Despesismo e promiscuidade de governantes e poder económico

Quem parte e reparte?   Por Daniel Oliveira

Em meados dos anos 90, uma nova moda tomou conta do discurso político e da administração da coisa pública: as modernas e inteligentes parcerias público-privadas.

Portugal é um dos países europeus que mais usou este tipo de financiamento para o investimento do Estado. A moda começou com Guterres, continuou com Durão e Santana e seguiu o seu caminho com Sócrates.

A coisa funciona assim:

o Estado procura nos privados o dinheiro para o investimento. Os privados endividam-se para o garantir.

Aliviam assim as contas públicas, criando dois novos problemas: a dívida, multiplicada por muito, será paga no futuro; e o endividamento externo aumenta.

A factura já vai em 48,3 mil milhões de euros, até 2049, quase um teço do nosso PIB. Depois, em muitos dos casos, o privado trata da exploração da infra-estrutura, recebendo as devidas compensações do Estado até a factura estar paga.

 

Como testemunha o juiz Carlos Moreno, que durante anos fiscalizou, no Tribunal de Contas, as PPP’s e é autor do livro “Onde o Estado gasta o nosso dinheiro”, o Estado fez péssimos negócios.

Em troca do investimento privado não se limitou a pagar mais do que pagaria se fosse ele próprio a garantir o investimento. Ficou com o todo o risco do seu lado, garantindo aos privados extraordinárias mesadas. Um negócios das arábias para os financiadores: dinheiro certo em caixa.

Um descalabro para os cofres públicos: paga-se mais, dá-se a exploração a outro e banca-se sempre que a coisa corre mal.

 

Carlos Moreno não tem dúvidas em considerar que houve, na celebração destes negócios, um comportamento “incompetente e desleixado”, em que “o Estado, em grande parte das concessões, ficou com uma parte substancial do risco”.

Podia o Estado ser mais rigoroso na negociação destes contratos? Poder, podia. Mas não era a mesma coisa.

Porque esta ruína não resulta apenas de incompetência. É ver onde estão muitos dos que, governando em nome do povo, trataram destes negócios: espalhados por conselhos de administração de empresas de obras públicas, telecomunicações, energia ou cimenteiras.

É ver as derrapagens de custos. É ver a megalomania inútil de algumas obras.

 

Fala-se muito de despesismo do Estado. E não falta quem esteja pronto para cortar nas despesas sociais. Dizem que o Estado “ama-seca” tem de acabar.

Do que se fala pouco é de quem contribuiu e lucrou com o desperdício. De quem trata realmente a “ama-seca”. Sempre prontos para cravar o dente nos funcionários públicos, nos desempregados ou nos beneficiários do Rendimento Social de Inserção, os sonsos deste País perdem pouco tempo com os verdadeiros sugadores de recursos públicos. É natural.

Isso obrigaria a um verdadeiro corte com o passado: o fim da promiscuidade entre poder político e poder económico.

E quantos, no bloco central, se quereriam dedicar à política se apenas a causa pública os movesse? Poucos. Mas seguramente melhores.

 --------------

E, se a 'isto' acrescentarmos o moderno das externalizações de serviços ex-públicos, as consultorias e estudos, as remodelações e luxos, as verbas de 'diversos', a multiplicação de entidades com autonomia financeira, a engenharia contabilístico-financeira ... e a colocação (por confiança...) de  'excelentes paraquedistas' na Administração Pública, ficaremos com uma melhor percepção das causas do défice galopante.



Publicado por Xa2 às 13:37 de 13.10.10 | link do post | comentar |

10 comentários:
De Defender o interesse público. a 15 de Outubro de 2010 às 14:10
Victor Baptista e o Interesse Público
Por Bruno Sena Martins

Ao contrário do que muitos pensam, defender o bem público não é achar que o sector privado é a encarnação do demo nem que o Estado é a mãe de todas as virtudes.
Defender o bem público é considerar que o bem público deve estar ao serviço do interesse público e não de interesses particulares.
Esses interesses particulares podem ser vários e não se prendem sempre com os malefícios grande capital – embora aconteça frequentemente.

