12 comentários:
De Estamos á espera de quê ? ! ? a 7 de Outubro de 2010 às 13:39
João Rodrigues, 6 .10.2010, Ladrões de bicicletas:

Por uma politica económica de esquerda para todos os prazos
...
Volto a sublinhar um ponto pouco assente:

a necessidade imperiosa, a muito curto prazo, de uma iniciativa diplomática concertada das periferias (da UE), que aproveite as fissuras no eixo franco-alemão e que force, entre outras,
a alteração dos termos do fundo europeu, como defende a Confederação Europeia de Sindicatos, transformando-o num real fundo de investimento,
em vez de se resignar a ser um deteriorado e mal amanhado pacote à FMI .

Podemos esperar sentados se depender de Sócrates-Amado. Este governo é dirigido pelo míope europeísmo feliz que caracteriza as nossas elites
...
Entretanto, como sugere a esquerda que não desiste, não estamos de pés e mãos atados à escala nacional:
podemos aproveitar para acabar com o que Vital Moreira já chamou “o Estado fiscal de classe” e
canalizar recursos para a defesa dos serviços públicos e para outros investimentos que criem algum emprego e tornem a vida menos difícil.

Nada que seja demasiado complicado intelectualmente, mas muito difícil politicamente, claro;
complicado é explicar publicamente por que é que os diferentes rendimentos não são todos consideradas em pé de igualdade para efeitos de IRS e
por que é que persistem regressivas deduções fiscais, capitais por taxar ou bloqueios a políticas do medicamento mais racionais, por exemplo.

Politicamente as propostas sensatas de esquerda pressupõem um amplo compromisso social que afronte a burguesia rentista e os seus intelectuais em todos os planos , em todos os prazos, em todos os orçamentos.

Estamos à espera de quê?
Dos “mercados”?


De . a 7 de Outubro de 2010 às 12:07

O cúmulo do cinismo (dos banqueiros)
- Por Daniel Oliveira, Arrastão

Um banqueiro, no caso do BCP, a falar na televisão sobre o terrível efeito das medidas actuais junto das pessoas, a sua necessidade e a incomportabilidade do actual défice do Estado.

Sim, um representante da Banca, que quase nada contribui para as contas públicas, que já deixou claro que transferirá o quase nada que lhe é exigido para os clientes e que não hesita em sugar os Estados da Europa quando fica aflita.

E um representante seu é tratado como conselheiro da Nação.
Sem uma pergunta difícil. Já não há estômago! (para banqueiros, nem para comentadores e jornalistas subservientes...)
---------------------------------------------------------------
1 1 da Maia 6 Out 2010 às 23:28

E a banca já avisa o BCE… se as taxas de juro subirem, o problema da falência dos bancos poderá voltar, e os Estados terão que aguentar, mais uma vez.
Ora bem… assim é que é falar!
E viva o estado social que os protege nos períodos de carências…

3 3 Portela Menos 1 , 7 Out 2010 às 0:03

certas afirmações e comportamentos dos donos da Banca continuam a ser casos de polícia.

as bacoradas do presidente da CGD acerca da taxa sobre a banca (do PEC3, que ainda ninguém conhece) são um exemplo de como esta gente – que paga 5% de IRC – se interessa pelo país, pelas pessoas, pelos clientes.

....
que o Estado se deixe comer por lorpa
compete ao cidadão evitar e não a quem se está legalmente aproveitando.

Há uma maneira de o fazer.
Pensem.

6 6 Bolchevike 7 Out 2010 às 1:02

Esse «banqueiro» do dinheiro dos outros é o exemplo acabado da súcia pulhítica e gestionária que ganhou imenso poder e dinheiro com este «estado sucial» e «sucialista».

Um vergonha esta gente que tem de ser defenestrada e exilada para Sta Helena ou para o raio que os parta!

Nightwish Reply:Outubro 7th, 2010 at 10:07

Então quando forem assaltados ou tiverem um incêndio que se desenmerdem, já que não contribuem.
Também pode ser?
E, já agora, que não usem estradas nem transportes públicos para irem lá ter.

Nom_de_Guerre Reply:Outubro 7th, 2010 at 11:22

Tonibler, que riqueza estão a produzir quando só a nacionalização dos prejuízos do BPP e do BPN duplicou o défice para acima dos 7%?

