Um Mau Orçamento de Estado

 

 

 

            O Orçamento de Estado para 2011 apresentado pelo ministro Teixeira Pinto não é mau, é péssimo para toda a gente, a começar para o próprio ministro das Finanças e principalmente para o Primeiro Ministro e Governo PS.

            Mas o que é um Orçamento de Estado?

            Obviamente é uma previsão da Conta Geral do Estado ou da contabilidade pública na qual não estão inscritos os números de que gostamos ou bons, mas sim os que decorrem do perfil sociológico da população portuguesa e da economia. Sim, política é fundamentalmente sociologia e economia.

            As contas resultam da existência de um Estado Social e de uma economia que o deveria sustentar e não sustenta. Aí está a essência da matéria. As obras, os gastos com a gestão das despesas, os carros, etc. acabam por ter uma importância simbólica, incluindo mesmo as tão faladas Parcerias Público Privadas. Repare-se que os custos de gestão dos grandes agregados de despesa social são insignificantes quando comparados com essas despesas.

            Considerando o número de óbitos até hoje, 55.000, deveremos ter este ano cerca de 70 mil falecimentos, um dos valores mais baixos de sempre e uns 109 mil nascimentos. O índice de longevidade aumentou extraordinariamente, sendo de 51% os grandes idosos com mais de 75 anos de idade relativamente ao dos idosos com mais de 65 anos. A esperança de vida para além dos 65 anos subiu para cerca de 18,5 anos, um dos valores mais altos da Europa e até do Mundo. Isto não corresponde à esperança de vida geral, pois há um certo número de pessoas que falecem a qualquer idade, mas que tende a ser cada vez menor, mesmo na estrada, graças à eficácia do INEM e às excelentes autoestradas.

            A associação de um razoável Serviço Nacional de Saúde com uma certa frugalidade de uma população que tem de contar os seus euros, prolonga extraordinariamente a vida das pessoas. Basta comparar com os EUA, cuja longevidade é muito mais baixa dado o consumo excessivo de alimentos industriais calóricos e o consequente enorme número de obesos.

            Assim, chegaremos a um número impressionante de 3,7 milhões de reformados a partir do dia 1 de Janeiro de 2011.

            Com os desempregados, as pessoas que estão de baixa por doença ou natalidade e os que recebem o RMI, o Estado sustenta diretamente quase 4,5 milhões de pessoas aos quais se somam quase 600 mil funcionários. Só a natalidade custa mais de 1,6 mil milhões de euros, considerando os custos das maternidades mais os 4 a 5 salários da baixa da mãe, o que é justo, mas não pode deixar de ser pago ou fingir-se que não existe como conta.

            Enquanto a idade média das reformas do sector privada é de 65 anos, a do Estado será este ano de 59,7 anos.

            O Estado tinha a seu cargo no último dia de 2009 um total de 1.354.473 pessoas, entre funcionários ativos e reformados.,

            Para além disso, quase 3 milhões de famílias recebem subsídios diversos, entre os apoios da Ação Social Escolar para 750 mil crianças mais os abonos de família, subsídios de casamento, subsídios de falecimento, etc.

            Enfim, temos aqui quase 85% da receita do Estado que em 2009 foi de aproximadamente 31.700 milhões de euros em impostos diretos e indiretos. Os reformados custaram ao Estado em 2009 quase 17 mil milhões de euros e não estou a criticar, pois sou um deles, um dos culpados que com mais de 70 anos ainda não morri e não estou a fazer nada para morrer depressa, dado que nem fumo e o Centro de Saúde do Lumiar paga-me os medicamentos e análises de vou necessitando sem ter qualquer doença grave, apenas umas pequenas mazelas. Contudo, não me reformei aos 59 anos,mas sim aos 65 anos e cinco meses, não tendo a legislatura como deputado contado para nada, a não ser para o número de anos.

           

 

            No fundo, o endividamento servia para obras participadas pela União Europeia e para as PPP, cujos encargos vão ficar pelos 850 milhões de euros em 2011, ou seja 5% (cinco por cento) do custo das reformas, incluindo a minha e uns 3% da despesa do Estado.

