Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010

No momento em que vários países da União Europeia (UE)
se viram obrigados a cortar salários e subsídios de desemprego
para reduzir as despesas públicas, a Comissão Europeia foi forçada
a justificar o generoso sistema de indemnização dos seus ex-comissários.

 

Bruxelas confirmou que dezassete membros da primeira Comissão de Durão Barroso recebem actualmente subsídios de reintegração que variam entre 40 e 65 por cento (dependendo do número de anos em Bruxelas) do seu salário de base, que ascende a 20.300 euros por mês (fora despesas de residência e representação) ou 22.500 para os vice-presidentes. A excepção é a sueca Margot Wallström, que não consta da lista fornecida por Bruxelas, enquanto que os restantes nove comissários foram reconduzidos na nova Comissão que entrou em funções em Fevereiro.
Pagos durante três anos, estes subsídios são acumuláveis com outras remunerações provenientes de novas actividades dos comissários, desde que o montante total não ultrapasse o valor do anterior salário, explicou um porta-voz da Comissão
...

Segundo Bruxelas, estes subsídios destinam-se a “facilitar a reinserção no mercado de trabalho” dos ex-comissários e a “manter a sua independência”, de modo a evitar eventuais conflitos de interesses com os anteriores pelouros. Os ex-comissários estão aliás obrigados a informar a Comissão das novas funções, e só as podem assumir depois de obterem a necessária luz verde.
Um caso particularmente polémico que é regularmente denunciado por organizações não governamentais, é o do alemão Guenther Verheugen, que fundou em Abril uma empresa de consultoria em assuntos europeus com o objectivo de fazer lobby junto da sua antiga instituição, mas que só informou a Comissão a 1 de Setembro. Bruxelas ainda não se pronunciou, mas recusa-se por enquanto a falar de infracção.

Notícia do Público, ler mais aqui


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Publicado por [FV] às 14:54 | link do post | comentar

2 comentários:
De . a 24 de Setembro de 2010 às 17:00
Que é que se poderia esperar deste 'merdoso' fujão português e seus apaniguados da direita populista europeia ?!


De DD a 26 de Setembro de 2010 às 22:12
O negócio mais escandaloso de sempre é o do Banco Central Europa (propriedade dos Bancos Centrais dos Estados Membros) empresar aos bancos privados milhares de milhões de euros a 1% para estes emprestarem aos Estados e seja a quem for a 6% ou mais.

O BCE é propriedade dos 501 milhões de europeus e não do Deutsche Bank, do BES ou de qualquer outro banco que não colocou um cêntimo no BCE.

Como é possível que aquilo que é dos Estados Europeus só serve os interesses dos bancos privados, dando-lhes milhares de milhões a ganhar?

A União Europeia tem de sofrer alterações profundas, tanto no financiamento central como na forma como protege mais os interesses de uns países do que outros.

A circulação de mercadorias vindas do exterior obedece apenas aos interesses alemães e não aos dos restantes países e a p... da Angela Merkel ainda critica Portugal e até acha que deveríamos ir para eleições já. A gaja não sabe nada de Portugal´e tem aquele desprezo típico pelo sul da Europa que têm os alemães da antiga Alemanha Comunista que nunca foram educados na liberdade e no respeito por outros povos e nunca tiveram autorização para passar férias em Espanha, Portugal, Itália, etc A única coisa que lhes ensinaram foi que o Partido tem sempre razão e agora aplicam isso a outros partidos e a outras políticas.


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