Quando as brincadeiras com os créditos e a especulação imobiliária levaram o nosso endividamento privado para a estratosfera?

Quando a riqueza que supostamente produzem nem passa pelo fisco quando em Maio foram perdoados 11.2 b€ via off-shores?
Que riqueza produzem comparados com a sua empresa ou a minha quando pagam menos impostos e em que 50% dos seus lucros são descontados como benefícios fiscais
- agora vão tirar os 7% enquanto você e eu perdemos 90%.

Tonibler nós também produzimos riqueza porque é que não temos direito a estas situações todas, ou porque é que os bancos estão isentos de tudo isto enquanto nos esfalfamos?

Só porque a promiscuidade entre os partidos e banca é total merecemos este saque?
Porque é que defende quem passa por cima de si? É banqueiro ou sofre de Síndroma de Estocolmo?

Nom_de_Guerre Reply:Outubro 7th, 2010
@ Nightwish

“Então quando forem assaltados ou tiverem um incêndio que se desenmerdem, já que não contribuem.”
Vai gostar desta notícia:

Bombeiros Privatizados do Tennessee recusam-se a apagar incêndio porque dono de edifício não pagou quota anual.
Isto apesar de se ter oferecido para pagar qualquer valor- bombeiros apenas intervieram quando relvado do vizinho pagante começou a chamuscar.
Os cidadãos pagam 75$/ano quer sejam donos de uma barraca ou de uma mansão, isto é, os pobres subsidiam os ricos.

Se acha que é anedota veja aqui:
http://www.msnbc.msn.com/id/39535911/ns/us_news-life/
Este é o sonho molhado do nosso futuro 1º ministro de sorriso de vendedor de carros.

9 9 Platão 7 Out 2010 às 1:25

“Não há estômago!”, efectivamente. Mas até qd teremos de os engolir, e à sua pose de oráculos, alimentada pelas pitonisas da comunicação social incompetente?
Continuaremos a pagar impostos e a perder direitos sociais para engordar os lucros destas elites cínicas e amorais, em nome de quê;
de que esperança, de que luz ao fundo de que túnel? Afinal, eles são poucos e nós muitos. ...


De sem ética p. falar do Estado ... a 7 de Outubro de 2010 às 12:12
Paulo Oliveira Reply:Outubro 7th,

Nesta questão, tem toda a razão, a banca e em Particular este banco,
que pelo que consta estará perto de um buraco negro,
nada contribui, para a criação de riqueza, só se fôr a deles, mas contribui e muito para a criação de emprego.
Mas como qq outra empresa terá de pagar 25% de IRC e não imputar essa despesa aos seus clientes.

Um cliente que oiça isto deve sertir-se roubado, insultado. è uma vergonha!!!

14 14 Nuno 7 Out 2010 às 9:32

A Banca, mesmo no tempo das vacas gordas, pouco ou nada contribuiu para o desenvolvimento do país.

Enquanto o crédito pessoal (para os carros, as férias no estrangeiro, etc…) era acessível, o crédito às pIquenas e médias empresas era dificultado pela exigência de bens e avalistas.

Então se falássemos de recém-licenciados a iniciar um negócio, nem se fala…
Na altura alguns medinas alertaram para este facto, mas ninguém os ouviu…

15 15 fidel 7 Out 2010 às 9:36

“De resto, perceberá que quem não paga imposto igual aos outros não tem autoridade para falar do défice das contas publicas.”


De Ministro anti-trabalhadores, anti-social a 6 de Outubro de 2010 às 17:28
CGTP acusa Teixeira dos Santos de 'atitude anti-nacional'
5 de Outubro, 2010

Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, acusou hoje o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, de ter «uma atitude anti-nacional» ao levar a cabo uma «campanha contra os salários».

O líder sindical falava na Covilhã, à margem das comemorações dos 40 anos CGTP, que se assinalaram no dia 1 de Outubro, mas foram hoje festejados no jardim público da cidade.

Palavras duras foram dirigidas «a um ministro das Finanças que tem a pouca vergonha e atitude completamente anti-nacional de recomendar aos patrões:
cuidado com os salários», destacou durante um discurso para cerca de 400 pessoas.

