Cuba Libre?

 

O governo cubano liderado pelo irmão de Fidel de Castro acaba de publicar a lei das PYME (pequenas e médias empresas), tornando possível e livre a criação em todo o país de pequenas e médias empresas privadas.

Simultaneamente, o governo cubano anuncia o despedimento de 650 mil funcionários públicos com um mês de indemnização, salientando o excesso de pessoal que está sem fazer nada na administração estatal.

Enquanto isto, Fidel de Castro desmente ter dito a um periódico norte-americano que o modelo cubano já nem serve para Cuba e afirma ter-se referido ao modelo capitalista, palavra que não foi utilizada por Castro na entrevista gravada.

É evidente que Cuba está a mudar o seu modelo económico, pois não conseguiu em cerca de meio século de comunismo criar uma economia sustentada, nomeadamente uma indústria e uma agricultura eficaz. Deixou estragar a produção açucareira, limitando-a às necessidades do fabrico de bebidas alcoólicas, enquanto que por outras razões os charutos cubanos se vendem cada vez menos no estrangeiro. Os países mais ricos da Europa fumam cada vez menos.

Cuba vive do turismo, limitado a uma zona relativamente restrita do país com hotéis pertencentes a grupos capitalistas estrangeiros como o Meliá de Espanha, mas o turismo rende pouco dada a necessidade de importar muitos bens alimentares e outros para que os turistas não tenham de viver como os cubanos. Além disso, outra das fontes de receita cubana vem dos inimigos do seu governo, os emigrados na Florida que enviam dinheiro para familiares. Obama permitiu duplicar o valor das remessas mensais, o que significou mais uns tantos dólares para o país mais carecido de divisas do Mundo.

Com o fim da União Soviética, Cuba deixou de ter o apoio que tinha, incluindo fornecimento quase gratuito de petróleo e armas. Hoje, o seu equipamento militar é obsoleto, mas também ninguém pensa em invadir aquele país, a não ser os turistas portugueses e espanhóis.

Fidel disse de um modo confuso que hoje não teria pedido a Krutchev para bombardear nuclearmente os EUA, especificando que só queria se os EUA estivessem a preparar um ataque nuclear. Claro, Cuba nunca poderia saber se esses preparativos estavam ou não em marcha, pelo que se os soviéticos tivessem feito o que Fidel poderia ter querido, não estaria ele nem muitos cubanos, americanos e soviéticos para contar ou recordar.

 

Muitos cubanos dizem que Cuba espera a morte de Fidel para se transformar completamente e introduzir o modelo de mercado que provoca crises sim, mas só depois de toda gente ter carro, computador, casa, etc., como acontece em Portugal com mais de 6 milhões de habitações outras tantas viaturas e mais de 10 milhões de telemóveis e outros tantos computadores e 2.500 km de auto-estradas.



Publicado por DD às 00:10 de 11.09.10 | link do post | comentar |

1 comentário:
De . a 13 de Setembro de 2010 às 09:52
De: « nem 8 nem 80 !!» a 10 de Setembro de 2010

«O modelo cubano já não funciona (para exportar) nem sequer para nós (cubanos)» - Fidel Castro

Castro "no estaba rechazando las ideas de la revolución" sino que se trataba de "un reconocimiento de que bajo el modelo cubano el Estado tiene un papel demasiado grande en la vida económica del país".

(via El País, 8.9.2010)

... En un momento de la conversación, los norteamericanos preguntaron a Castro sobre la vigencia del modelo cubano y su posible validez en otros países.
Castro, cada vez más por encima del bien y del mal, contestó que tal cosa no era pertinente y añadió:
"El modelo cubano ya no funciona ni siquiera para nosotros".
Lo escribió el propio Goldberg en la revista The Atlantic, y tanta fue su sorpresa que incluso le preguntó a Sweig -una reputada experta en asuntos cubanos- cuál era su interpretación a las palabras del ex presidente cubano, que continúa siendo primer secretario del Partido Comunista de Cuba.

Según Sweig, Castro "no estaba rechazando las ideas de la revolución" sino que se trataba de "un reconocimiento de que bajo el modelo cubano el Estado tiene un papel demasiado grande en la vida económica del país".
La analista interpretó que con sus declaraciones Castro buscaba "crear un espacio" para que su hermano, el presidente Raúl Castro, pudiera poner en marcha "reformas necesarias, frente a lo que seguramente encontrará resistencias de los comunistas ortodoxos dentro del partido y la burocracia".

La entrevista publicada este miércoles por la revista norteamericana es la segunda de una serie que resumirá los encuentros de Golberg con Castro en la isla, respondiendo a una invitación del ex jefe de Estado.
En el primer trabajo Castro criticó al presidente de Irán, Mahmud Ahmadineyad, por sus declaraciones antisemitas, y le pidió que "deje de difamar a los judíos" y que trate de entender por qué los israelíes temen por su existencia.


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