De PEC 3 da Direita neoliberal e financeira a 1 de Outubro de 2010 às 12:25

Gato com rabo de fora...
2010-09-30

Se alguma dúvida ainda restava que Portugal está a ser governado de fora, pressionado por uma direita neoliberal implantada em Bruxelas, a resposta apareceu de imediato.

Hoje tudo o que é comunicação social informou que no Ecofin Portugal foi "aconselhado"/ pressionado a fazer reformas profundas no mundo do trabalho (abrir facilidades para despedir e/ou baixar salários)
e agora depois de tanto fogacho vamos assistir a uma revisão constitucional, neste campo, de que tipo?

Ouvimos também o Comissário Europeu dos assuntos económicos informar da existência de um grupo de técnicos da Comissão a trabalhar com um grupo de técnicos portugueses, para em Novembro haver um programa de reformas económicas.

Ora tudo isto indicia que daqui a dois meses estará aí outro PEC deste mesmo calibre.

As medidas ontem anunciadas são de uma maneira geral injustas sobretudo as que incidem sobre os salários.
Toda a gente conhece que entre um funcionário público da carreira geral em funções idênticas e um outro de um Instituto ou de uma empresa pública há diferenças abissais de vencimento.
E então são tratados de igual modo?
Será igual a carga de penalização reduzir 5% sobre 2500 € e sobre 6000€?

Quem ganha mais não deveria contribuir para esse esforço patriótico com mais em termos percentuais?

Porque razão não há uma bitola de referência?
Por exemplo o vencimento do Director geral normal e nessa base quem tivesse vencimento superior seria bem mais penalizado.
Era a forma de começar a racionalizar empresas e institutos públicos.

# posted by Joao Abel de Freitas
2010-09-29

Quantos PEC's ainda nos esperam?

Recuando na história recente do período democrático pós 25 de Abril, já tivemos dias negros como o de hoje, quase sempre ou sempre pela mão de governos PS.

Hoje, foram anunciadas medidas de uma dureza extrema. Afinal não há que temer o FMI, que provavelmente nem exigiria medidas tão duras. Afinal há um FMI nacional.

Mas aqui há um grande problema de fundo muito grave.

O governo actual está descredibilizado, pois já apresentou um PEC1 dizendo que bastava para resolver a questão do défice. Passados poucos meses, apresenta um PEC2 com o apoio do PSD já bastante duro e esse então resolveria os problemas presentes e futuros do País. E hoje, nem passaram 4 meses, de forma dramatizada vem com um PEC3 de dureza extrema.

Pergunta-se: o que falhou para que o PEC2 "tão suficiente" não tenha dado os resultados previstos e exija um outro PEC3?

Sobre isto o governo disse zero. Fez mal porque deixa em aberto o problema da credibilidade interna e externa.

Deixa em aberto que o desempenho do governo aponta para uma grande incapacidade de resposta a estas questões. Deixa em aberto que teve um comportamento laxista não controlando a despesa e fez disparar incertezas nos mercados quanto à capacidade e vontade do governo em montar os instrumentos para cumprir as metas que ele próprio define.

Esse problema está de pé. O governo não está a provar que sabe governar para atingir as metas.

Etiquetas: Medidas de extrema gravidade
# posted by Joao Abel de Freitas , PuxaPalavra


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