«Queria aqui denunciar a vergonha, a atitude anti-nacional que é esta campanha do ministro das Finanças contar os salários», realçou.

Carvalho da Silva classificou o corte de salários na função pública anunciado pelo Governo no Orçamento de Estado para 2011 como
«um despiste absoluto» para a economia do país, por via da redução do poder de compra.

Segundo o dirigente, o país precisa de níveis salariais «mais elevados» para «forçar o desenvolvimento»
e acusou o ministro das Finanças de «não ter coragem» para cortar devidamente nas regalias dos mais poderosos.

«E depois vem dar a receita ao sector privado», lamentou, acusando o governante de «não aprender o essencial: perceber a sociedade».

O líder da CGTP apelou à mobilização para a greve geral de 24 de Novembro, mas remeteu para mais tarde quaisquer comentários acerca da união com a UGT nessa mesma greve.

«Não tenho que falar pela UGT, não queremos falar sequer em nos juntarmos», referiu aos jornalistas.

Carvalho da Silva prefere «falar na construção da unidade na acção, o mais forte possível: teremos uma troca de impressões esta semana, logo se verá o que vamos fazer», concluiu.

Lusa / SOL


De Cortes salariais injustos. a 6 de Outubro de 2010 às 16:45
Função Pública
Frente Sindical: cortes salariais são contra a lei
por Lusa/DN, 6.10.2010

A Frente Sindical admitiu hoje pedir a inconstitucionalidade da redução de salários anunciada pelo Governo e anunciou ainda a sua adesão à greve de 24 de Novembro, marcada pela CGTP

"Vamos suscitar a inconstitucionalidade da redução de salários visto que o que foi anunciado foi a redução permanente dos salários e isto é inaceitável e viola o princípio de confiança", afirmou o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Bettencourt Picanço.

A Frente Sindical, que reúne cinco sindicatos da administração pública, convocou hoje uma conferência de imprensa na qual fez duras críticas às medidas de austeridade apresentadas pelo Executivo e avançou com propostas alternativas para cortar a despesa.

A Frente Sindical anunciou ainda a sua adesão à greve de 24 de Novembro, marcada pela CGTP, e sugeriu alternativas à redução de salários para controlar a redução da despesa.

Bettencourt Picanço, o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), uma das organizações que integram esta frente afecta à UGT, classificou as medidas do Governo como "desastre" e lamentou "o ataque sem memória" do Governo que se reflectem na redução das remunerações e no "ataque às pensões".

Bettencourt Picanço afirmou que há alternativas que permitem cortar na despesa e aumentar as receitas, sem eleger como alvo os trabalhadores da Administração Pública.

Alertando para o crescimento do consumo intermédio (aquisições de bens e serviços, encargos com PPP, aquisição de submarinos e prestações em espécie), o dirigente sindical indicou que um corte de 10 por cento nesta rubrica representaria uma poupança de 784 milhões de euros, superior à estimada com a redução salarial da Administração Pública.

Do lado da receita, Bettencourt Picanço exigiu mais esforço do Estado para reduzir a dimensão das empresas públicas e questionou a manutenção das dívidas fiscais que ascendia a cerca de 14 mil milhões de euros em 2009, ou seja, 8,4 por cento do PIB.

A CGTP anunciou na semana passada uma greve geral para 24 de Novembro, convidado a UGT a participar no protesto.

As duas centrais sindicais reúnem-se na quinta feira para discutir o assunto.

A Frente Sindical integra, além do STE, os sindicatos Nacional dos Professores Licenciados, dos Trabalhadores dos Impostos, dos Enfermeiros, dos Profissionais de Polícia e o Independente dos Profissionais de Enfermagem.


De Administradores aumentam ... a 6 de Outubro de 2010 às 16:48
STE acusa Governo de ter "dois pesos e duas medidas" e critica aumento das remunerações de administradores
por LusaHoje

O presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) acusou hoje o Governo de ter "dois pesos e duas medidas" para a administração pública

Bettencourt Picanço criticou hoje, numa conferência de imprensa da Frente Sindical, estrutura encabeçada pela STE, o "ataque" aos trabalhadores da administração Pública, a quem, disse, o Governo faz "pagar os erros da governação" e considerou as medidas de austeridade anunciadas na passada quarta feira como "um desastre para o país".

