7 comentários:
De ''Nata da burguesia política''... a 6 de Outubro de 2010 às 16:17
Centenário

Gosto de ouvir os nossos políticos falarem de coisas belas como unidade, compromisso, responsabilidade e outras banalidades quando se celebra a república, da mesma forma que poderíamos estar a celebrar muitas outras efemérides nacionais, desde a batalha de Aljubarrota à travessia do Atlântico por Gago Coutinho.
...
... compromisso com os que põem acima dos compromissos nacionais os das suas clientelas, ...
... já nem vale apenas falar da famosa ética republicana que nos tempos que correm é medida em cortes salariais e aumentos de impostos.

Na Praça do Município, em Lisboa, esteve a nata da nossa burguesia política, as caras mais conhecidas de uma classe política que não tem estado à altura dos desafios que se colocam ao país e muito menos dos ideais da República,
que mais não são os ideais de desenvolvimento e de democracia de qualquer sociedade moderna.

Uma burguesia que se juntou numa cerimónia de auto-flagelação depois de esbanjarem os dinheiros públicos com a ajuda dos seus clãs formados por uma imensidão de viciados em dinheiros públicos.

Como será Portugal no bicentenário da implantação da República?
Deixem-me adivinhar, naquela praça estarão os bisnetos e os sobrinhos bisnetos dos que lá estavam hoje, poderá terá tido de enfrentar mais quatro crises iguais do que as que está a atravessar agora, continuaremos tão atrasados quanto estamos agora, continuaremos com os mesmos problemas.

- por Jumento


De . a 6 de Outubro de 2010 às 14:06
SAÚDE E FRATERNIDADE

No dia do Centenário da República, o Almanaque Republicano saúda a República e todos os que defendem as causas da Justiça, da Liberdade, da Cidadania, da Democracia, da Igualdade de Oportunidades e da Fraternidade.

http://arepublicano.blogspot.com/ 5.10.2010

QUE VIVA A REPÚBLICA!


"... Governar é fazer, dia a dia, a equação dos costumes. É traduzir em leis a dinâmica viva das almas e dos interesses.
As questões económicas ou religiosas têm dentro da filosofia uma solução ideal, e dentro da política e do governo uma solução concreta e transitória.
Não se inventam nações, imaginando códigos. Os códigos estão para as nações como os vestidos para os corpos. Quando a estatura cresce amplia-se o vestido, alarga-se o direito. A Pátria Portuguesa não cabe dentro da monarquia, por culpa da monarquia.

Aspira à justiça e dão-lhe burlas, aspira à ciência e dão-lhe trevas, aspira à honestidade e dão-lhe roubos, aspira ao bem-estar e dão-lhe fome, aspira à extinta luz, à extinta glória, e dão-lhe infâmias e sarcasmos, inquisições e tiranias.

Hoje só pode salvar-se por si própria, por um acto de grandeza moral e de heroísmo colectivo.
Sem força física, vive-se ainda. Mas, quando se morre mortalmente, acaba-se de vez.

Salvemo-nos por uma República, mas uma República Nacional fundada na ordem e no direito, no trabalho e no amor, na liberdade e na harmonia. Que viva a República, para que viva a Pátria de nós todos!"

Guerra Junqueiro, Mensagem de G. Junqueiro ao Congresso do Partido Republicano, em 25 de Abril de 1908 [in, Vida Mundial, nº1634, 2/10/1970]

VIVA A REPÚBLICA!
Saúde e Fraternidade

J.M.M.
A.A.B.M.
-por Almanaque Republicano


De . a 6 de Outubro de 2010 às 13:40
sobre Manuel Teixeira Gomes

Norberto Lopes, no prefácio de O Exilado de Bougie (Parceria António Maria Pereira, 1942), descreve assim Manuel Teixeira Gomes, o homem que foi presidente da república e mandou a presidência às urtigas:

“Pudera eu traçar-lhe o perfil que fosse digno da sua personalidade requintada, sóbria, simples como a de um grego do século de Péricles, magnânimo e brilhante como a de um príncipe florentino da Renascença.”

