GEBALIS VS CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA

Estranhas criaturas e estranhos criadores

 

As empresas municipais, na sua grande maioria, criadas nos tempos das “vacas gordas” da governação Cavaco Silva, sobretudo governo da maioria absoluta, continuam e continuarão a dar gordos prejuízos, enquanto não forem extintas ou, pelo menos, profundamente remodeladas.

Esses sorvedouros do erário público, tal-qualmente certas associadas e participadas criadas em torno da Entidades Publicas Empresariais, visaram, fundamentalmente, a criação de lugares para as clientelas políticas partidárias e, por seu intermédio, para conseguir verbas de financiamento das actividades partidárias. Hoje os partidos têm um financiamento através dos militantes, em termos de quotizações, completamente insignificante.

Extinguir ou não extinguir?

Helena Roseta, a propósito da Gebalis, veio defender que discorda com a extinção da empresa gestora (?) dos bairros sociais.

O argumentário da sua posição é, nomeadamente o desemprego que criaria, afirmando: “Acho que a extinção é um erro, até porque implicaria 35 milhões de euros de encargos e 200 pessoas no desemprego”, manifestou-se, ainda, contra um chorrilho de noticias vindas a publico tendo dito que “Há uma ideia muito clara do que fazer na GEBALIS. Nestes últimos dias tem-se assistido a um festival de notícias, sobre a empresa GEBALIS: algum emagrecimento da empresa em articulação com a direcção municipal de habitação”. Helena Roseta afirmou, também, “A extinção criaria uma enorme instabilidade”, revelando que há 40 ou 50 pessoas na empresa que gere os bairros municipais que são “um peso morto” porque estão a prestar funções noutros sítios.

“Era interessante que estas pessoas tivessem a hombridade de sair da GEBALIS pelo seu pé”, acrescentou.

O país anda cansado de tanta gente e tão repetidamente fazer diagnósticos, encomendar pareceres e contratar assessorias, sem que sejam tomadas as pertinentes medidas correctivas e sancionados responsáveis, quando caso disso seja.

50 pessoas que são “um peso morto” porque estão a prestar funções noutros sítios!? De quem é a culpa dessa situação? Quando há culpados não impõe, tanto a legislação geral como a do procedimento administrativo que sejam responsabilizados e punidos tais agentes e seus superiores hierárquicos?

Como é possível que os eleitores acreditem nos eleitos se estes não são capazes de tomar as medidas que se imporiam, para correcção de tais situações.

Parece que a população em vez de políticos capazes, temos andado a eleger avestruzes...



Publicado por Zé Pessoa às 00:12 de 12.10.10 | link do post | comentar |

1 comentário:
De Gente que Trabalha a 12 de Outubro de 2010 às 11:11
http://naohaquemnosdefenda.blogspot.com


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