De . a 6 de Outubro de 2010 às 14:32
Ao invês de algumas medidas penalizadoras de rendimentos mais baixos não se penalizou as reformas chorudas

Publicado Outubro 3, 2010 http://jodoas.wordpress.com/2010/10/03/por-ao-inves-de-algumas-medidas-penalizadoras-de-rendimentos-mais-baixos-nao-se-penalizou-as-reformas-chorudas/

De que têm medo os governantes?

Que os generais, marechais e almirantes, façam nova revolução. Descansem que esse risco não existe.

Já começa a ser publico que pessoas com alguma responsabilidade auscultadas pela comunicação social são peremptórios a afirmar que o governo poderia ter ido muito mais longe, nomeadamente incluir nas medidas de austeridade anunciadas recentemente pelo 1º. ministro, as reformas mais altas que se praticam neste país e que já têm um peso significativo no Orçamento do Estado.

Mas não foi isso que aconteceu, preferiu-se, como aliás já é normal acontecer penalizarem-se pessoas com mais baixos rendimentos nomeadamente aposentados que passam a pagar por medicamentos que antes os obtinham gratuitamente e ainda alguns deles passaram a pagar IRS, facto que traduz uma injustiça.

Que sentido faz um magistrado judicial, general, um notário, etc etc, numa situação de aposentação ter mensalmente assegurada a pensão de 5 ou 6 mil euros, ter apenas como penalização anunciada a congelação desta choruda pensão, quando alguém que trabalha, tem filhos para sustentar e educar e auferindo um rendimento de 1.500 euros, seja penalizado com 5% do seu ordenado.

Não será isto uma imoralidade?
Não restam dúvidas a ninguém que é.

E quando se anuncia que as medidas tomadas visam apenas penalizar os que mais podem não afectando os mais necessitados, obviamente que estamos perante uma mentira descarada, pois com estes critérios só se pode tirar uma conclusão, os governantes continuam a proteger as classes mais favorecidas como sempre aconteceu.

1 Manuel Sá , Outubro 5, 2010 ás 9:36 pm

Infelizmente, estamos perante uma realidade brutal. Não foi, não é quem menos ganha e quem menos poder tem, quem tem responsabilidades na crise que se criou, no mundo, nem naquela crise que, por isso e pelo que por cá se tem feito, nos afecta, de forma ainda mais grave.

Está claro, para todos os que têm dez réis de testa, que foi o grande capital financeiro, foram os grandes especuladores, ajudados pelos governos que tudo lhes facilitaram, quem estoirou com isto, tirando daí o proveito.
Há lucros a subir, há gente que nunca esteve tão rica.
E, ao invés, cresce o número de pobres. Além do mais, se há uma crise deste tipo, os que estão em piores condições é que têm que, mais uma vez, aguentar os sacrifícios maiores?

Não há coragem, não há decência, não há honestidade política. Esta gente está vendida a interesses que não são os os dos cidadãos, em geral, mas os das suas clientelas e amigos do peito, da família, dos grupos organizados, dos lobies… Um desastre.


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