5 comentários:
De Despedimento ASSASSINA a 17 de Setembro de 2010 às 16:18
A morte de Paula R.

Mais um assassinato do capitalismo.
Paula R. trabalhava há 19 anos numa empresa, em Lisboa, na Av. do Brasil, que comercializava móveis para escritório.
Não sendo grande, a empresa muito vendeu durante vários anos, obtendo enormes lucros.
O patrão podia assim viver num condomínio privado e todos os anos se pavonear com novos e variados carros de luxo.

Agora com o agravamento da crise do capitalismo e com menores lucros, o patrão desinteressou-se do negócio.
Embora indicando na porta da empresa que terminava as férias no último dia de Agosto deste ano, despediu os trabalhadores antes de férias, tendo preparado nas suas costas a falência da empresa.
Retirou todos os bens do seu nome e, com o argumento de que estava falido, em nada indemnizou os trabalhadores.

Paula, com 47 anos, não foi capaz de aguentar o brutal e traiçoeiro despedimento e, após vários acidentes vasculares cerebrais, faleceu.

Numa época em que todos os pretextos e métodos têm servido para despedir quem trabalha, até os despedimentos por sms, a morte de Paula R. é mais uma a acrescentar ao já longo rol de vítimas do capital.
Ao contrário das maravilhas que propagam alguns dos serventuários do sistema, o capitalismo, mesmo sem ser o das multinacionais, continua a matar diariamente.

- por Pedro Goulart - jornal "Mudar de Vida" , 2.9.2010
- Publicada por Alvarez em 14.9.2010 http://alvarez-sud-express.blogspot.com/


De . a 17 de Setembro de 2010 às 14:21
Setembro 15, 2010

Não há vergonha!

Em tempos de crise, o País com um milhão de desempregados,
a PT não tem dinheiro para subir salários, mas entrega 1,8 milhões aos implicados no caso "Face Oculta", Soares Carneiro e Rui Pedro Soares, pelas suas saídas da empresa.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=443543

# posted by Primo de Amarante, Margem Esquerda


De à custa de quem ?! a 15 de Setembro de 2010 às 13:31
Cáritas:
défice não deve ser vencido à custa das pessoas mais vulneráveis

por Agência Lusa , 14 de Setembro de 2010

Portugal é dos países mais pobres e desiguais da Europa. A crise veio piorar tudo

O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, afirmou hoje que o país tem de vencer o défice, mas não o deve fazer à custa das camadas mais vulneráveis da população.

“Nós temos pela frente um desafio muito grande que é vencer o défice. Para que haja uma retoma económica, temos que livrar-nos da dívida pública e julgo que isso está a ser muito difícil”, disse Eugénio Fonseca, que participa em Fátima na XXVI Semana da Pastoral Social.

O dirigente salientou que este trabalho “não pode ser feito, sobretudo, à custa das camadas sociais mais vulneráveis, que são sempre as mais atingidas”, comentando os cortes no Rendimento Social de Inserção.

Para o responsável, o país está numa situação “da qual somos todos responsáveis” porque “nem sempre utilizámos convenientemente os recursos que nos são disponíveis” – defendendo mesmo a criação de uma educação para o consumo nas populações -, mas apontou a responsabilidade da banca.

“Não podemos esquecer que esta crise rebentou por parte do sistema financeiro”, que “continua a não ser penalizado” e “está a criar condições gravosas que se tornam difíceis a algumas famílias que têm ainda acesso à habitação como bem essencial”, salientou.

Eugénio Fonseca sustentou que o poder político tem uma “fraqueza” que descreveu como a “muita dificuldade em enfrentar o poder económico”, pelo que “quem está a comandar as orientações de natureza política, de governação, continua a ser o capital”.

“Portanto, quando assim é, os que estão a viver do capital estão sempre salvaguardados”, comentou, defendendo que “se deviam tomar medidas relativamente a rendimentos escandalosos que continuam a estar na posse de uma percentagem menor de cidadãos portugueses”.

Neste caso, apontou medidas para que “algumas pessoas vivessem apenas de uma reforma e não tivessem duas e três como está a acontecer”.

“Continuamos a pôr o enfoque no problema da crise nos mais pequenos quando às vezes estamos a falar de trocos relativamente à movimentação de capitais noutros setores”, comentou.

Referindo-se ao desemprego, o presidente da Cáritas Portuguesa admitiu que se generalizou e “está na causa de todas as carências”, defendendo que na escassez de emprego não se pode ter, “como muitos têm, a afirmação demagógica que não se pode dar subsídios porque é possível dar trabalho”.

“Sim, senhor, não se dê subsídios quando houver trabalho para dar. Neste momento não temos trabalho para dar, então temos que subsidiar para que as pessoas não vejam posta em causa a satisfação das suas necessidades fundamentais”, declarou.

Para Eugénio Fonseca, “o problema do desenvolvimento” do país é “um problema de sistema fiscal”.

“Não temos um sistema fiscal justo”, anotou, sustentando que “penaliza demais os que trabalham por conta de outrém e cria facilidades àqueles que têm rendimentos próprios”, pessoas que “têm outras condições para fazer valer os seus direitos, a sua voz”.


De Passos de coelho a 15 de Setembro de 2010 às 10:56
O jovem, Passos de coelho, já nem a totalidade dos seus comparsas consegue enganar. Oscila entre o tapar o sol com uma peneira e o atirar areia para os olhos das pessoas.

O povo pode, às vezes, até parecer distraído mas não é tonto. Se já acha, muitas vezes com razão, o PS demasiadamente colado aos senhores das finanças e dos desviadores de bens fungíveis para offshores o que não pensará deste PSD?

Por mais que ele fale com doçura toda a gente sabe que não passa de mel para apanhar moscas. É claro que a intenção de rever a Constituição não seria outra coisa que facilitar, ainda mais, o empurrar o país para uma sociedade neoliberal onde só caberiam a existência de duas classes: os endinheirados e os pobres


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 14 de Setembro de 2010 às 18:34
É como São Tomás...


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