caminho seguido pela equipa coordenada por Augusto Mateus foi uma comparação de Lisboa com outras cidades "similares do ponto de vista cultural", como Barcelona, Madrid, Paris, Lyon, Marselha, Roma e Rio de Janeiro.

A reorganização da cidade foi um dos temas que Costa colocou no seu último programa eleitoral, como instrumento para alterar as "deficientes" condições da organização municipal de Lisboa, conforme reiterou na última quarta-feira, por ocasião de uma reunião de câmara descentralizada na Ameixoeira.

com José António Cerejo e Lusa
http://jornal.publico.pt/noticia/03-09-2010/novo-mapa-das-freguesias-de-lisboa-deve-estar-em-discussao-publica-a-partir-de-outubro-20134938.htm


De omnisciente a 7 de Setembro de 2010 às 02:01
Como dizia Almeida Santos, o imprtante não é ser Ministro, é "ter sido Ministro". É o que acontece com este Mateus: está em todas; quer sejam barcos, aviões, estradas, juntas de freguesia, etc etc. Se este homem não existisse, o que seria deste país? Virtudes só acessíveis a "independentes".


De Anónimo a 14 de Dezembro de 2010 às 22:21
Lindo é falar, nas cidades os Presidentes de Junta , tudo lhe fazem, as Câmaras Municipais........e nas aldeias com poucas verbas, sem funcionários. Presidente de Junta, usa suas maquinas, todo o seu tempo, que seria usado para descanso ao serviço do povo,usa transportes próprios para o serviço da freguesia que os subsídios que recebe, são um animo para gastar do seu próprio dinheiro, para se orgulhar de criar condições nesses territórios do interior, falem de Presidentes, dos quais devem falar, não de meros criados ao serviço do seu povo........


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