4 comentários:
De retórica desacredita a 17 de Setembro de 2010 às 14:08
Estive a ouvir Manuel Alegre a apresentar-se como candidato a presidente da república.


Fez um discurso, onde a retórica grandiloquente, imperou. Sobre soluções, ficou pela enunciação de princípios. Procurou atingir Cavaco, mas nada disse sobre Sócrates, sobre quem nos “desgoverna”.

Não precisou nenhum conceito. O que é “ser por um Portugal com sentido histórico”? Falou dos pobres, mas não disse quem os “tramou”. Garantiu que os portugueses querem um Serviço Nacional de Saúde, uma Educação Pública e uma Segurança Social Pública, mas não referiu que o mau funcionamento destes serviços acaba por os desacreditar.
Fez citações, mas o que nos interessa é a prática. Referiu Camões (que por sinal morreu na miséria, enquanto muitos a falarem dele ficaram ricos) e outros clássicos e parafraseou bispos, mas tudo isso é deixar-nos música para “entreter” os ouvidos.

Já estou cheio destes discursos redondos, grandiloquentes, musicais. Prefiro um candidato a presidente mais simples, que reconheça que não vivemos num sistema presidencialista e, por isso, que o seu papel é muito limitado.

Precisamos de um candidato a Presidente da República que substitua a retórica eloquente pelo testemunho da acção, que não tenha estado apenas nos cadeirões do poder, mas vivido, na prática, as preocupações dos que mais sofrem, dos deserdados da história, dos que são vítimas de políticas egoístas e de governos que, em vez de diminuírem o sofrimento dos que mais sofrem, aumentam a “felicidade” aos que mais têm.

Considero, por isso, que precisamos de um outro candidato a presidente da república:
mais simples, mais modesto e que não encha a boca com o republicanismo sem precisar que tipo de republicanismo defende. É que houve vários e alguns para esquecer.

# posted by Primo de Amarante, Margem Esquerda, 11.9.2010


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 15 de Setembro de 2010 às 14:05
"Com papas e bolos
se enganam ostolos"


De Defender o elo mais fraco a 14 de Setembro de 2010 às 14:34
As escolhas políticas nunca não neutras
(- Por João Rodrigues, Arrastão.org )

“Nos últimos tempos, alguns sectores, com muito eco na comunicação social, têm repetido até à exaustão que os portugueses vivem acima das suas possibilidades.
E eu pergunto:
- mas quais portugueses?
Os que estão desempregados?
Os que auferem o salário mínimo nacional?
Os que se encontram no limiar da pobreza e que atingiriam cerca de 40 % da população se não fossem as prestações sociais e as ajudas do Estado?
Os 57% que vivem com um orçamento familiar abaixo dos 900 euros? (…)

[T]odos sabemos que o principal défice português continua a ser um défice social, um défice de emprego, um défice de justiça e um défice de solidariedade.
Não devemos ocultar a realidade nem fugir às nossas responsabilidades (…)
Continuamos a ser um país com muita injustiça e muitas desigualdades (…)

O meu compromisso é claro:
pelo meu passado e pelas minhas posições, os portugueses têm a garantia de que, se algum governo ou Parlamento, no futuro, pretender acabar com a Saúde Pública, a Escola Pública e a Segurança Social Pública, eu estarei contra e exercerei, sem hesitações, o meu direito de veto (…)

O actual Presidente, com todo o respeito, quer pelas suas convicções quer pela sua prática, não pode dar semelhante garantia (…)
Acresce que o senhor Presidente se referiu, recentemente, à presente crise como uma oportunidade para ajustamentos no factor trabalho.
Curiosa expressão!
Quero igualmente deixar claro que utilizarei todos os poderes de que dispõe um Presidente da República para impedir a liberalização dos despedimentos através da eliminação do conceito de justa causa.

Como costuma dizer o professor Jorge Leite, a Constituição não é neutra e defende o elo mais fraco da relação laboral – o trabalho.

Eu também não serei neutro.”

Manuel Alegre
(via Arrastão.org)


De . a 14 de Setembro de 2010 às 09:38
De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 9 .9.2010

«Em vez de passarmos a vida a dizer mal uns dos outros, deveríamos olhar mais para cada um de nós próprios e interrogarmo-nos sobre a participação de cidadania, aos diferentes níveis e nas mais variadas possibilidades que existem ou podem ser criadas pela sociedade civil.»
O amigo tem um exemplo - Fernando Nobre, que tem um percurso político na sociedade civil, fora pa partidarite, e, veja como quando este se posiciona como candidato a PR, logo é 'feito em pedaços', por aqueles que estão sempre a queixarem-se e a dizer mal uns dos outros... sobretudo porque passou logo a ser uma ameaça aos poderes instituídos.
Compare lá a comunicação social no destaque que dá a Manuel Alegre e aos outros candidatos.
Não sei se este médico traria algo de novo e de melhor à sociedade portuguesa se fosse eleito PR. o que eu sei é que a sociedade portuguesa nunca lhe dará a oportunidade de ser PR.

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De Candidados e apoios... a 13.9.2010

Estou na dúvida entre votar em Fernando Nobre ou em Manuel Alegre.

Pessoalmente gosto mais de F.Nobre, mas espero para ver/ouvir mais sobre o que se propõe fazer ou não fazer, ...

M.Alegre já desiludiu muito com tantos zigzagues mas ainda o considero 'defensor' dos interesses das classes médias e baixa...
e opositor a muitos esquemas e negociatas entre dirigentes partidários-governantes e grandes empresários-advogados ...

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De Presidenciais a 13.9.2010
Puxa Palavra, 12.09.2010: «...
Os dois candidatos (Alegre e Cavaco) vêem a função presidencial de forma bastante diferente.

Manuel Alegre como ainda ontem referiu defende:
- Uma visão mais cultural e política do país, menos tecnocrática e menos conservadora;
- Uma concepção diferente da de Cavaco Silva e do exercício dos poderes inerentes.
... Se tiver algum desacordo ou reserva em relação a uma lei, falará antes e se promulgar a lei não vem depois desvalorizar essa lei.
... se tiver de vetar uma lei veta e não se esconde atrás de álibis.
... Queremos pessoas de actuação clara e com uma visão de futuro para o País, sustentada em grandes princípios de defesa dos direitos sociais e uma melhor distribuição da riqueza criada.
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