Por exemplo, quando as parcerias público-privadas favorecem despudoradamente as empresas privadas temos dois interesses particulares em jogo:
o interesse do grande capital e o interesse dos governantes movidos pelas amizades fraternas – sedimentadas na recruta das jotas – ou pelo retorno que esperam obter quando as sondagens começarem a cair.

Quando Victor Baptista explica como o PS pôs à sua disposição 3 cargos em empresas públicas sabemos que não basta pedir mais Estado, sabemos que não basta pedir que a decisão política esteja a salvo das manipulações de acumulação de capital.
Também é preciso pedir um Estado a salvo de quem o governa nestes termos, com os vícios corporativos do regime anterior, com compadrios da sociedade de vizinhança e com o deslumbramento do próximo topo de gama.

Salvar o Estado dos interesses partidários, dos interesses pessoais dos governantes, do interesses pessoais dos amigos dos governantes, dos interesses pessoais da vizinha do médico, dos interesses pessoais da sobrinha do Vereador da Câmara é, no limite, um desígnio de esquerda.

Os neoliberais não defendem uma ideologia, defendem os interesses particulares, os seus, quando são inteligentes, ou os interesses particulares dos grandes capitalistas, quando são apenas papalvos.
A esquerda que defendesse a força do Estado dos interesses não seria menos papalva.

Era bom termos um Estado decente para atirar nas fuças do grande capital e dos seus partidários.
Um estado capaz de defender o interesse público, capaz de virtude suficiente para abjurar a corrupção imposta pelos ditames da acumulação privada é, hoje em dia, uma utopia de esquerda.

Publicado no Aparelho de Estado e no Arrastão.


De GREVE GERAL em Portugal e na U.E. !! a 15 de Outubro de 2010 às 09:46

Também por isso (pelas asneiras que fizeram, pelo que não fizeram e deveriam fazer para defesa do interesse público e pelo que deixaram fazer/sacar/estragar aos amigos e apaniguados) é que
vamos fazer Greve Geral dia 24 Novembro.

Estes políticos do PS e do PSD (e os governantes da UE) não são nossos dignos representantes ...mas sim e apenas representantes do seu bolso(+ dos seus familiares e associados) e dos bancos e especuladores.

Contra esta política de opressão dos trabalhadores (dos sectores público e privado) e dos micro/pequeno empresários !

Contra os ''off-shores'' ('couto' de empresas criminosos, de ladrões e especuladores)

Apoio à Greve Geral na União Europeia !


De Sarrafada nacional ? a 14 de Outubro de 2010 às 17:55

Eles protegem-se uns aos outros
Baptista Bastos , 2010.10.08

"Chegará o dia em que todos lhes pediremos contas."
.... As alternâncias de poder, entre o PS e o PSD, têm permitido que eles se protejam e ocultem uns aos outros. Mentem, aldrabam, entram em conflito com as nossas carteiras, enriquecem, sucedem-se nos Governos, seguem a caminhada para gestores, administradores de instituições públicas, uma, duas, três reformas, e nada lhes acontece. A impunidade lavra nesta II República (os 48 anos de fascismo foram um interregno), e ninguém é responsável por coisa alguma.

A I República cometeu erros crassos, mas era constituída por homens virtuosos. E esta qualidade só pode ser omitida por "historiadores" de terceira divisão. O centenário da Implantação decorreu com a pompa que a efeméride merecia. Dois ou três preopinantes bolçaram umas injúrias, apagando com zelo os crimes monstruosos da monarquia. É lá com eles. Mas esses atropelos à verdade escarmenta-os como vulgares canalhas. Nada a fazer. Um canalha é um canalha.

