8 comentários:
De Estado da nação a 9 de Setembro de 2010 às 14:33
os dois D's: Desilusão e Decadência !

... o nosso país ! cada vez mais débil e doente... porque não existe alguém que assuma uma responsabilidade, alguém que não minta, alguém que de uma vez por todas chegue à frente e diga 'vamos fazer disto um país melhor!'

Toda esta palhaçada a que assistimos continuamente, casas pias, apitos dourados, pts-tvis, freeports, xxx, zzz... o que é isto realmente? eu não sei dizer !

sei que gostava de fazer parte e contribuir para um país bom e justo, de passar pela rua e ver as pessoas felizes...
De não ficar desiludido com uma derrota, porque é disso que se trata !!
talvez não seja aqui o espaço certo para falar sobre isto, peço novamente desculpa a todos, mas infelizmente sinto-me triste, revoltado e inútil perante tudo o que vejo acontecer...
infelizmente a selecção acaba por ser por um lado o rastilho que acende tudo o resto e ao mesmo tempo o saco onde todos batem quando o problema é bem maior que isso...»

Este comentário na bloga reflecte o que muitos sentem, sob o actual estado da nação.
Um país sob a batuta de um grande mentiroso e seus acólitos, um país que vê nos pequenos campos deste país, a miséria a proliferar sob o manto da decadência que se acentua.

Quando mais de 150 engenheiros Portugueses nos "campos" petrolíferos da Noruega, são apenas o minúsculo icebergue de um país que se exila arrastado para a lama por uma click de energúmenos legais com rosto, mesmo que com cara de "pau", que futuro para Portugal ?

- Publicada por (c) maioria quase silenciosa: Pedro Almeida Sande , CausaVossa


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 9 de Setembro de 2010 às 15:25
Mas quem veja e oiça o nosso PM na TV até parece que é tudo uma maravilha.
Estamos sempre no bom caminho...
E é sempre graças a ele...
E o tom de voz? É tudo muuuuiiiiito importante... em cada inauguração que faz!
Só é pena que lhe deem cobertura.
As Tvs e nós.
Gostava era de o ver à porta das fábricas que encerram com despedimentos colectivos! A dizer que a culpa também era dele e das suas políticas...
Mas não só o que 'nos comes & bebes' é que ele aparece.
Nunca ninguém lhe recorda que ele não precisa de se vangloriar com o "que faz", pois é sempre com o nosso dinheiro que o faz. E somos nós que lhe pagamos para isso. Só é pena que não seja pessoalmente responsabilizado quando decide mal e usa mal os dinheiros públicos, como um mero gerente duma empresa privada é responsabilizado pelos seus actos.
Arrogante e deslumbrado acha que por ter sido eleito pode fazer o que lhe apetece...
E não é que pode?
Triste país, tristes de nós.


De . a 9 de Setembro de 2010 às 14:28
A RESULTANTE DO SR. PROPAGANDA:
UM MILHÃO DE EMIGRANTES !

Se um milhão de emigrantes é grave para um país de alta natalidade, para um país de baixa natalidade como Portugal é muito, muito grave.
A política de Sócrates de reposição de gente nova e dinâmica passará por trocar os nossos emigrantes por imigrantes do sul do Saara?

Seria uma hipótese, a Africanização e terceiro mundialização de Portugal.
Mas mesmo para isso era preciso que os imigrantes não debandassem para países com crescimentos assinaláveis como Angola, Brasil e tantos outros, que comparam, e bem pela positiva, com o país negativo da desenvolvida ASAE e penhoras do Estado! Pensamento negativo, nós? Não! Realidade negativa, sim!

