De Respostas da presidente-executiva... a 21 de Setembro de 2010 às 09:00

Ana Maria Fernandes, presidente executiva da EDP-Renováveis , responde às perguntas feitas pelos leitores do site Exame-Expresso. (11.8.2009)

Ana Maria Fernandes, CEO da EDP Renováveis
Quais os custos unitários de produção de electricidade gerada a partir de diferentes fontes de energia renovável? (Refiro-me, claro, a todas as energias renováveis neste momento exploradas pela EDP-Renováveis) Qual a evolução futura previsível daqueles custos unitários e a sua repercussão sobre o preço final pago pelo consumidor?

Actualmente os custos das energias renováveis podem oscilar dependendo das tecnologias (desde hídrica a solar foto-voltaica) tendo estes custos decrescido ao longo dos anos acompanhando a curva de desenvolvimento tecnológico e aumento de rendimento.

Os actuais mercados de energia são mercados marginais nos quais a tecnologia marginal marca o preço. Tipicamente esta tecnologia na Península Ibérica é as centrais de ciclo combinado que definem o preço de mercado em cada momento.

Qual é a percentagem de electricidade total gerada em Portugal já hoje proveniente de energias renováveis e qual o objectivo para a próxima década tendo como horizonte limite 2020?

A energia renovável produzida equivalente em 2008 foi de 43%. O actual target de Portugal é alcançar 45% em 2010

Sendo a energia hídrica renovável, porque não está na alçada da EDP Renováveis?

O modelo de negócio de desenvolvimento e operação de hídricas é fundamentalmente diferente do modelo de outras tecnologias renováveis como a eólica. Por esta razão e porque entendemos que uma variável crítica de criação de valor é assegurar o enfoque das equipas no core business, a EDP Renováveis dedica-se ao desenvolvimento e operacão de parques eólicos.

Recentemente Bill Clinton citou um estudo de uma universidade espanhola em que se argumentava que "cada emprego criado em Espanha desde 2000 custou 571138 euros e provocou a perda de 2,2 postos de trabalho em outros sectores mais eficientes" (El Mundo, 23 de Maio de 2009, p. 38). Qual é o seu comentário?

Prefiro não comentar conclusões, dado que não conheço em detalhe os pressupostos do estudo.

Tive uns tios que viveram 65 anos num monte na freguesia de Acaria Ruiva-Mertóla, e que nunca tiveram luz da rede. Porém, há 14 anos a TLP colocou um painel solar para ligação ao telefone e a EDP nessa altura colocou um ramal que liga à aldeia Corte Pequena, mas a luz ainda não chegou lá. Não seria, mais barato para a EDP inserir painéis solares nestes casos, e porque não o faz? O meu primo que continua a ter agricultura no dito monte tem feito imensos pedidos na EDP de Mertóla e anda à espera há mais de 14 anos. Saberá informar-me porquê?

A Edp Renováveis é um produtor de energia, não actuando, por isso, na distribuição ao cliente final.

Assumindo uma "maturidade agressiva" do negócio no mercado local, a EDP-R aparentemente prepara um shift de internacionalização. Quais são, na sua opinião, as core competencies e vantagens competitivas que a levaram a uma expansão para um mercado tão diverso (ambiente externo - legal, economics, route to market, supply-demand, etc.) como os USA?

Não existe qualquer shift de internacionalização. A EdpR possui já há 2 anos uma plataforma operacional nos EUA, que tem vindo a desenvolver. Em paralelo, está também a crescer em países europeus, como França, Bélgica, Polónia e Roménia, alargando o seu espaço tradicional de actuação constituído por Portugal e Espanha. Estamos ainda a iniciar actividade no Brasil.

Como Eng. Mecânico com experiência inferior a um ano, preocupa-me que os cargos/profissões técnicas não sejam devidamente valorizadas e que as empresas a trabalhar na área da energia em Portugal, por vezes tenham de recorrer ao estrangeiro para resolver as questões técnicas. Isto leva a que infelizmente os engenheiros que querem aprender a área técnica rapidamente se "resignem" e passem à "gestão". Neste sentido pergunto se na EDPR existe lugar para Engenheiros Mecânicos a desempenharem cargos técnicos? Ou a EDPR resume-se apenas a um negócio, onde os intervenientes da empresa apenas têm de ter formação em gestão e finanças?