A desgraça que tombou em Portugal resulta da pequenez do nosso espírito. Roma não pagava a traidores. Portugal promove-os. Os "políticos" que têm dirigido o País, desde a "normalização" de Nov.1975, são minúsculos morais ante a grandeza e a decência dos homens do 5 de Outubro. Ouvi, como muita gente, creio, os discursos de Sócrates e de Cavaco. A miséria do pensamento destes dois cavalheiros é proporcional ao seu espírito. Cavaco, esse, chega a ser deplorável, e até Luís Delgado lhe colocou reservas. Em forma e em conteúdo, tanto um como outro atingiram o grau zero da compreensão.

A fome alastra entre nós. Os ministros deviam vestir-se à paisana, deslocar-se até à Sopa do Sidónio, em frente à igreja dos Anjos, e indagar, junto daquelas centenas de desafortunados que se juntam, ali, diariamente, em busca de um pão e de uma sopa, a origem dos seus infortúnios. ... Assinalamos o Ano da Pobreza e da Exclusão (parece que é assim a designação da piedosa lembrança), dizemos umas palavras comovidas, ou passamos indiferentes, ou entregamos um óbulo misericordioso, e desandamos para a nossa vidinha.

As coisas não acabam desse modo. A questão, a gravíssima questão, é política. E os responsáveis são, naturalmente, os políticos. Temos assistido à birra dos dois dirigentes do rotativismo. Um vai ser corrido, como tudo o faz supor. O outro, com as ameaças que faz, sobretudo à Constituição, fornece-os o retrato de uma completa distorção do País. Nem um nem outro servem. Então, quem? Depende de nós, aí sim, uma alteração de rumo.

Há anos que Portugal anda ao deus-dará. Nunca é de mais insistir na calamitosa herança do dr. Cavaco, um dos mais ineptos primeiros-ministros que tivemos. O monstruoso embuste criador em torno deste senhor é, ele mesmo, monstruoso. E os tenores que lhe entoam loas têm sido copiosamente beneficiados pelo "sistema". As coisas estão estruturadas e foram montadas de forma a não haver deslizes. E eles estão por toda a parte: nos jornais, nas televisões, nas rádios; nos "comentadores" que, sem sobressalto, transitam para as abas do poder, sem vergonha nem um pingo de compostura. Agora, anda por aí um, balofo e zeloso, ainda não há muito grave "analista", na televisão do Estado, dos fenómenos políticos circundantes. O caminho foi iniciado. Vejamos o que se segue.

O ambiente é de cortar à faca.... cada dia me convenço mais de que estes cavalheiros estão a enfiar-nos numa camisa-de-onze varas - mas não sabem prever a explosão social que se aproxima. Penso no seguinte: se não estivéssemos inseridos nesta "União Europeia" (muito desavinda) a situação teria, certamente, tomado outro caminho. O que não impede de o desgosto, a inquietação e o desespero dos portugueses escolherem um atalho, de certeza mais agressivo e violento do as marchas de protesto.

O que nos enoja é assistir às análises, aos prognósticos, aos palpites e às sugestões de bravos e distintos economistas, gente de alto préstimo e com duas e três reformas chorudas, a propor que se reduzam ainda mais os salários, e que caia nos lombos dos pobretanas o sarrafo das "restrições". Dizem eles que é para bem do "interesse nacional" expedito palavrão que tem encoberto as mais sórdidas infâmias.


De Monstros que estragam o Estado e a Adm.P a 14 de Outubro de 2010 às 11:08
O monstro continua vivo e de boa saúde

O grande problema da solução fácil de cortar nos vencimentos é que daqui a poucos anos ou se cortam mais dez por cento ou o país entra de novo na bancarrota.

A verdade é que o monstro ganhou vida própria, os ministros são incapazes de controlar a máquina do Estado que ajudaram a crescer desmesuradamente.
Quantos dirigentes do Estado foram demitidos nos últimos anos por abuso ou incompetência?

Proponho-lhes um exercício:
perguntem a todos dirigentes do Estado de que meios precisem para terem um bom desempenho e vão chegar à conclusão de que o PIB português não chegaria, multiplicar-se-iam os funcionários, as instalações, os lugares de chefia, as modernizações diversas.