 

            Só os estúpidos que não sabem fazer contas como um Medina Carreira mais um tal Cantigas e um Tiago é que andam a propalar na televisão do Mário Crespo que esses 3% são a nossa desgraça. Sim 3% do OE e uns 1,4% do PIB.

 

            Quem nunca teve uma cadeira de sociologia e não sabe o que é estatística não deve falar de política num meio de comunicação ou quem finge que a população portuguesa não existe e não tem o perfil etário que tem.

 

            Uns parvos dizem que o socialismo é procurar a felicidade do povo, mas esquecem-se que cada avanço no sentido de uma sociedade melhor produz um novo problema. Que mais não seja o custo desse avanço. Hoje, todo têm casa, mesmo as famílias que viviam nas barracas, o que foi criticado ontem pelo Medina e acarreta um urbanismo muito intenso e algo desconfortável para os que gostariam de ter grandes parques à sua volta e as barracas longe de Lisboa. Também toda a gente tem carro e vê-se até nos bairros de realojamento, o que produz contínuos engarrafamentos e uma quase impossibilidade de utilizar viatura em Lisboa para estacionar durante um horário de trabalho. A justiça é todos ter algo do mesmo, mas isso faz com que um Ferrari não consiga andar mais depressa que um Smart.

 

            A felicidade é ter o conhecimento da realidade e ser tolerante relativamente ao conjunto da população, sabendo o que custa e aceitando pagar esse custo.

 



Publicado por DD às 18:16 de 17.10.10 | link do post | comentar |

14 comentários:
De . a 19 de Outubro de 2010 às 10:00
ORÇAMENTO GERAL DO ESTADO PARA 2011

PEC (ou) .. tem que casar comigo .. !

Pois é, pedir desculpa só não chega, quem já PEC(ou) tem de assumir a responsabilidade
pela "criancinha do orçamento". (Sem direito a dedução fiscal)

EU NÃO TENHO CULPA !

Nós não temos culpa. Eles é que estão no governo por isso a culpa de o país estar à beira da bancarrota
e ninguém saber como saír do buraco, é deles.

É claro que a culpa é dos Sócretinos, como é dos Cavaquinos, dos Soarinos e, dos Barrosinos
e de todos os que têm vindo a implantar o poder do mercado sobre os cidadãos e do capitalismo ganancioso.
Por isso a culpa tanto é dos Rosas como dos Laranjinhas, os dois partidos do alterne eleitoral português.
E, a culpa também é nossa porque os deixamos fazer o que fizeram e, pior ainda, os vamos deixando continuar a fazer.

Crizeplim


PLANO B

Li hoje jornal que o Sr.Silva já tinha um Plano B caso o Parvo Coelho não aprove o orçamento
e o Engenheiro da Independente se demita; um governo provisório chefiado pelo Jaime Gama,
actual Presidente da Assembleia da Republica.
Um governo sem orçamento, sem estratégia, sem futuro. Será suficiente para safar a campanha eleitoral do Cavaco? É que cada má notícia passará a ter um responsável e uma cara, a do Sr.Silva.


O Homem-flôr


O Primeiro-ministro José Sócrates gasta em flores para "alindar" a sua casa em Sã Bento 69 mil euros num contrato feito por 3 anos.
Quem não gosta de ver uma bela jarra de flores na sua casa?
Possivelmente todos nós, mas quando o dinheiro começa a faltar para pagar a comida, essa é certamente uma das despesas que nos recusamos a fazer.
O nosso engenheiro parece não pensar assim e prefere cortar na comida, dos outros,
para poder continuar a ter as suas flores.
Sessenta e nove mil euros não resolvem os problemas do país, mas, como dizia a Senhora que mora no andar por cima da minha casa, dava para pagar o salário a dois ou três portugueses, nem que fosse para produzirem flores.


