9 comentários:
De Monárquico a 2 de Outubro de 2010 às 09:27
Medidas de austeridade levam Portugal a comemorar apenas 50 anos da implantação da República


De são representantes de quem ? !! a 1 de Outubro de 2010 às 16:36
Diário da República nº 28 – I série – não deixar esquecer

PARA CONHECIMENTO
Diário da República nº 28 – I série datado de 10 de Fevereiro de 2010
– RESOLUÇÃO da Assembleia da República nº 11/2010.

Pode aceder através do site http://WWW.dre.pt

Vamos ler;
Algumas rubricas do orçamento da Assembleia da Republica
1 – Vencimento de Deputados ...............................12 milhões 349 mil Euros
2 - Ajudas de Custo de Deputados..........................2 milhões 724 mil Euros
3 - Transportes de Deputados ................................3 milhões 869 mil Euros
4 - Deslocações e Estadas ...................................2 milhões 363 mil Euros
5 - Assistência Técnica (??) ..................................2 milhões 948 mil Euros
6 - Outros Trabalhos Especializados (??) ...............3 milhões 593 mil Euros
7 - RESTAURANTE,REFEITÓRIO,CAFETARIA........961 mil Euros
8 - Subvenções aos Grupos Parlamentares..............970 mil Euros
9 - Equipamento de Informática .............................2 milhões 110 mil Euros
10- Outros Investimentos (??) .................................2 milhões 420 mil Euros
11- Edifícios ..........................................................2 milhões 686 mil Euros
12- Transferes (??) Diversos (??).............................13 milhões 506 mil Euros
13- SUBVENÇÃO aos PARTIDOS na A. R. ...........16 milhões 977 mil Euros
14- SUBVENÇÕES CAMPANHAS ELEITORAIS ....73 milhões 798 mil Euros
NO TOTAL a DESPESA ORÇAMENTADA para o ANO de 2010, é : € 191 405 356,61
(191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos) – Ver Folha 372 do acima identificado Diário da República nº 28 – 1ª Série –, de 10 de Fevereiro de 2010.

E são estes sujeitos que depois pedem sacrifícios ao povo.


De Chantagistas a 1 de Outubro de 2010 às 15:02
A chantagem do mercado só pode ser combatida com mais mercado
Por Bruno Sena Martins

As reacções às medidas de austeridade têm definido vários eixos de indignação.
O mais consensual: “alguém andou a governar mal para chegarmos a este ponto”.
O esquerdizante de cariz nacional: “é o povo que paga a crise enquanto o grande lucro e os interesses se mantêm intocados”.
O esquerdizante de cariz transnacional: há que confrontar a usura que resulta do bem orquestrado jogo entre os porta-estandartes da Europa neoliberal e as agências de rating”.
E depois, depois há a indignação da direita neoliberal que limita a ideologia a voos domésticos: “Chegámos a este ponto porque somos governados por socialistas”, “O Estado Social é incomportável”, “Medidas de austeridade sim, mas sem aumento de impostos”.

As vistas curtas dos neoliberais pátrios alimentam-se de dois equívocos voluntários:
nem Sócrates tem muito a ver com o socialismo (ou com qualquer outra ideologia documentada na história das ideias),
nem o Estado Social representa um luxo anacrónico de extracção socialista.

Queridos neoliberais, leiam comigo:
“Hoje é costume desdenhar-se o Estado-providência do século XX como Europeu e “socialista” – geralmente em formulações como: “Creio que a história registará que foi o capitalismo chinês que pôs fim ao socialismo europeu”. (…)
“Socialista”? O epíteto mais uma vez revela uma curiosa ignorância do passado recente. Fora da Escandinávia – na Áustria, Alemanha, França, Itália, Holanda e outros países – não foram socialistas mas democratas-cristãos os principais responsáveis pelo estabelecimento e administração das instituições fulcrais do Estado-providência activista.
Até na Grã-Bretanha, onde no pós-II Guerra o governo trabalhista de Clement Attlee inaugurou de facto o Estado-providência como então o conhecemos, foi o governo de tempo de guerra de Winston Churchill que encomendou e aprovou o Relatório de William Beveridge (ele próprio um liberal), que estabeleceu os princípios do fornecimento da providência pública:
princípios – e práticas – reafirmados e garantidos por todos os governos conservadores que seguiram até 1979.” Tony Judt, “O mundo que perdemos”

Curiosa maquinação.
Para os neoliberais tugas é possível defender o mercado e – acham eles – a concomitante demolição do Estado-providência como necessidade imperiosa, ao mesmo tempo que ignoram dois factos límpidos.
-Primeiro, quem impõe uma situação de austeridade aos mais frágeis povos da Europa é o mercado desregulado, a estimada banca e o lucro sumptuoso de quem mais ganha em juros quanto mais arriscados foram decretados os empréstimos.
-Segundo, o Estado Social não é um anacronismo socialista, mas sim uma lógica de governo encetada nessa Europa fora por muitos liberais e conservadores que visa um compromisso mínimo entre o crescimento económico e o bem-estar social: serviços universais (como a saúde e a educação), pleno emprego, e uma rede de segurança social para agregados de baixos rendimentos e outros grupos vulneráveis.
Estamos pois, perante a suprema ironia: para alguns neoliberais de consumo nacional chegámos a uma situação em que temos que acabar com o Estado-social para nos defendermos dos mercados externos.

Decididamente, temos é que nos defender dos neoliberais. De todos.