Um PRACE para reduzir o peso do Estado?
Foi um falhanço, eliminaram-se uns institutos que já não existiam, eliminaram-se uns serviços para inglês ver, muitas vezes os necessários para sobreviverem aqueles chefiados por amigos, esses como ouvi um director-geral dizer “estão fora de questão”.

Nas três direcções-gerais que conheço bem teria eliminado muitas dezenas de serviços e teria aumentado a eficácia dos mesmos, e ainda pouparia o que o Estado gastou com os sábios contratados ao exterior.
Deixaram-se enganar pelo monstro, até houve serviços quase sem funcionários onde funcionários de outros departamentos assinavam o ponto para iludirem os sábios vindos de fora.

O problema do Estado está na sua cultura, uma cultura de décadas em que ganharam os mais espertos e perderam os mais inteligentes, ganharam os mais manhosos e perderam os mais capazes,
ganharam os mais cobardes e perderam os mais corajosos, ganharam os mais servis e perderam os mais honestos.

É uma cultura onde não se premeia o valor, a honestidade, a inteligência ou a capacidade,
premeia-se sim a subserviência, o servilismo, o silêncio e a obediência ao chefe. ( !! )

É este o resultado de décadas de domínio do aparelho de Estado por gente que por não ter valor recorrer às estruturas partidárias para vencerem na vida, e venceram.

Sempre defendi aqui que todas as reformas da Administração Pública que não comecem pela mudança cultural falham, mas uma mudança cultural é coisa que não interessa aos partidos, significaria que em pouco tempo muitos dos dirigentes do Estado perderiam os seus lugares.

A ideia de que quando muda o partido no governo mudam os boys é mentira, os boys dos diferentes partidos protegem-se, na minha direcção-geral são amigos íntimos que unem forças contra os que não alinham no sistema. ( !!! )

Alguém ousa denunciar este Estado de coisas, as pessoas incompetentes que são nomeadas,
os prémios de excelência que foram atribuídos aos amigos e principalmente às secretárias dos directores,
os técnicos competentes que perderam os lugares para os ceder aos protegidos pelos partidos,
as despesas desnecessárias em salamaleques, as viagens desnecessárias ao estrangeiro,
os pequenos abusos na partilha das instalações, os exércitos de secretárias de que se fazem rodear as chefias,
as redes corruptas associadas a escritórios de advogados que se dão ao luxo de controlar a nomeação de dirigentes,
as divisões com um funcionário, as direcções de serviços que não fazem falta? ( !!!! )

Não, nos primeiros tempos de funcionário público em Lisboa o que mais ouvi era que falava demais, no Estado a regra é a do silêncio, um código de silêncio idêntico à “omertà” da máfia.
É mais fácil falar mal do primeiro-ministro, seja ele qual for, do que denunciar um abuso, criticar o boy mais poderoso do partido no poder ou do que lhe vai seguir. ( !! )

Os funcionários públicos não vão ver o seu vencimento ser cortado para salvar o país, mas sim para salvar este imenso monstro que se alimenta de incompetência e alimenta incompetentes.
Enquanto uns estarão a fazer constas à vida, outros já estão a pensar na forma como vão recuperar das perdas, o esquema que vão montar para recuperar o que agora perdem.
O monstro continua vivo e de boa saúde.

- Publicada por Jumento , 13.10.2010


De . a 14 de Outubro de 2010 às 11:16
Jumento ,in reply to Milan Kem-Dera

Caro amigo,

Pala nos olhos têm os que ... se dizem democratas e defensores da constituição mas alimentam o seu discurso político com escutas ilegais e violações do segredo de justiça, .

Talvez o meu amigo tenha que ter linha editorial ou linha política, a única linha que uso é a que serve para coser os botões da camisa, não sou militante partidário, comboio ou electricidade, portanto não preciso de linhas.
Penso por mim independentemente das consequências, quanto a benefícios não tive nenhum, quanto a prejuízos são certamente maiores do que os que o meu amigo teve por expressar as suas opiniões.