-Publicada por (c) maioria quase silenciosa: Pedro Almeida Sande, CausaVossa.blogspot.com 8.9.2010


De CausaVossa.blogspot.com a 9 de Setembro de 2010 às 14:25
O CAVALO DE LOUÇÃ
O afundanço , por Luís Naves

Há cem anos, por estes mesmos dias, Portugal afundava-se num declínio manso. Como hoje.
Tenho andado a ler jornais da época e curiosamente encontra-se muita prosápia e conversa, mas nem sequer uma discussão sobre a crise que se agigantava.
O contexto europeu de 1910 era algo diferente: Portugal encontrava-se ligado à superpotência da época, a Grã-Bretanha, que a burguesia urbana detestava, tentando associar o rei a essa aliança; havia um regime monárquico que parecia incapaz de enfrentar a sociedade. Popular nas zonas rurais, era certo, mas politicamente inepto, indeciso e sem soluções. A sua acção era um deixar andar, que logo se veria: nem rupturas nem sequer reformas ousadas. O rei e quem o rodeava pareciam paralisados e sonolentos, no desespero de tentarem não abanar muito o barco.
A democracia era imperfeita e reinavam os caciques locais. O país estava altamente endividado (pode até fazer-se um paralelo quase exacto com o que se passa hoje) e o frágil sector industrial, o mais avançado da economia, mergulhara num período de grande agitação operária. A maior parte da população, 70%, era de analfabetos. E, nas cidades, fervilhava a conspiração política. Tornar-se um radical era a única forma de ascender socialmente.
Aquele era um regime autista, demasiado preocupado com as colónias e à beira de as perder. Acho que se poderia tentar provar a tese de sobrextensão imperial, talvez uma das causas da nossa pobreza. E se Portugal tivesse então perdido as colónias africanas talvez se tivesse poupado a mais 65 anos de ilusões imperiais (enfim, mas essa é a minha especulação).
Não se percebe, na leitura desses jornais, como foi possível a revolução e a mudança de regime. Mas havia sinais de intranquilidade. Histórias de violência, loucos à solta, pancadaria sem razão, distúrbios populares que começavam sem motivo aparente. Também crimes bárbaros. Uma indisciplina geral, que alguns aproveitaram.


Este ano de 2010 é diferente, mas há elementos que não mudaram: a nossa elite continua cega e surda aos sinais de crise. O país afunda-se e só se ouve propaganda seráfica. Continuamos atrasados, irrelevantes, contentes com o nosso destino. Somos sempre os maiores, os mais sábios, os mais doutores; se preferem a metáfora futebolística, basta ouvir os comentadores a dizerem, antes da derrota, que os nossos jogadores são os mais hábeis tecnicamente.
A economia não cresce, excepto na dívida e no desemprego. Os trabalhadores que restam trabalham mais por menos salário. As estatísticas da educação melhoram porque se chumba menos, não porque se saiba mais. O que havia de escolas especiais fecha por que se poupa. Os serviços pioram enquanto se paga mais por eles, mas alguns insistem em que devem ser gratuitos.
E não há discussões ponderadas, só berratas, onde alguns usam um discurso cheio de veneno, repleto de soberba estúpida, que lembra a fé cega dos beatos.
Há outra semelhança: os partidos, que são agências de emprego de uma aristocracia de snobs, ignorante e pomposa, que nunca trabalhou nem jamais quererá trabalhar.
Os intelectuais, esses falam para uma casta de iluminados, no intervalo dos discursos para o umbigo. Sentem-se das classes superiores, estão lá nas suas cátedras de cristal, a filosofar sobre os numerosos problemas da Albânia e do Arkansas, com o conhecimento de causa de quem dá lições ao mundo.


Julgo que está na hora deste país acordar. Não somos os melhores nem os piores, mas temos de ter mais ambição e afastar de vez esta mediocridade geral que toma conta da vontade, que privilegia quem não tem qualidades e facilita este viver bem português que consiste em ir afundando devagarinho num pântano de mentiras.»

Ontem Francisco Louçã, a deshoras, foi convidado de um programa inteligente da nossa televisão.
De sapatilhas casual e aquele ar desempoeirado de quem vai de transporte público para o Parlamento, genuíno, embora tímido e já com os tiques de defesa dos pares, Louçã pareceu-me também descrente nas soluções.
Radicalmente correcto no apontar de inúmeros desmandos do nosso regime, sacos de dinheiro a sair dos cofres, os nossos cofres, Louçã tem no entanto esse paradoxo de defender as PME's defendendo o aumento dos gastos públicos ..


