1 comentário:
De DD a 10 de Outubro de 2010 às 23:02
As finanças estão largamente informatizadas. Só mando o meu IRS pelo computador e pago também pela mesma forma, como acontece também com o IVA, o IRC e respectiva documentação..
Além disso, as conservatórias de registo civil, comercial ou predial estão igualmente informatizadas, sendo possível obter certidões pela Net ou nos respectivos balcões num instante por via informática.
A empresa na hora, o divórcio imediato por mútua consentimento e tanta coisa mais estão largamente deburocratizadas.
O que está "burocratizado" é aquilo que a Administração não quer que seja feito como, por exemplo, construir em locais fora dos Planos Directores Municipais.
Há tempos, uma empresa alemã queixou-se que espera há quase vinte anos para realizar um importante projecto de desenvolvimento turístico. Sucede que ela queria fazê-lo na zona da lagoa da Albufeira perto da Praia do Meco em Parque Natural. A administração rejeitou sempre os seus pedidos e veio em jornais que aquilo era burocracia inútil. Não! Aquilo era negação pura de destruição da paisagem e de um parque natural, apesar de os terrenos serem privados.
O mesmo acontece em Lisboa quando se pede licença para demolir belos edifícios, alguns com prémios Valmor. A dita burocracia não quer e acaba por ceder quando os senhorios conseguem degradar o edifício ao ponto de aquilo colocar em perigo a integridade física das pessoas que circulam na respectiva rua.Vemos isso na Avenida Duque de Loulé e vimos tantas vezes nas Avenidas da República e 5 de Outubro e muitas outras.
Na zona histórica de Lisboa, a CML não quer alterações de vulto e daí surgirem muitos obstáculos a novas construções ou alterações das existentes.
Se não fosse assim, a Baixa e o resto não passariam um monte de edifícios de má arquitectura em cimento e vidro.


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