Demasiado para Portugal, já se vê.


De LEVANTEM-SE ! a 6 de Outubro de 2010 às 13:28
5 de Outubro - homenagem à República

Se tivesse vivido em 1910, teria sido para mim uma honra ter tido o discernimento e a coragem de ter estado na Rotunda, arriscando tudo pelo sonho da República.

Cem anos depois, agradeço, sem distinções, a todos os que durante anos e anos, até ao 5 de Outubro, no 5 de Outubro e depois, se bateram sem cálculo pela República que haviam inscrito no que sonhavam.

Mas agradeço, ainda mais, com emoção, aos que estiveram na Rotunda, o local certo na hora exacta, oferecendo sem condições a vida, apenas como se repirassem inteiros. Essa verticalidade tão completa abriu-nos afinal a porta de novos tempos, de uma maneira muito mais decisiva do que aquilo que alguma vez pensaram.

Podiam não ter estado lá, podia não ter sido preciso que estivessem. Mas foi preciso que estivessem e estiveram.

Não nos deixaram um futuro perfeito. Mas disseram-nos, com clareza e sem ambiguidades, simplesmente:
"Levantem-se, quando for necessário.
E, quando se levantarem, fiquem de pé !"

-Postado por Rui Namorado, OGrandeZoo


De Zé T. a 6 de Outubro de 2010 às 11:48

RES PÚBLICA, República, Monarquia, ...
Democracia, Socialismo, Direito, Justiça, Liberdade, Igualdade, Fraternidade, .... - palavras/ ideias, conceitos, desejos, chavões, ...?


** RES PÚBLICA = Razão/ juízo/ decisão da Comunidade/ Polis / Estado-Nação
- independentemente da sua qualidade, valor e representação ... é, para mim, um conceito de afirmação na HUMANIDADE organizada e na procura/ prática do BEM ...


** REPÚBLICA = um tipo de regime político (com muitas variantes... e práticas) em que todos os cidadãos estão sujeitos à mesma LEI e têm os mesmos direitos e deveres ... na participação e gestão da Polis, no acesso aos bens e serviços públicos, de toda a comunidade.
(estão excluídos os não-cidadãos e os inimputáveis/ incapazes )
Em várias ''repúblicas'' estes princípios não se aplicam ou estão distorcidos, ... sendo os representantes/governantes uma élite com privilégios (diferentes e muito acima dos cidadãos comuns) e inimputáveis !!
Alguns tipos de 'repúblicas':
- 'soberanas'/'independentes';
- estados federados/autónomos;
- sem e com democracia (multipartidarismo, eleições e expressão livres, ...);
- presidenciais, semi-presidenciais, parlamentaristas, bi-presidenciais, ...; ...

** MONARQUIA (governo de um) = um tipo de regime político (com muitas variantes... e práticas) em que NEM todos os cidadãos estão sujeitos à mesma LEI e NEM todos têm os mesmos direitos e deveres ... Sendo que, na chefia do Estado (e ou do governo), está um Monarca: cidadão que herda e exerce o cargo por direito de sucessão familiar ...
- o resto (mutatis mutantis) é semelhante ao que pode existir em 'república'.


De sem chauvinismo, q.b. a 6 de Outubro de 2010 às 11:01
-- LNT :

Há lá coisa mais linda que a nossa bandeira e o hino 'A Portuguesa' !

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------ maloud disse...
Não gosto da bandeira. Aquele vermelho e verde, parece destes países nascidos no séc XX. Podiam ter ficado com a azul e branca e pôr-lhe a esfera armilar.

------ fatbot disse...
A nossa PORTUGUESA é linda !
Quando ouvida em determinadas ocasiões, as lágrimas caiem !!!
Gosto das cores !!! É uma bandeira alegre !!!