De Extintas algumas aberrações... a 19 de Outubro de 2010 às 10:02
ORÇAMENTO GERAL DO ESTADO PARA 2011
A lista dos organismos extintos , 16.10.2010

A proposta de Orçamento do Estado para 2011 propõe 50 processos de reorganização na
Administração Pública, incluindo várias extinções de organismos.
São estas as alterações anunciadas:

1. É extinta, sendo objecto de fusão, a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, sendo as suas
atribuições integradas na Biblioteca Nacional de Portugal.

2. É externalizado o Estádio Universitário de Lisboa, I.P., deixando de integrar a Administração Central.

3. É reorganizada a rede de serviços de acção social do Ensino Superior, de forma a optimizar a oferta
coordenada e integrada de serviços ao nível regional e nacional.

4. É extinto, sendo objecto de fusão, o Gabinete Coordenador do Sistema de Informação, sendo as suas
atribuições integradas no Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação.

5. É extinta, sendo objecto de fusão, a Comissão para a Optimização dos Recursos Educativos, sendo as
suas atribuições integradas no Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação.

6. É extinto, sendo objecto de fusão, o Observatório das Políticas Locais da Educação, sendo as suas
atribuições integradas no Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação.

7. É extinto, sendo objecto de fusão, o Gabinete de Gestão Financeira do Ministério da Educação, sendo
as suas atribuições integradas na Secretaria-Geral do Ministério da Educação.

8. É extinto, sendo objecto de fusão, o Gabinete de Avaliação Educacional, sendo as suas atribuições
integradas na Direcção-Geral da Inovação e Desenvolvimento Curricular.

9. Racionalização das redes diplomática e consular.

10. É extinto o Instituto de Informática do Ministério das Finanças e da Administração Pública,
sendo as suas atribuições transferidas para a Secretaria-Geral deste Ministério e para a GERAP – Empresa
de Gestão Partilhada de Recursos da Administração Pública, E.P.E.

11. Reestruturação do sistema de supervisão financeira, com a redução de três para duas autoridades
de supervisão financeira.

12. São objecto de fusão a Direcção-Geral dos Impostos e a Direcção-Geral das Alfândegas e dos Impostos
Especiais sobre o Consumo.

13. São objecto de fusão a Agência Nacional de Compras Públicas, E.P.E., e a Empresa de Gestão Partilhada
de Recursos da Administração Pública, E.P.E.

14. É extinto o Hospital Condes Castro de Guimarães.

15. São agrupados, no Grupo Hospitalar do Centro de Lisboa, a Centro Hospital de Lisboa Central, E.P.E.,
a Hospital Curry Cabral, E.P.E. e a Maternidade Alfredo da Costa.

16. São agrupados, no Centro Hospital e Universitário de Coimbra, a Hospitais da Universidade de Coimbra,
E.P.E., a Centro Hospitalar de Coimbra, E.P.E., e o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra.

17. São agrupados, no Centro Hospitalar de Aveiro, a Hospital Infante D. Pedro, E.P.E., o Hospital Distrital
de Águeda e o Hospital do Visconde de Salreu.

18. São agrupados o Hospital de São João e o Hospital de Nª Sra. Conceição.

19. É extinta a estrutura de missão Parcerias Saúde.

20. É extinto, sendo objecto de fusão, o Observatório do Emprego, sendo as suas atribuições integradas no
Centro de Relações Laborais.

21. É extinto, sendo objecto de fusão, o Conselho Nacional da Formação Profissional, sendo as suas atribuições
integradas no Centro de Relações Laborais.

22. É extinto, sendo objecto de fusão, o Conselho Nacional de Higiene e Segurança no Trabalho, sendo as suas
atribuições integradas no Centro de Relações Laborais.

23. É extinta a Comissão de Gestão do Programa de Apoio Integrado a Idosos.

24. É extinta a Caixa de Previdência dos Trabalhadores da EPAL.

25. É extinta a Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas.

26. É extinta a Caixa de Reformas e Aposentações do Banco Nacional Ultramarino.

27. É extinta a estrutura de missão do Programa para a Inclusão e Cidadania (PIEC), sendo as suas atribuições
integradas no Instituto de Segurança Social, I.P..

28. É extinto o Gabinete para o Desenvolvimento do Sistema Logístico Nacional.

29. É extinto o Gabinete do Metro Sul do Tejo.
. ...