O dirigente do STE sugeriu medidas de poupança alternativas, que não passem pela redução salarial, entre as quais um corte de 10 por cento na despesa com o consumo intermédio (que integra aquisições de bens e serviços e Parcerias Público Privadas, por exemplo) que "não cessa de aumentar" e que deverá ficar acima dos 4,6 por cento do produto interno bruto (PIB) previstos para 2010.

Bettencourt Picanço criticou ainda o aumento da despesa com as empresas públicas.

"Não entendemos como é que, em 82 empresas públicas, na maior parte deficitárias, haja aumentos de custos com pessoal crescentes no primeiro semestre de 2010, aumento nos fornecimentos e serviços externos e dívidas crescentes", sublinhou.

Afirmando que "na administração pública, não é possível haver dois pesos e duas medidas", o sindicalista salientou que as remunerações de 448 administradores de 93 empresas públicas correspondiam a 39 milhões de euros em 2009, mais 11 por cento do que no ano anterior.

O presidente do STE acrescentou ainda que as despesas com aquisição de serviços ("outsourcing") cresceram sete milhões de euros, nos setores da Economia, Encargos Gerais do Estado, Ambiente, Saúde, Negócios Estrangeiros e Defesa.



De Vilanagem e acólitos ! a 6 de Outubro de 2010 às 17:37
PARA QUE NINGUÉM TENHA A MENOR DUVIDA, NEM SE ESQUEÇA DE QUEM É A CULPA DE ESTARMOS A BATER NO FUNDO...
DE UMA FORMA IGNÓBIL, VÃO ASFIXIAR QUEM JÁ QUASE NEM RESPIRAR PODE...

CORTEM OS BENEFICIOS E MORDOMIAS OBSCENAS AQUI A ESTES "AMIGALHAÇOS" ENTRE OUTROS,
E NUNCA A QUEM NÃO TEM, NEM VIVEU SULTANESCAMENTE Á CUSTA DO ERÁRIO PUBLICO...!!!

AINDA ONTEM GASTARAM 5 MILHÕES DE EUROS A "REEQUIPAR A POLICIA"...
CARROS ANTI-MOTIM, CAPACETES, ETC...

PARECE-ME QUE ESTÃO COM MEDO DO PIOR...
QUE ERA O MELHOR QUE NOS PODIA ACONTECER...
SERÁ APENAS INVEJA A NOSSA INDIGNAÇÃO ????

Ora cá vão uns salariozitos de remediados:
SÃO VALORES MENSAIS ! :

-Mata da Costa: Presidente dos CTT, 200.200 Euros
-Carlos Tavares: CMVM, 245.552 Euros
-Antonio Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96.507 Euros
-Guilhermino Rodrigues: ANA, 133.000 Euros
-Fernanda Meneses: STCP, 58.859 Euros
-José Manuel Rodrigues: Carris 58.865 Euros
-Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66.536 Euros
-Vítor Constâncio: Banco de Portugal, 249.448 Euros (este é que pode pagar mais IRS)
-Luís Pardal: Refer, 66.536 Euros
-Amado da Silva: Anacom, Autoridade Reguladora da Comunicação Social, ex-chefe de gabinete de Sócrates, 224.000 Euros
-Faria de Oliveira: CGD, 371.000 Euros
-Pedro Serra: AdP, 126.686 Euros
-José Plácido Reis: Parpública, 134.197 Euros
-Cardoso dos Reis: CP, 69.110 Euros
-Vítor Santos: ERSE, Entidade Reguladora da Energia, 233.857 Euros
-Fernando Nogueira: ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247.938 euros (este não é o ex-PSD que se encontra em Angola !! )
-Guilherme Costa: RTP, 250.040 Euros
-Afonso Camões: Lusa, 89.299 Euros
-Fernando Pinto: TAP, 420.000 Euros
-Henrique Granadeiro: PT, 365.000 Euros

E ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras Observatórios e reguladoras ...

Vilanagem É um fartar enfim!
E pedem contenção!!
Imaginem o que é pagar um Subsídio de férias ou de Natal a estes senhores:
''Tome lá meu caro amigo 350.000 € para passar férias ou fazer compras de Natal''.

E pagar-lhes esta reforma ... É no mínimo imoral e no máximo corrupção à sombra da lei ...

