Os Bocaças da TVI

ERC reprova actuação da TVI em peças do Jornal Nacional de sexta

O Conselho Regulador da ERC deliberou "reprovar a actuação da TVI nas situações objecto de análise na presente deliberação, por desrespeito de normas ético-legais aplicáveis à actividade jornalística". Em causa estão sete peças de três edições do Jornal Nacional de sexta da TVI, que foram analisadas pelos serviços técnicos da ERC depois de terem sido apresentadas 13 queixas na ERC sobre essas edições do serviço noticioso. Todas as queixas têm como elemento comum o facto de acusarem a TVI de violar deveres ético-legais do jornalismo, designadamente de falta de rigor e de isenção, em peças jornalísticas que apresentam o Primeiro-Ministro ou outras pessoas ligadas ao Governo e ao PS como protagonistas.
Na deliberação, o Conselho Regulador considerou "verificada, à luz da análise efectuada, a possibilidade de a TVI ter posto em causa o respeito pela presunção de inocência dos visados nas notícias (tal como resulta do artigo 14.º, n.º 2, alínea c) do Estatuto do Jornalista)". Afirma ainda o Conselho que a TVI se afastou de alguns princípios expostos no seu Estatuto Editorial, a cujo cumprimento se encontra vinculada, e onde se compromete "a observar, nomeadamente, nos seus programas de Informação, regras estritas de honestidade, de isenção, de imparcialidade, de pluralismo, de objectividade e de rigor".
Assim, o Conselho Regulador da ERC decidiu "instar a TVI a cumprir de forma mais rigorosa o dever de rigor e isenção jornalísticas, aqui se incluindo, nomeadamente, o dever de demarcar "claramente os factos da opinião" (artigo 14.º, n.º 1, alínea a) do Estatuto do Jornalista)".
O Conselho Regulador não deixa de "reafirmar, sem prejuízo do antes exposto, o papel desempenhado pelos órgãos de informação nas sociedades democráticas e abertas como instâncias de escrutínio dos vários poderes, designadamente políticos, sociais e económicos". [ERC]
 
José Eduardo Moniz garante que vai manter práticas da TVI
O director-geral da TVI garantiu que a estação vai manter as suas práticas de produção de notícias, reagindo a uma deliberação do organismo regulador dos media que acusa o canal de misturar factos com opinião.
"As práticas em vigor no que diz respeito à produção de notícias, bem como a trabalhos de investigação, manter-se-ão, no respeito por aquilo que são os padrões de independência, profissionalismo e rigor que tornaram os jornais da TVI nos serviços informativos mais procurados pelos portugueses", avançou José Eduardo Moniz em comunicado hoje divulgado.
A posição do director-geral visou reagir a uma deliberação divulgada pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) que reprovou "a actuação da TVI" em várias edições do "Jornal Nacional" e instou a estação a cumprir "de forma mais rigorosa o dever de rigor e isenção jornalística".
Os membros do conselho regulador consideraram que a TVI deve "demarcar 'claramente os factos da opinião'", como determina o Estatuto do Jornalista.
Uma deliberação que José Eduardo Moniz disse não o ter surpreendido por este organismo se tratar "de um órgão que resulta da vontade dos partidos políticos". … [Jornal de Notícias]

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Publicado por JL às 22:59 de 28.05.09 | link do post | comentar |

1 comentário:
De Socialisno na gaveta a 29 de Maio de 2009 às 10:33
Não admira que as mentes perversa da TVI continuem com os mesmos comportamentos, a reprovação manifestada pela Entidade Reguladora, é meramente sugestiva não é punitiva.

Mas não sejamos ingénuos , não se pode querer sol na eira e chuva no nabal , simultaneamente. O governo tem, em muitos casos, actuado com dois pesos e duas medidas, condena aos outros aquilo que deseja para si e para os seus. É bem verdade que pela boca morre o peixe.

As entidades reguladoras têm passado o tempo a cuspir para o ar. Cegos, surdos e mudos e não vale a pena fazer referencias, são todas.


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