----- Maria disse...
Não há, não senhor.
Sei a letra, sei a música e choro quando a ouço.

Desafinada e tudo, é sempre linda.
O hino mais lindo do mundo, seguido da Internacional (com letra de Manuel Alegre) e a Marselhesa.

Viva a República!

----- mdsol disse...
Contra os canhões, marchar, marchar!

:)))

---- D"SUL disse...
Meu caro amigo, totalmente de acordo!

---- Zé T.
Não sei se é mais linda bandeira e hino (...cada pessoa tem as suas preferências e referências estéticas, históricas, ...),

o que não tenho dúvidas é que por serem NOSSAs (os símbolos da nossa CULTURA, da nossa HISTÓRIA, da nossa GENTE/amigos, da nossa LÌNGUA, da nossa TERRA, ...)
nos emocionam e muito,
especialmente se passamos pela experiência de emigrar ou de estar uma grande temporada longe de Portugal e da Língua Portuguesa ... e termos que ''aguentar viver debaixo'' de outra cultura, língua, gente, regras, ...
embora, de volta a ''esta casa'' sejamos, pouco depois, novamente invadidos pela revolta/desprezo contra muitas malvadezas que cá nos fazem...
e, por isso, às vezes, não ligamos ou até desprezamos esses símbolos
(bandeira, hino, e palavras como 'pátria', 'nação', 'portuguêses', república', democracia, direito, lei, ...)
que outros... usam e abusam para nos explorarem, humilharem, defraudarem, rebaixarem, marginalizarem, expulsarem ...

«a Língua Portuguesa é a minha pátria e quero Fratria...» - Fernando Pessoa


De DD a 5 de Outubro de 2010 às 23:04
A comemoração de hoje mais importante foi a inauguração de 100 escolas e centros escolares novos e escolas reconstruídas.
Gostei de ver escolas com oficinas metalomecânicas providas de tornos, fresadoras, broquins e prensas e outras com bons laboratórios de química, etc. Estamos, sem dúvida, no bom caminho e gastou-se muito dinheiro que não necessita de ser gasto novamente em 2011.
A Merkel e a União Europeia enganou-nos quando começou a crise financeira de Agosto de 2008 ao incentivar todos os países do Euro, e não só, a investirem o mais possível em obras para evitar uma grave crise de desemprego e uma ampla recessão.
O Governo Português não tinha condições poara fazer surgir uma fábrica de automóveis ou outras fábricas, até porque a incerteza económica não levou sequer os privados a investirem. Ninguém sabia que tipo de recessão iríamos ter e se qualquer produto fabricado a mais teria venda.
Mesmo assim, com o apoio do Estado investiu-se na indústria do papel que se sabia ser sempre útil e nas energias alternativas - barragens e eólicas - além das escolas modernas que não foram apenas 100. Estes investimentos são para dar dividendos no futuro, já que as barragens levam tempo a constrúir e as escolas destinam-se a produzir efeitos a ,longo prazo. Mas, a indústria do papel está a aumentar significativamente as suas exportações como também estão as empresas que produzem equipamento eólico como a Efacec, a Martinfer e outras.
Portugal pode regressar com facilidade a um nível de despesismo semelhante ao de 2007, para o qual necessita só de passar a barreira dos pagamentos imediatos e acabar algumas obras começadas quando a palavra de ordem era gastar.
Repentinamente, os ditadores dos Euros - alemães - mudaram de opinião. Viram a sua economia a melhorar e toca a regressar ao tradicional despreza alemão por tudo o que é do Sul da Europa e por todos que não sejam loiros de olhos azuis, exigindo a contração das despesas quando muita coisa estava em marcha e não podia parar. Os alemães disfarçam muito bem, mas continuam a ser os mesmos racistas de sempre. A União Europeia só existe para servir os seus interesses e o resto que se lixe.
Os alemães são gente perigosa e di-lo quem os conhece bem de mais..


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