A EdpR tem cerca de 70% de pessoas licenciadas /PHD,...


De Respostas da CEO da EDP-R ... a 21 de Setembro de 2010 às 09:01
...
A EdpR tem cerca de 70% de pessoas licenciadas /PHD, destes cerca de 30% são engenheiros com as mais variadas especialidades. Sublinho ainda, que a EDPR trabalha com pessoas de 12 nacionalidades.

Como lida internamente e junto do mercado com as oscilações em bolsa da EDP Renováveis?

Os mercados de capitais têm as suas próprias leis de funcionamento e recentemente reflectem também os efeitos da actual crise. No âmbito da EdpR preocupam-nos claramente com os mercados, mas também com os nossos investidores e sobretudo com os fundamentais da empresa sobre os quais procuramos exercer uma gestão ambiciosa e prudente ao mesmo tempo.

De que forma é possível gerir a partir de Lisboa uma empresa com sede em Madrid?

De facto, a sede é em Madrid. A empresa, com uma dispersão geográfica por oito países, é gerida a partir de Madrid, em coordenação com Lisboa e com as sua plataformas locais. Quer sejam Europa, EUA ou Brasil.

Quando prevê que a micro-geração seja realmente uma realidade presente na vida da maioria dos portugueses, com mini-eólicas no quintal, painéis solares no telhado, etc?

Como em todos as novas tecnologias, há uma curva de aprendizagem a vencer, que se traduzirá em condições cada vez mais favoráveis. Não tenho dúvidas, porém, de que dentro de alguns anos a microgeraçao, nas suas diversas vertentes, será uma realidade.



De [FV] a 21 de Setembro de 2010 às 11:27
Realmente não entendo este comentário.
Para já ele está inserido na notícia e no link do próprio post...
E não rsponde a nenhuma das questões abordadas no mesmo.
Náo está em causa a empresa. Mas as verbas auferidas. A localização da sede. E é só ler o post e responder às outras questões lá abordadas.


De cartel-oligopólio-oligarquia-nepotismo a 22 de Setembro de 2010 às 11:05
Esclarecimento a perguntas e respostas

1: Quanto estará a ganhar agora esta CEO?

R: relativamente à média salarial dos portugueses (e em termos ético-morais) ... ganha DEMASIADO, ... tal como muitos outros CEOs e Administradores de empresas públicas e privadas !! !

2: A EDP Renováveis é uma empresa pública com sede no estrangeiro, Madrid.(?)

R: è de direito privado, com alguma participação pública (indirecta), com sede em Madrid e escritórios/representações em vários países... i.e. é uma multinacional, trabalha em rede e o dinheiro não tem pátria...

3: A EDP Renováveis é uma empresa? Na verdadeira acepção da palavra?
Tem que fazer pela vida para se financiar? Ou tem fundos ilimitados do estado? Qual foi o investimento do estado até hoje?
Tem concorrentes? Ou opera em monopólio? Do que produz, o que faz para o vender ou tem o "escoamento" garantido por via desse monopólio? Quanto rendeu esta empresa em 3 anos? Será assim tão difícil (e caro) ser CEO desta "empresa"?

R: (económica e legalmente) sim, é uma empresa e tem que se financiar...
qual o financiamento de Estado?não sei (ver relatório e contas anual...)
tem concorrentes ...(mas são poucos e existe alguma subsidiação/participação pública indirecta) e escoa produtos e serviços (geralmente pré-contratados)...
quanto recebeu ?(ver...)
...dificil e caro CEO ?
o que parece cada vez mais a muitos portugueses, é que se poderiam encontrar muitos outros gestores/ceo, de qualidade semelhante (porventura até melhores), por muito menos dinheiro e menos mordomias (não que tais recusassem as mordomias se lhas fossem oferecidas...), ...
mas o problema dos eventuais (candidatos a) CEOs/presidentes/ administradores/ directores/ chefes ... é que não pertencem/estão no círculo restrito e especial dos parentes-amigos-amantes-sócios da CASTA de NEPOTISTAS que mandam neste país como se fosse um BANANAL !!


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