2 comentários:
De Revoltem-se ! a 22 de Setembro de 2010 às 16:04
Continua a dança...
... Toda sempre para o mesmo lado.

É só aparecer mais uma reunião, um colóquio, um encontro sobre a crise, e os funcionários públicos levam e tornam a levar e não se lhes pede pouco.

Ontem, foi a vez do bastonário da Ordem dos Economistas a pedir que lhes saquem o 13º mês. Anteontem, era Ernani Lopes a pedir que baixem os salários nominais aos ditos.
(ambos ex-ministros... com chorudas reformas e a acumular com cargos e mordomias de nababos...)

Como só os funcionários públicos é que existem para a crise segundo estes entendidos, e só sobre eles devem recair os custos de tudo, não percebo porque não apontam soluções mais eficazes.

Certamente, apesar de grandes conhecedores do mundo, não devem ter lido bem alguns manuais de períodos de guerra, por exemplo da 2ª grande guerra. Se os tivessem lido certamente se teriam inspirado e defendido soluções de efeitos instantâneos, se aplicadas aos funcionários públicos.

Estou cansado destes senhores que apregoam estas receitas e vivem de reformas de topo e ainda acumulam vencimentos graúdos, muitas vezes escandalosos.

Pode ser que alguma dia os funcionários públicos se lembrem de lhes dar resposta de forma adequada.

# posted by Joao Abel de Freitas, PuxaPalavra


De verdadeiras VITIMAS da crise ! a 21 de Setembro de 2010 às 09:15
Despedimentos ASSASSINAM pessoas, famílias, comunidades, nações !

A morte de Paula R.

Mais um assassinato do capitalismo.
Paula R. trabalhava há 19 anos numa empresa, em Lisboa, na Av. do Brasil, que comercializava móveis para escritório.
Não sendo grande, a empresa muito vendeu durante vários anos, obtendo enormes lucros.
O patrão podia assim viver num condomínio privado e todos os anos se pavonear com novos e variados carros de luxo.

Agora com o agravamento da crise do capitalismo e com menores lucros, o patrão desinteressou-se do negócio.
Embora indicando na porta da empresa que terminava as férias no último dia de Agosto deste ano, despediu os trabalhadores antes de férias, tendo preparado nas suas costas a falência da empresa.
Retirou todos os bens do seu nome e, com o argumento de que estava falido, em nada indemnizou os trabalhadores.

Paula, com 47 anos, não foi capaz de aguentar o brutal e traiçoeiro despedimento e, após vários acidentes vasculares cerebrais, faleceu.

Numa época em que todos os pretextos e métodos têm servido para despedir quem trabalha, até os despedimentos por sms, a morte de Paula R. é mais uma a acrescentar ao já longo rol de vítimas do capital.
Ao contrário das maravilhas que propagam alguns dos serventuários do sistema, o capitalismo, mesmo sem ser o das multinacionais, continua a matar diariamente.

- por Pedro Goulart - jornal "Mudar de Vida" , 2.9.2010
- Publicada por Alvarez em 14.9.2010 http://alvarez-sud-express.blogspot.com/


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