Já agora devo acrescentar-lhe que muito raramente aqui defendi as reformas da Administração Pública ou as políticas orçamentais deste governo, mas isso não interessa ao meu amigo, pois não?

O meu amigo acha que Sócrates está acabado e chamou a si o papel de perseguidor daqueles que alguma vez o apoiaram.
Enfim, há sempre quem se disponha a este tipo de papel, e de caminho ainda ganha umas visitas para o seu blogue, não é?
...
Milan Kem-Dera in reply to Jumento

Ó meu caro Jumento
Meu caro Jumento

Escusa de me "zurrar" os argumentos do infeliz prejudicado pelas políticas erradas de um governo que tantas vezes defendeu.
Que o seu "zurrar" já eu conheço... já que vivo num "curral" ao lado do seu - também sou funcionário público.
E sou mesmo daqueles que sofre verdadeiramente na pele todas as consequências do mau governo de quem, por diversas vezes, foi elogiado e desculpabilizado pelo Jumento ao longo dos últimos anos.

Se lhe deixei o meu link, não foi na busca de visitas (estou-me nas tintas para isso...), mas para que o Jumento pudesse, em largando as palas,
ler sobre a coerência de quem, no dia a dia e desde há cinco longos anos, assiste impotente (mas não calado!)
ao destruir da economia e das finanças do país onde nasceu e onde sempre viveu;
do país onde, durante várias décadas, contribuíu para o seu crescimento, enquanto assistia, impotente, aos inúteis "alapados" do partido - vulgo, "boys" - a delapidarem todo o seu trabalho e rendimento!

Mas também sei que, ao "zurrar" agora tanto contra as medidas do PEC III ( tarde piaste ... ), ...


De Mau PRACE, péssimo SIADAP, e paraquedist a 21 de Outubro de 2010 às 12:40
A bordoada cartesiana

um dos erros de António Guterres foi a vaga de reestruturações que promoveu na Administração Pública, os resultados foram desastrosos para o Estado e, como hoje se percebe, para os contribuintes,
o Estado paralisou com muitos serviços lançados na instabilidade e os institutos multiplicaram-se como cogumelos.

Sócrates não aprendeu a lição e lançou mais uma vaga modernizadora, arranjou uns estudiosos e lançou o PRACE,
o Estado voltou a ser mergulhado na instabilidade com centenas de serviços sem saber qual seria o seu futuro.

Depois de tanta instabilidade sucedeu o que era de esperar, os cientistas escolhidos para remodelar o Estado limitaram a deixar tudo na mesma e a criar mais alguns institutos, chega-se ao ridículo de o ministro das Finanças vir a assumir o papel de homem rigoroso extinguindo um instituto que ele próprio criou.

Como se tanta desorganização não bastasse veio agora o secretário de Estado da Administração Pública dizer, com aquele ar ameaçador que acha que fica bem a um governante, que vai reduzir 20% das chefias do Estado, isto é que para decapitar a despesa pública a solução mais adequada é decapitar os serviços públicos.

Independentemente de ser óbvio que alguns serviços públicos multiplicaram as chefias esta abordagem só revela ignorância e incompetência, a mesma incompetência comprovada pelo falhanço das reformas como o PRACE
ou
a avaliação do desempenho ( SIADAP ), esta última enterrada com a decisão orçamental de suspender os prémios, agora os que dão o litro vão ter direito a um “santinho” oferecido pelo ministro.
Recorda-me a anedota em que duas amigas falavam sobre as ofertas que recebiam dos amantes, uma gabava-se o casaco de peles, a outra queixava-se com tristeza de que o padre Zé só lhe dava santinhos.

Como explicar que se reduzem agora 20% das chefias quando há pouco tempo e com recurso a numerosos estudos (formações e seminários, 'scorecards' e 'Siadaps', ...)
Não o fizeram?