É risível que Sócrates ainda governe, se é que se pode chamar governar àquelas danças de marioneta. Mas se a alternativa a Sócrates são os que defendem o mercado dizendo que é essa a forma de nos defendermos do mercado, antes os socialistas anacrónicos – aqueles que perderam a noção da realidade em que vivem, talvez, mas que preservam uma noção vaga do que era costumava ser a política.

Por exemplo, antes de os neoliberais defenderem mais capitalismo encostando-se à condição de vítimas dos mercados.

-in Arrastão

Se os mercados estão nervosos, os que trabalham estão irritados!
Por Daniel Oliveira

É raro, mas não é inédito. A CGTP e a UGT poderão unir-se numa greve geral já no próximo dia 24 de Novembro para protestarem contra o novo pacote de austeridade apresentado pelo Governo.

Custa-me compreender uma data tão distante da aprovação das medidas e do Orçamento de Estado. Ou seja, quando o recuo já é impossível.


De LUTAR pela NOSSA sociedade a 1 de Outubro de 2010 às 14:09
PEOPLES of EUROPE: RISE UP !
....
Milhões de trabalhadores europeus têm saído à rua transbordantes de revolta e angústia, insurgindo-se contra o garrote que cada vez mais os aperta.
Os dias de muitos são cada vez mais cinzentos.
A injustiça que os cerca é cada vez mais insuportável.

Por que parece fraca a sua força ?
Talvez por não terem ainda sido capazes de dizer em uníssono:
se nos excluem desta sociedade como se ela não fosse nossa, vamos ter que lutar por uma que o seja.


Rui Namorado, in O grande Zoo


De O Fogo que nos consome a 1 de Outubro de 2010 às 11:54
Freitas do Amaral, antigo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros do Governo de José Sócrates, considera 2010 como «um ano perdido» em matéria de despesa pública e diz que o PS e o PSD estão a «brincar com o fogo».

«Essa ameaça [de o Governo se demitir, caso o Orçamento de Estado não seja aprovado], bem como a ameaça do PSD de não viabilizar o OE para 2011, significam que os dois maiores partidos portugueses estão a brincar com o fogo», disse, em entrevista ao semanário «Sol».



De a Banca que pague a crise !! a 1 de Outubro de 2010 às 10:08
Sendo que os bancos /sistema financeiro é que provocaram a crise e com ela estão a lucrar
(através de margens de lucro/juro+ spreads+ comissões escandalosas, sendo que obtem dinheiro a 1% do BCE e o emprestam a 6% !! às famílias, empresas e ao Estado);
sendo que a banca consegue pagar apenar 14% de impostos (contra o IRC das restantes empresas entre 20% e 30% !!),
parece justo que se peça ao sector financeiro uma maior quota parte no esforço de superação da crise ! mas Alegre e os 'esquerdistas' foram os únicos que se referiram a isso ...
Cavaco, PSD, PP, PS, Governo, Comissão Europeia não querem atacar o problema de frente e empurram o problema para cima das costas dos funcionários públicos, trabalhadores em geral e desempregados !! será que estão a servir quem ?
a maioria do povo ou uma pequena elite de ladrões de colarinho branco ?!


De Izanagi a 1 de Outubro de 2010 às 16:30
Só lembrar, que Cavaco à semelhança de Jorge Sampaio e Mário Soares, qaundo este foram presidentes da república, não governa. Não metam o Cavaco no mesmo saco do governo, porque o saco dele é outro.
O fanatismo não é amigo de soluções.


De O Crachat e o touro a 1 de Outubro de 2010 às 09:57
Um policia da Judiciária vai a uma propriedade e diz ao dono, um velho lavrador:

"Preciso de inspecionar a sua quinta por suspeita de plantação ilegal de droga!"

O lavrador diz: "Ok, mas não vá prá encosta ali à direita." E aponta para uma certa área.

O policia, chateado, diz indignado: " O senhor sabe que tenho o poder do governo comigo?" e tira do bolso um crachat mostrando-o ao lavrador: "Este crachat dá-me autoridade de ir onde quero ... e entrar em qualquer propriedade. Não preciso pedir ou responder a nenhuma pergunta! Está claro? Fiz-me entender?!"

O lavrador, educado pede desculpas e volta para o que o estava a fazer.

Poucos minutos depois, o lavrador ouve uma gritaria e vê o policia da "judite" correndo para salvar a pele, perseguido pelo malhado, o maior touro da propriedade!

A cada passo o touro vai chegando mais perto do policia, que parece que irá levar umas cornadas, antes de conseguir alcançar um lugar seguro.

O policia está apavorado ...
O lavrador larga as ferramentas, corre para a cerca e grita com todas as forças:

"O seu crachat, mostre-lhe o seu CRACHAT!"

Cuidado, se o povo toma consciencia...


De E...? a 1 de Outubro de 2010 às 09:19
E a oposição? E o PS? e o Povo?

A direita exige, simultaneamente, vejam bem, que se corte nas despesas e se diminuam os impostos sem dizer onde nem como fazer;

A esquerda pede o inverso, que se aumentem as despesas e também os impostos em certas áreas de actividade sem apontar caminhos nem formas de o fazer.

O PS, enquanto partido, desapareceu e o governo, já que se vê obrigado a ser carrasco (bruxelas e os mercados financeiro isso lhe impõem) é-o à sua maneira e segundo os seus critérios (palavras suas).

O povo, esse tem o que merece, não vai além das lamurias e da pedinchice, na sua esmagadora maioria...


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