Até porque estes cargos não são para técnicos, mas são de nomeação política .. É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.

TUDO NOSSO DINHEIRO QUE ALIMENTA ESTE BANQUETE, ONDE A CRISE NÃO BATE À PORTA E Onde há aumentos PARA SEMPRE Amigos

PODE NÃO PARECER, MAS ESTES SÃO VALORES MENSAIS, eu REPITO, MENSAIS !!!!....

POBRE PORTUGAL


De anónimo a 8 de Outubro de 2010 às 12:21
Orçamento do Estado ou REVOLTA

Todos os nossos governantes falam em cortes das despesas, mas não dizem quais, e aumentos de impostos, a pagar pela malta.
Não ouvi foi nenhum governante falar em:
. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizá-los como no estrangeiro.
. Reforma das mordomias na Assembleia da República como, almoços com digestivos a € 1,50.
. Acabar com os milhares de Institutos que não servem para nada e tem funcionários e administradores com 2º ou 3º emprego.
. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores de milhares de euros mês e que não servem para nada.
. Redução drástica das Câmaras Municipais, Assembleias, etc.
. Redução drástica das Juntas de Freguesia.
. Acabar com o pagamento de € 200 por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e € 75 nas Juntas de Freguesia.
. Acabar com o Financiamento aos Partidos.
. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc que se deslocam em uso particular pelo País. No estrangeiro isto não acontece.
. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia.
. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros.
. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado.
. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e, respectivas estadias em Lisboa em hotéis cinco estrelas.
. Controlar o pessoal da Função Pública que nunca está no local de trabalho e que faz trabalhos nesse tempo, para o Estado.
. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos.
. Acabar com as várias reformas por pessoa, do pessoal do Estado.
. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP.
.E por aí fora.
. Já estamos cansados, fartos e prestes a REVOLTAR


De classe política + idiota e oportunista.. a 6 de Outubro de 2010 às 16:23
A próxima crise

Ao assistir ao debate que sobre a crise económica a única conclusão a que a posso chegar é que a próxima crise está garantida, o ciclo infernal do empobrecimento dos portugueses parece ser inevitável.

A oposição está mais interessada em obter ganhos políticos propondo falsas soluções só porque aparentam ser menos desagradáveis,
o governo adoptas medias mais preocupado com a minimização das perdas eleitorais do que a maximização do crescimento.

A falta de seriedade no debate é evidente quando se tentar atribuir a Sócrates todas as culpas dos desequilíbrios estruturais da economia portuguesa, querem fazer-nos querer que Portugal deveria estar sem défice, com a economia a crescer e sem desemprego, isso só não sucede porque Sócrates é um desajeitado.

Continuam a tratar os portugueses como idiotas, fazendo-lhes crer que tudo o que de bom ou de mau sucede na economia portuguesa, a tal que é muito vulnerável e dependente, é culpa dos governos.

Se quando eclodiu a crise as contas públicas estivessem equilibradas, a dívida pública fosse reduzidas, a economia exportasse bens com elevado valor acrescentado e não importasse mais do que exporta, se não existisse uma economia paralela que absorve um quarto da riqueza, se a evasão fiscal fosse reduzida possibilitando um sistema fiscal mais justo, Portugal estaria agora melhor.

Mas não tenho a certeza de que não estaria em crise, para tal bastaria que em vez do BPN tivesse sido o BCP a ir à falência.

Não vejo os nossos políticos apontarem soluções, mais do que a cura propõem que a economia entre em cuidados paliativos.

Chega-se ao ridículo terceiro-mundista de um partido supostamente responsável criar um site para que lhe digam como cortar a despesa pública,
imagino os disparates que a militância chamada a engrossar as estatísticas não terão proposto, é mesmo pena que não as divulguem.

Querem menos despesa pública mas impedem a eliminação das SCUT,
querem poupar na saúde mas defendem a manutenção dos benefícios fiscais e que o SNS passe a ser cliente das empresas privadas,

querem criar emprego mas propõem que se facilite o desemprego, que a economia seja competitiva mas boicotam todas as reformas,
querem acabar com os institutos mas mantêm as suas empresas municipais,
querem que lhes façam sugestões para poupar nas despesas mas os seus municípios endividam-se para levar velhinhos a tratar das cataratas em Cuba.

