"Liberté, égalité, fraternité"

Ex-presidente francês, Jacques Chirac, pediu um empréstimo de €500 mil  para pagar parte de uma falcatrua na Câmara de Paris e continua a viver à borla em casa emprestada por amigos libaneses.

Jacques Chirac , chegou a um "acordo tripartido" com o actual dirigente, o socialista Bertrand Delnaoë, e o seu partido, UMP, atualmente controlado pelo presidente da República, Nicolas Sarkozy.

A França não é uma "República das bananas", mas às vezes parece. Para escapar a um aborrecido processo judicial sobre desvio de fundos públicos e empregos fictícios durante a sua presidência na Câmara de Paris, entre 1977 e 1995, o ex-chefe de Estado francês,

O desfalque foi de €2,2 milhões - somas que serviram para pagar "funcionários" do município que na realidade trabalhavam para o seu partido. Depois de persistentes negociações e com a garantia de que Delanoë retirava a queixa nos tribunais, o re-embolso do capital desviado ficou assim estabelecido: a UMP, que invoca um "dever de solidariedade" com o seu ex-líder, paga à Câmara €1,72 milhões e Chirac €500 mil.

Delnaoë e outras personalidades defenderam o acordo, que foi, no entanto, contestado por alguns socialistas e pelos ecologistas, seus aliados na Câmara parisiense. "Não vamos julgar um ex-presidente de 77 anos!", exclamaram alguns. O problema é que, disse um dos advogados de Jacques Chirac, este não tem dinheiro. "O presidente tem de pedir os €500 mil emprestados a um banco", disse hoje à imprensa o advogado Jean Veil.

Sempre à borla
Com este acordo, o ex-presidente pode escapar a uma humilhante condenação num processo penal que foi instruído contra ele devido a este caso.
Mas a notícia de que o ex-chefe de Estado - que recebe algumas importantes pensões de reforma relacionadas com os diversos cargos públicos que ocupou - se encontrará "na miséria" é que é o assunto do dia, em França.
Chirac não paga sequer renda de casa desde que saiu do Palácio do Eliseu, em 2007. Com efeito, desde essa data, Chirac habita em Paris com a esposa, Bernadette, num luxuoso apartamento com vista para o rio Sena e o museu do Louvre, que lhe foi cedido graciosamente pelo filho de Rafic Hariri, ex-primeiro-ministro do Líbano, assassinado em 2005.
Jacques Chirac, dizem as más-línguas, em Paris, "nunca pagou qualquer renda na vida" porque, até 2007, viveu 35 anos, sempre à borla, nos "palácios nacionais".
In Expresso,  por Daniel Ribeiro, correspondente em Paris.


Lá como cá, a justiça tem dois pesos e duas medidas.
É a globalização da impunidade e da mediocridade da sociedade ocidental.
Qual “Liberté, égalité, fraternité”?



Publicado por [FV] às 20:55 de 21.09.10 | link do post | comentar |

2 comentários:
De . a 23 de Setembro de 2010 às 16:27
não me parece que em Portugal estejamos muito longe destes comportamentos éticamente reprováveis...

políticos e ex-políticos, administradores de empresas e fundações públicas ou semi-públicas ou participadas ... a viver `(à grande e à francesa) a viver às custas do Orçamento de Estado (dos contribuintes), com reformas e mordomias de marajá ...


De DD a 21 de Setembro de 2010 às 22:46
Falta acrescentar q o chanceler alemão Kohl vendeu à Total francesa as refinarias Leuna da antiga RDA por uma ninharia. A Fina-Total pagou então comissões de alguns milhões ao Chirac e ao Kohl q combinaram entre si o negócio.
Na primeira guerra do Golfo, o chanceler Kohl vendeu aos americanos e aos sauditas uns tanques do exército alemão à prova de armas químicas, radioactivas, etc. A venda foi feita por um preço baixíssimo a um amigo do Kohl com empresa na Suíça que depois vendeu os tanques por quase o dobro aos referidos compradores. Foram uns milhões muito largos q o Kohl encaixou para si ou para o seu partido.


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