De organismos EXTINTOs ou fundidos a 19 de Outubro de 2010 às 10:05
30. É extinta, sendo objecto de fusão, a Teatro Nacional D. Maria II, E.P.E., que passa a integrar a OPART –
Organismo de Produção Artística, E.P.E., conservando a respectiva identidade.

31. É extinta, sendo objecto de fusão, a Teatro Nacional de S. João, E.P.E., que passa a integrar a OPART –
Organismo de Produção Artística, E.P.E., conservando a respectiva identidade.

32. É extinta, sendo objecto de fusão, a Comissão de Planeamento de Emergência das Comunicações, sendo
as suas atribuições integradas na ICP – Autoridade Nacional de Comunicações.

33. É extinta, sendo objecto de fusão, a Comissão de Planeamento de Emergência do Transporte Aéreo, sendo
as suas atribuições integradas no Instituto Nacional de Aviação Civil.

34. É extinta, sendo objecto de fusão, a Comissão de Planeamento de Emergência do Transporte Marítimo,
sendo as suas atribuições integradas no Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos.

35. É extinta, sendo objecto de fusão, a Comissão de Planeamento de Emergência dos Transportes Terrestres,
sendo as suas atribuições integradas no Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres.

36. São objecto de fusão as Direcções Regionais de Economia com as Comissões Coordenadoras e
Desenvolvimento Regional.

37. É extinto, sendo objecto de fusão, o Secretariado Técnico da Comissão das Alterações Climáticas, sendo
as suas atribuições integradas no Departamento de Prospectiva, Política Climática e Relações Internacionais.

38. É extinto, sendo objecto de fusão, o Gabinete Coordenador do Programa Finisterra, sendo as suas atribuições
integradas no Instituto da Água.

39. É extinta, sendo objecto de fusão, a Inspecção-Geral dos Jogos sendo as suas atribuições integradas na
Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.

40. São reestruturados os serviços desconcentrados da Direcção-Geral de Veterinária, sendo as suas atribuições
integradas nas Direcções Regionais de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

41. São reestruturados os serviços desconcentrados da Autoridade Florestal Nacional, sendo as suas atribuições
integradas nas Direcções Regionais de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

42. É extinta a Gestalqueva, S.A.

43. É extinta a Fundação INA.

44. São objecto de fusão a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais e a Direcção-Geral da Reinserção Social.

45. É extinto, sendo objecto de fusão, o Gabinete de Resolução Alternativa de Litígios, sendo as suas atribuições
integradas na Direcção-Geral de Administração da Justiça.

46. Racionalização da rede nacional de conservatórias.

47. São extintos os Serviços Sociais do Ministério da Justiça, sendo as suas atribuições integradas na Direcção-Geral
de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública (ADSE) e nos Serviços Sociais da
Administração Pública.

48. Extinção da estrutura de missão para o SIRESP – UN-SIRESP.

49. É extinta, sem qualquer tipo de transferência de atribuições, a Estrutura de Missão Lojas do Cidadão.

50. É extinta, sendo objecto de fusão, a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, sendo as
suas atribuições integradas na

Mas agora pergunto eu: - Para que é que serviria este entulho todo ???

------
E O QUE COMENTA O ZÉ POVINHO ….
Anónimo . 16.10.2010 21:13

Incrivél, não me sinto uma pessoa tão desinformada, mas esses Organismos existiam
mesmo? Para quê.

Jorge Fernandes . 16.10.2010 16:42
Não basta extinguir
Não ponho em dúvida que a par das extinções e reestruturações dos organismos e das instituições públicas se implemente com a maior urgência
a anulação de competências duplicadas em diferentes órgãos bem como a redução do número de "patrões", directores, assessores, boys e bois,
inúteis e xulos.
Perante a gravidade dos sacrifícios que nos impõem seria insultuoso e até motivador de uma revolta popular armada a não consideração da moral
e do direito. Isto é: varrer a cambada de xulos que vivem à custa dos nossos sacrifícios, que se passeiam em carros de luxo, despropositados, com
cartões de crédito e ajudas de custo aldrabadas para contornar a proibição de aumentos de ordenados, telemóveis, despesas de representação,
subsídios para rendas de casa, enfim uma panaceia de modalidades de roubo


De DD a 18 de Outubro de 2010 às 18:18
Olhando para os Mapas do OE vemos que a maior despesa, a da segurança social tem custos administrativos da ordem dos 1,1% das despesas.