De . a 9 de Setembro de 2010 às 10:18
A burrocracia

Num país com recursos escassos como é o nosso a superação das desvantagens competitivas em relação aos nossos parceiros passa necessariamente por apostar na inteligência, criando condições para que sejam os mais capazes a liderar. Sucede que fazemos o contrário, na sociedade portuguesa instalou-se uma autêntica burrocracia que faz dos mais fracos e incapazes os mais fortes e bem sucedidos.
Na Administração Pública, fundamental para gerir criteriosamente os recursos públicos, instalou-se uma escola de subserviência, cunhas e sabujice, onde se misturam estranhos poderes de corredor com compadrios políticos, onde as qualidades foram transformadas em defeitos. Os serviços afundam-se na incompetência, cada geração é pior do que a anterior.

Nas empresas, uma boa parte delas ainda ligadas a fortunas familiares, beneficia-se de um mercado pouco competitivo, onde dominam mecanismos proteccionistas pouco transparentes para que a inteligência e capacidade dos seus gestores não sejam qualidades determinantes para o sucesso. Importante sim, são as redes de compadrios, os bons conhecimento dos decisores do Estado. Os nossos bons gestores não se formam nas universidades, foram-se nos bons restaurantes onde agraciam políticos e directores, magistrados e jornalistas, com lautas refeições pagas com cartão visa e lançadas na contabilidade das empresas a título de despesas a deduzir nos impostos.

Se nos abstrairmos do que dizem os nossos políticos, jornalistas, magistrados (começando pelos sindicalistas) e gestores mais mediáticos ficamos abismados com a pobreza intelectual que impera nas elites que nos dirigem. Incultos, boçais, com fracos recursos intelectuais mas especialistas na arte de destruir os adversários, de eliminar qualquer concorrente.

Enquanto o país não se libertar desta burrocracia inculta que domina a generalidade dos processos de decisão, dificilmente superará a imensidão de obstáculos que se colocam ao seu desenvolvimento.

O Jumento, 8.9.2010


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 9 de Setembro de 2010 às 10:14
«Em vez de passarmos a vida a dizer mal uns dos outros, deveríamos olhar mais para cada um de nós próprios e interrogarmo-nos sobre a participação de cidadania, aos diferentes níveis e nas mais variadas possibilidades que existem ou podem ser criadas pela sociedade civil.»
O amigo tem um exemplo - Fernando Nobre, que tem um percurso político na sociedade civil, fora pa partidarite, e, veja como quando este se posiciona como candidato a PR, logo é 'feito em pedaços', por aqueles que estão sempre a queixarem-se e a dizer mal uns dos outros... sobretudo porque passou logo a ser uma ameaça aos poderes instituídos. Compare lá a comunicação social no destaque que dá a Manuel Alegre e aos outros candidatos.
Não sei se este médico traria algo de novo e de melhor à sociedade portuguesa se fosse eleito PR. o que eu sei é que a sociedade portuguesa nunca lhe dará a oportunidade de ser PR.



De Candidados e apoios... a 13 de Setembro de 2010 às 10:27
Estou na dúvida entre votar em Fernando Nobre ou em Manuel Alegre.

Pessoalmente gosto mais de F.Nobre, mas espero para ver/ouvir mais sobre o que se propõe fazer ou não fazer, ...

M.Alegre já desiludiu muito com tantos zigzagues mas ainda o considero 'defensor' dos interesses das classes médias e baixa...
e opositor a muitos esquemas e negociatas entre dirigentes partidários-governantes e grandes empresários-advogados ...


De Presidenciais a 13 de Setembro de 2010 às 11:43
Puxa Palavra, 12.09.2010: «...
Os dois candidatos (Alegre e Cavaco) vêem a função presidencial de forma bastante diferente.

Manuel Alegre como ainda ontem referiu defende:
- Uma visão mais cultural e política do país, menos tecnocrática e menos conservadora;
- Uma concepção diferente da de Cavaco Silva e do exercício dos poderes inerentes.
... Se tiver algum desacordo ou reserva em relação a uma lei, falará antes e se promulgar a lei não vem depois desvalorizar essa lei.
... se tiver de vetar uma lei veta e não se esconde atrás de álibis.
... Queremos pessoas de actuação clara e com uma visão de futuro para o País, sustentada em grandes princípios de defesa dos direitos sociais e uma melhor distribuição da riqueza criada.
»


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