É evidente que à bordoada tudo é fácil e de um secretário de Estado que em tempos ameaçava trucidar quem se atravessasse à frente das suas reformas tudo se espera.
Da reforma científica passa-se à bordoada cartesiana, agora já não interessa a qualidade dos serviços públicos, o que importa é uma estratégia populista que vai exibir a cabeça dos chefes da Administração Pública à horda de contribuintes revoltada com os cortes nos seus rendimentos.

Declaração de interesses:
Não sou chefe de nenhum serviço, nunca aceitei ser chefe, nunca concorri ou meti cunha para ser chefe e nunca exerci qualquer cargo nomeado do qual resultassem benefícios pessoais.
Mais, até acho que o Estado tem chefias a mais, provavelmente mais do que os 20% que se pretende cortar

Publicada por Jumento


De SuperLuxo p.uso PESSOAL pago pelo Zé a 14 de Outubro de 2010 às 10:17
Sabem quem possui estes popós, pagos com o nosso rico dinheirinho?
BMW 740 D; BMW 530 D; BMW 740 D; BMW 320 D

Respectivamente: o Presidente, o Vice-Presidente e os restantes 11 juízes do TRIBUNAL CONSTITUCIONAL

Uma frota automóvel no valor de 665.504 EUR para um tribunal de nomeação política,
que por esse facto resolveu comprar automóveis de Luxo e Super Luxo para cada um dos 'Juízes' (13).
É o único Tribunal Superior onde os Juízes têm direito a carro como parte da sua remuneração (automóvel para uso pessoal) !!!.
[A propósito, nestes termos, há obrigatoriedade de retenção em sede de IRS. Será que os senhores juízes se fiscalizam e cumprem, ou ainda não se deram conta?]
A que propósito? Pura ostentação!
Ninguém se indigna?! Será normal? Quem é que autorizou este disparate? Como é possível? Isto só na República das Bananas ?!!!!!!!!
Direito a viatura para uso pessoal, certo e de acordo com a dignidade das funções exercidas.
Que a viatura não seja um 'chaço', DE ACORDO! É lógico, compreensível.

Mas já passa a ser indignidade o Governo sobrecarregar os portugueses em geral e continuar a impor restrições aos seus servidores públicos (já se esqueceram dos anos sem aumentos ou com aumentos sempre abaixo da taxa real de inflação)
e ao mesmo tempo comprar justamente as viaturas mais caras de super luxo para os seus apaniguados.

Tanto se fala em crise, em défice orçamental, mas isso serve apenas para sacar mais impostos e impor mais restrições aos desgraçados trabalhadores por conta de outrem que têm de pagar sem poder refilar.

Os Poderosos do Poder dispõem de liberdade total para obterem os maiores benefícios.
Metem as mãos nos dinheiros públicos (de todos nós) sem escrúpulos, sem vergonha, sem pudor.
Como pode progredir um País assim saqueado permanentemente por pessoas que deviam ser as primeiras a darem o exemplo de seriedade?

Em quem podemos confiar quando os mais altos responsáveis dão estes exemplos de saque? Temos direito à indignação !!

Tal comportamento por parte do governo/AR é inaceitável, numa democracia que eles tanto apregoam, mas que na prática é a verdadeira DEMOCRACIA DOS PORCOS!

RAZÃO TINHA GEORGE ORWELL
Repassem e chateiem, por favor. Porque eles merecem....


De 'Juízes' ?!! e 'governantes' ??!!!? !!! a 14 de Outubro de 2010 às 10:23
Não admira que este tipo de juízes estejam sempre do lado dos mesmos !!! ( a defender causas próprias e dos seus apaniguados)

.........
Prémio Nobel Quimica 2010...

Depois do átomo e da descoberta do neutrão, do protão, do fotão, do electrão, do quark, do fermião, do busão, do gluão, ...
José Sócrates Pinto de Sousa acaba de descobrir o PELINTRÃO, - um corpo sem massa nem energia que suporta toda a carga...!!!