Depois desta crise Portugal ficará como estava, aliás, como sempre esteve, na cauda da Europa em todos os domínios que têm que ver com desenvolvimento económica e, como também é costume, com a classe política mais idiota e oportunista da Europa.

Publicada por Jumento , 6.10.2010


De DD a 6 de Outubro de 2010 às 15:12
Nenhum orçamento altera a realidade de que cada trabalhador activo está hoje a sustentar um trbalhador inactivo, reformado, pensionista, desempregado ou recebedor do rendimento de inserção.

No Estado, o número de refolrmados passou de cerca de 250 mil em 1990 opara mais de 600 mil hoje. O Estado já paga diretamente a mais de 1,2 milhões de cidadãos e paga a 3 milhões de reformados da Segurança Social e a uns 350 a 400 mil desempregados.

Infelizmente, só a pobreza é que permite sustentar tal situação, pois se não fossem as muitras reformas abaixo dos 450 euros não seria possível ter tantols reformados.

Apesar do desemprego, vejo em Trás-os-Montes e noputras zonas do País centenas de milhares de hectares de boa terra não cultivada com os proprietários a viverem nas cidades do litoral sem vender ou alugar as suas terras.

Sem trabalho não podem existir bons salários nem impostos baixos.

Não devemos esquecer que os grandes proprietários de terras no Alentejo recebem bons subsídios da União Europeia sem produzirem algo e milhares de empresários receberam ajudas e não fizeram nada, até fecharam as suas empresas.


De Mau PEC 3... PEC 4 à vista... Pior !! a 6 de Outubro de 2010 às 13:22
Este país precisa de um orçamento urgente

Precisa de um orçamento para atingir vários fins.

Para fins externos, sem dúvida, é preciso estancar os efeitos nefastos dos mercados, que estão a sangrar a nossa débil economia de forma dupla, dificultando o financiamento ou financiando-a a custos exorbitantes.

E sobre este aspecto a UE em nada ajudou os países com mais dificuldades como Portugal.

Mas existe uma outra questão de fundo, não menos importante. É com o PEC3 que se procura ir longe.

Tenho sobre o PEC3 várias dúvidas e muitas certezas já aqui o escrevi. Como certezas tenho a distribuição injusta dos efeitos penalizantes das medidas.

É a classe média/baixa da Administração Pública a mais penalizada e é de perguntar porquê, deste modo, quando se fala a toda a hora de Estado social? Porque não é chamada a classe média/alta a contribuir mais para o esforço chamado de "patriótico" até porque aufere salários bem mais altos, sem correspondência em termos de criação de riqueza nacional?

São perfeitamente arbitrários os desníveis de rendimentos na grande maioria dos casos entre Empresas públicas, Institutos e a Administração Pública "pobre", incluindo os quadros técnicos (a média/baixa).

Em segundo lugar, porque é que são apenas os funcionários públicos a serem penalizados nos vencimentos?

Em terceiro lugar, as dúvidas: será que as despesas da FP vão ser mesmo reduzidas?

O que aconteceu nos primeiros sete meses de 2010 não indiciam coisa boa. E toda a gente sabe que se continua a gastar à tripa forra em gasolina, em refeições, em despesas disto e daquilo, ao nível das várias instituições.

Ainda há dias, o jornalista Ferreira Fernandes sobre o PEC3 dizia com o seu humor característico, que faltou uma medidinha.
E contou a história fantasiada ou não, mas juro real de vez em quando, sobre um determinado executivo público que, tendo uma reunião no Porto, toma o avião e manda o seu motorista com antecedência para o apanhar no aeroporto de Pedras Rubras para o levar à dita reunião, etc, etc.
Acabada a reunião vai o motorista levá-lo ao aeroporto e depois segue para Lisboa. Como é impossível o motorista chegar a Lisboa a tempo, o dito executivo toma o táxi para sua casa. Esta medidinha não está contemplada, não está nem devia estar, mas diz muito sobre as medidinhas que fazem com que o controlo das despesas públicas deixe muito a desejar.

E, se não houver controlo, de certeza que não se atingem os objectivos e mais medidas serão necessárias. Um PEC4 certamente de novo a incidir sobre a classe média/baixa. Ele já anda por aí. A direita já fala.

