2 comentários:
De DD a 17 de Outubro de 2010 às 14:43
Na República e na Monarquia liberal havia pessoas honradas, idealista e portadores de elevados valores éticos, mas simultaneamente caracterizavam-se por uma grande intolerância e combatividade política. Daí que desde 1823 e 1926 tivemos 129 governos, dos quais dois ou três governaram mais de 5 anos. Os políticos eram intelectuais bem falantes e cultos, mas pouco dotados para a verdadeira gestão. Assim, a honradez serviu para bem pouco e nos tempos do Rei D. Luís I, começou a época do Fontismo e da indispensável construção dos caminhos de ferro (nova ortografia sem hífenes ) que deixou as finanças públicas e a dívida externa de rastos com bem descreve Oliveira Martins em "Portugal Contemporâneo". Os portugueses ficaram a ver passar os comboios e nada fizeram, quando os liberais julgavam que isso iria trazer uma explosão de iniciativas económicas oriundas de todos os cantos do País.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 17 de Outubro de 2010 às 09:24
Percebo o sentido da 'coisa'. Mas isto de comparar o regime republicano à actual republica portuguesa é pernicioso. É tomar a parte pelo todo. Pega num mau exemplo de regime republicano e conclui que a república não presta.
Existem com certeza boas práticas republicanas com aliás também haverão boas práticas de regimes monárquicos.
Agora quando temos uns medíocres a dirigir um regime e com espírito de salteadores ou piratagem é natural mas não correcto associar o descontentamento à repulsa pelo regime. E é isto que hoje muitos de nós sente e que este post muito bem ilustra.
A recusa e a repulsa de nos identificarmos com estas práticas regimentais. E aí estou de acordo. Vivemos uma época de 'mete nojo'.


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