De Socialistas da extrema direita a 14 de Outubro de 2010 às 00:24
Desapareceram dados de vários contratos públicos do site Governamental Base. No rol das informações desaparecidas estão os contratos estabelecidos entre o Turismo dos Açores e empresa "New Seven Wonders", que nos últimos dias foram alvo de polémica. A descoberta foi feita precisamente pelo Diário dos Açores que na sua edição de hoje dá conta, por exemplo, do desaparecimento de dados de um contrato no valor de 1,55 milhões de euros, relacionado com o evento "As 7 Maravilhas Naturais de Portugal".

O DN já confirmou que estes dados continuam desaparecidos, bem como outros contratos relacionados com a Associação de Turismo dos Açores. Os vínculos relativos ao evento "As 7 Maravilhas Naturais de Portugal "foram inclusive, nos últimos dias, alvo de polémica devido aos elevados valores despendidos por organismos públicos em tempos de contenção económica.

Da base de dados foram também retirados os 3,5 milhões que a Câmara Municipal de Sobral de Monte Agraço iria pagar pela iluminação das festas e feira de verão e de Natal. O autarca, António Bogalho, disse à TSF que o valor só poderia ser um "lapso", porque o valor pago é de 34.826 euros, pouco mais dos 34.800 pagos em 2009, o único contrato relacionado com iluminações de Natal que continua na base de dados.

Continuam também a chover informações sobre despesas públicas questionáveis, muito por culpa de denúncias como as do blogue 31 da Sarrafada (http://31dasarrafada.blogs.sapo.pt/). Como diz um dos membros, que já colocou a circular um vídeo com estes "desaparecimentos misteriosos na Internet", o blogue está-se a "tornar numa Wikileaks à portuguesa", uma vez que chamou a atenção da comunicação social para informações como o polémico jantar da ANACOM no valor de 150 mil euros.



De Eles comem tudo a 14 de Outubro de 2010 às 00:14

14.04.2010
António Castro Guerra, antigo secretário de Estado da Indústria e da Inovação no consulado de Manuel Pinho, vai abandonar projectos na Caixa Geral de Depósitos para liderar a administração da Cimpor. O presidente executivo será Francisco Lacerda, que já foi administrador do BCP
A indicação de Castro Guerra (antigo presidente do Instituto de Participações do Estado, IPE) para encabeçar a administração não-executiva (chairman) da Cimpor foi uma escolha pessoal do presidente do banco público, Faria de Oliveira. Castro Guerra pertenceu à equipa de Oliveira quando este presidiu ao IPE e, mais tarde, acabaria por o substituir no cargo
12-10-2010
O PCP vai pedir hoje ao procurador-geral da República, Pinto Monteiro, para verificar a legalidade da nomeação de António Castro Guerra, ex-se-cretário de Estado adjunto da Indústria quando Manuel Pinho era ministro da Economia, para a presidência de uma das empresas que "tutelou" - a Cimpor.
Desde Abril deste ano, quando Castro Guerra foi nomeado com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, que o deputado comunista Honório Novo tem questionado o ministro das Finanças sobre a situação, que considera estar a violar a lei. Até agora, não obteve nenhuma resposta, nem oral nem escrita. E a comissão parlamentar de Ética não se quis pronunciar.
Numa carta dirigida a Pinto Monteiro, o PCP expõe a situação, para que o procurador possa tomar as "iniciativas de investigação que entenda adequadas". "Queremos que o procurador possa avaliar a conformidade legal ou não desta nomeação e do apoio que lhe foi dado pela CGD, accionista de referência", disse aos jornalistas Honório Novo, no âmbito das jornadas parlamentares do PCP que estão a decorrer em Santarém.


Comentar post

DESTAQUE DO MÊS
14_04_botão_CUS
MARCADORES

todas as tags

CONTACTO

Email - Blogue LUMINÁRIA

ARQUIVO

Novembro 2019

Junho 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Online
RSS
blogs SAPO