Santana acusa Costa de aumentar despesa na CML

Será justa a acusação, pergunto eu!?

PSD denuncia perdas de 16%, cerca de 10 milhões de euros, nos custos de bens e serviços correntes da Câmara de Lisboa.

O grupo de vereadores do PSD na Câmara de Lisboa, liderado por Pedro Santana Lopes, acusa o Executivo de António Costa de ter aumentado os custos com bens e serviços correntes em mais de 10 milhões de euros entre Janeiro e Agosto, em relação ao período homólogo de 2009 (de 65,1 para 75,7 milhões de euros). A denúncia é feita num documento de balanço que escrutina o primeiro ano deste novo mandato de António Costa à frente da autarquia.

Os sociais-democratas aproveitaram a data (ontem passou precisamente um ano das autárquicas) para disferir um feroz ataque ao executivo camarário, dizendo que o trabalho até aqui realizado "evidencia uma nítida discrepância entre a ficção da campanha e a realidade da sua gestão diária".

Mas não é só António Costa o alvo. Helena Roseta e Manuel Salgado são visados, quando o PSD se refere aos pelouros da Reabilitação Urbana e Habitação como uma área em que se fez "zero". "Muitos power points mas nenhum trabalho no terreno", lamentam os sociais-democratas.

José Sá Fernandes também não escapa às críticas do PSD que diz que "tem havido um vereador dos quiosques e dos jardins, mas não um vereador do Ambiente".

Além das críticas directas aos vereadores com pelouro, o PSD faz ainda uma análise ponto a ponto de diversas promessas de António Costa.

Desde logo na área financeira, onde o grupo liderado por Pedro Santana Lopes, escreve que o objectivo de "arrumar" as contas da autarquia foi um "fracasso". A diminuição da receita (que, segundo o PSD apresenta nesta altura uma taxa de execução de 66,7%) e o "forte crescimento com custos de aquisição de bens e serviços recorrentes" estão na base das críticas sociais-democratas.

Em tempo de crise económico--financeira, o PSD acusa ainda o executivo camarário de aumentar as despesas com transportes e comunicações em 27,7% e as despesas de "estudos e consultadoria" em 40 %.

Do ponto de vista social, os sociais-democratas criticam a intervenção em bairros municipais, denunciando o facto de a demolição do chamado "corredor da morte" (em Marvila) ser uma "obra parada sem conclusão à vista".

O gabinete do PSD aponta ainda o facto de o programa de investimento prioritário de apoio à reabilitação urbana ainda não ter tido qualquer execução financeira, apesar de ter "dois milhões de execução física", e de faltar desenvolver medidas como a dinamização do mercado de arrendamento.

Na área do trânsito, o PSD acusa o executivo de nada ter feito para acabar com o estacionamento em segunda fila e de permitir os sucessivos adiamentos do prolongamento do túnel do Marquês.

É ainda criticada a política da Câmara Municipal de Lisboa relativamente às empresas municipais, sendo destacada a performance económico-financeira deficitária destas empresas.

Pedro Santana Lopes volta a desafiar Costa num documento em que ainda é ressalvada a "incoerência" de uma câmara "com falta de verbas" onde surgem "de repente, anúncios de festivais de barcos ou aviões". O DN tentou, sem êxito, contactar o presidente da CML.

DN


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Publicado por Izanagi às 18:11 de 12.10.10 | link do post | comentar |

6 comentários:
De DD a 13 de Outubro de 2010 às 23:50
Os mais de 200 blindados Pandur foram adquiridos pelo Portas/Barroso/CDS/PSD para serem entregues em tranches de mais de 50 unidades. O atual governo reduziu as entregas para menos de 20 unidades, mas não conseguiu anular a encomenda como não conseguiu relativamente aos submarinos.
Sócrates não aceitou uma das contrapartidas negociadas pelo Portas que era o fornecimento gratuito dos desenhosd de um grande navio de assalto anfíbio e porta-helicópteros que custaria uma fortuna menos 1,5% para o projecto.
O Portas sempre que critica a questão das contrapartidas inclui os milhões que custaria esse navio ao Estado e não era nenhuma contrapartida. De resto, os italianos têm à venda dois navios desse tipo um pouco mais pequenos com vinte e pouco anos. Mas, mesmo baratos, não há dinheiro para isso.


De E a terceira auto-estrada Lisboa Port a 14 de Outubro de 2010 às 00:18
E a 3ª auto-estrada Lisboa -Porto, que faz uma falta do caraças, será da responsabilidade de Salazar?


De DD a 14 de Outubro de 2010 às 21:17
É da responsabilidade de um anónimo porque nem é uma auto-estrada Lisboa-Porto, mas parcialmente norte-sul pelo interior do País com aproveitamento de alguns troços já existentes.


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