É o tal Estado social a reproduzir-se.

Etiquetas: Estado social, PEC3, PEC4
# posted by Joao Abel de Freitas, PuxaPalavra, 2010.10.5


De Greve G. e outras formas de acção sindic a 6 de Outubro de 2010 às 13:05
AINDA SOBRE A GREVE GERAL !

A CGTP decidiu por unanimidade organizar uma greve geral para 24 de Novembro. (e a UGT propôs negociar /participar nessa Greve Geral )

Tudo indica que foi uma proposta amadurecida por uma vanguarda mas não por um amplo movimento de debate e auscultação dos trabalhadores!
A greve geral, nascida como arma final do movimento operário, é um instrumento de luta excepcional !
Para os sindicalistas anarco-sindicalistas era a condição para uma insurreição social capaz de destruir o capitalismo e criar um mundo novo!
Tinha assim, esta forma de luta, um carácter mítico.

Ao longo dos tempos a greve geral foi várias vezes utilizada, muitas vezes com impacto político e alterando a relação de forças políticas entre os actores da sociedade, outras vezes sem grande impacto social e político.
Para ter impacto e alterar a relação de forças e «valer a pena» a greve geral, hoje mais do que nunca , deve ser pensada tendo em conta os dados de cada situação concreta.

Não duvido que alguns sectores de trabalhadores estão preparados para fazerem um dia de greve. Aliás mais dias seria um desastre para a sua economia doméstica!

Na Administração Pública um dia de greve apenas pode criar problemas em alguns sectores ou «chatear » o público utente, ou seja o cidadão.
-Noutros sectores o Estado apenas poupa o dia de salário dos grevistas!

Relativamente aos transportes e dado o sistema de passes que envolve a maioria dos trabalhadores, um dia de greve não afecta em especial as empresas públicas e privadas de trasportes. A Greve apenas irrita os utentes e naturalmente o Governo !

Daqui resulta que nas condições actuais é fundamental a participação dos trabalhadores do sector privado na greve geral !
Ora aqui é que está o principal problema da próxima greve geral.

A crise, embora contenha os elementos de congelamento de salários e despedimentos colectivos, aumentou o desemprego que ameaça subir e assim é um machado sobre a cabeça de todo e qualquer trabalhador do sector privado !

A precariedade, a irmã do desemprego, afecta centenas de milhares de trabalhadores que, por mais vontade que tenham de protestar, fazem contas à vida antes de aderirem a uma greve geral !

Neste quadro a adesão á greve geral passará fundamentalmente pelas grandes empresas como aconteceu, aliás, em Espanha na recente greve geral de 29 de Setembro!

Tudo isto que aqui lembro sabe-o qualquer dirigente sindical.
Todavia, para alguns o interesse político na greve é superior a estas considerações.

Mas estas considerações devem servir para se pensarem em outras formas de luta adaptadas á situação presente e que não passem simplesmente pelas chamadas tradicionais «acções de massas» tão ao gosto dos vanguardistas !

Formas de luta que envolvam sectores da população que não podem aderir a greves mas que querem protestar.
Formas de luta que afectem economicamente as empresas e defendam os interesses dos consumidores.
Formas de luta de defesa dos postos de trabalho, articulando estas com a defesa dos consumidores como se deveria fazer nas lutas das portagens (alguém defende os postos de trabalho dos portageiros?).

Sei que não é fácil organizações tradicionais rotinadas em determinados processos fazerem emergir acções diferentes !
Pelo menos devem-se fazer novas alianças sociais e políticas e não partir «orgulhosamente sós» para a luta!

- Publicada por A.Brandão Guedes, BemEstarNoTrabalho, 2010.10.03
--------------------
gritosnosilêncio disse...

Apenas quero concordar com tudo que referes neste post.
Faltam processos de luta criativa aos sindicatos, por ventura porque muitos de nós deixou de sentir que o sindicato é uma organização independente e consequentemente muitos activistas e pensadores foram abandonando esta forma de participação cívica.

Precisamos de um novo 25 Abril, onde alguns estadistas "morram" para dar lugar a uma nova vaga de intervenção social e que construam novas pontes neste mundo globalizado e desafiador.


Comentar post