Há pessoas que confundem as transferências para o pagamento de reformas, serviço nacional de saúde, escolas, etc.com as despesas de gestão. Estas são extremamente baixas, mesmo muito inferiores ao que conheço do sector privado em que em qualquer empresa a gestão custa sempre muito mais que 1,1% das despesas diretas do negócio ou produção.


De prop. OE 2011 a 18 de Outubro de 2010 às 11:40
Numa pen…
(por Daniel Oliveira, Arrastão)

…cabe a desgraça deste País. Uma desgraça desigualmente destribuída.
Que será paga, antes de mais, pelas classes baixas e média-baixas.
E que, com este caminho, não tem fim à vista. E isto acreditando nas fantasiosas previsões macroeconómicas, que são de optimismo comovente quanto ao consumo interno e esquecem que as medidas de austeridade no resto da Europa terão efeitos nas nossas exportações.

O governo, mas também o PSD, que tem defendido este caminho para sair da crise, julgam que somos uma ilha.
-----------------
---J. Silva ,16 Out 2010

Um país que passa 30 anos a importar 70% do que consome;
que destruiu todo o seu aparelho produtivo (o pouco que tinha);
que tem tido governos que apenas gerem subsídios daqui para ali;
de uma classe política que não sabe nem quer saber o que é produtividade;
de uma classe média endividada em saloios oásis consumistas;
de um sistema de ensino que produz analfabetos funcionais e cretinos intelectuais;
de um sistema jurídico inerte, ineficaz e até corrupto;
de um povo que julgou que estava no tempo de D. João V;
de um modelo de democracia que deu o “bafo” em termos estruturais, ideológicos e metodológicos;
de um país que nada produz, que não se desenvolve solidamente e só se preocupa em futilidades de ocasião ou de obras de fachada;
de políticos estrangeirados que não gostam nem nunca gostaram de Portugal.

Com uma panorâmica destas, as pessoas julgavam que isto iria dar aonde? Os resultados são e foram os esperados.

---Olympus Mons ,16 Out 2010

Daniel, isto, este orçamento, é o António das Botas (Salazar), em 1930 a começar a tratar do desvario…

Que vergonha que eu sinto.

---PedroM,

24 horas após a apresentação do orçamento mais brutal da nossa história,
15 minutos depois da abertura, já os telejornais falavam dos jogos do Benfica, Sporting e Porto.

Indubitavelmente — que venha a fome!

---PedroM ,16 Out 2010

A verdadeira desgraça deste país é não termos alternativas para o abismo:

ou temos um orçamento que tente por as contas públicas em ordem, de acordo com os critérios da UE e ao mesmo tempo hipoteque o crescimento económico
ou então
temos um orçamento que tente puxar pela economia e ignore o défice das contas públicas, violando os critérios da UE e expondo-se às consequências que isso acarretará,
que poderão ser graves sanções monetárias da UE, agravamento das taxas de juro e dificuldades cada vez maiores de arranjar o dinheiro que precisamos para dinamizar a economia,
exclusão da zona euro e no limite, da própria UE – com a devolução de muitos dos fundos que recebemos e vetados de vez ao isolamento periférico.

Ou seja, estamos num círculo vicioso em que qualquer das soluções nos irá trazer a miséria e desgraça nos próximos tempos. Resta só saber qual a “melhor” delas no médio/longo prazo.


De Escolhas II a 18 de Outubro de 2010 às 11:40
tem razão o postante anterior. Há sempre escolhas

Em Seia, porém, aqueles que o viram crescer não têm sobre André Figueiredo as melhores opiniões. "Não olha a meios para triturar os que lhe fazem frente", afirma um militante.

A vida política de André Figueiredo começou nos bancos da Escola Secundária de Seia, nas lutas estudantis, mas alinhado no PSD. Na altura, era, aliás, um grande admirador do actual Presidente da República. Mas como emergiu Guterres e o seu exército da Beira Interior, Figueiredo mudou-se para o PS. Um trajecto em tudo semelhante ao de Sócrates, uns anos antes.

Começou a relacionar-se com grandes figuras do PS onde se incluía Pina Moura e Almeida Santos (naturais de Seia), Jorge Coelho e António José Seguro. Mas foi António Costa e Marcos Perestrello que lhe deram a mão e o recomendaram a José Sócrates, em 2004. O secretário-geral do PS levou-o para Lisboa e, hoje, Figueiredo é o seu homem de confiança.

É esta gente que nos (des)governa o país...



De Infiltrações e partilhas a 18 de Outubro de 2010 às 17:09
A avaliar pelo que aqui está escrito quem, afinal, nos tem (des)governado são PSDs infiltrados no PS e estes parolos, coniventes, não se deram conta disso. Será? ou o que vale é a partilha do erário publico?


De DD a 18 de Outubro de 2010 às 18:21
Não sei quem é esse André Figueiredo e quais as suas responsabilidades no Governo e no Orçamento de Estado. Será o verdadeiro ministro das Finanças e o Teixeiro Pinto é só um apresentador televisivo das contas públicas? Ou faz o trabalho do Sócrates?


De Escolhas? a 18 de Outubro de 2010 às 10:58
Para fazer escolhas era necessário que os governantes fossem possuídos de alguma ideologia social. Tais escolhas são feitas em função dos mandantes económico-financeiros e não em função de uma ideia de sociedade.

Não é por acaso que nenhum dos partidos, nem os cidadãos em geral, são capazes de dizer que alterações, credíveis e de sustentabilidade, defenderiam em termos estruturais de organização e funcionamento da sociedade.

Toda a gente diz "do Carmo e da Caramunha " mas quem propõe profundas alterações de comportamentos? ninguém !

Talvez o FMI, quando por aí aparecer, fisicamente, visto que "a mão invisivél" já por aí anda.


De porquê e para quê ? 'corja' pró buraco ! a 18 de Outubro de 2010 às 10:49

Arrepiação

A ideia que fica é que andamos, há anos, a cavar um buraco com as mãos e agora, que já nem unhas temos para continuar, ainda nos mandam cavar mais fundo como se o fundo depois de atingido ainda tivesse outro fundo por baixo.

E quando questionamos sobre a razão do escavar só temos por resposta que cavar é preciso.

LNT, [0.354/2010], A Barbearia

-- fatbot disse...
Que mais irá acontecer??? Já estávamos no fundo, mas agora agora estamos muito pior!!! Haja DEUS!!!

-- Anônimo disse...
O que apetece mesmo é cavar daqui pra fora.
Quem paga é sempre o mesmo e quem ganha são sempre os do costume.

Penso que é tempo de enviar para o "buraco" que o LNT fala a corja que anda a obrigar o povo a cavar.

-- maloud disse...
E não se vê luz ao fundo do túnel. Que desespero!


De DD a 19 de Outubro de 2010 às 00:23
O Buraco é o aumento da esperança de vida e o fato de Portugal ter 51% de grandes idosos (mais de 75 anos) no conjunto dos idosos com mais de 65 anos, o que é um dos valores mais altos do mundo. Temos uma das melhores assistências médicas ao nascimento e uma alta esperança de vida a todos os níveis etários.
O custoso êxito do nossos SNS é uma dos "buracos" para muita gente que acha que os velhos deveriam morrer mais cedo.
Nos EUA uma ressonância magnética com seguro de saúde custa 800 dólares, aqui custa 250 euros no privado e quase nada ou mesmo nada com a receita do SNS. São diferenças destas que a Organização Mundial de Saúde coloca Portugal muito à frente dos EUA, mas cuidado com a censura popular porque é quase proibido dizer isso. Dizer bem de Portugal é praticamente proibido em Portugal.


De ...tadinhos! a 18 de Outubro de 2010 às 09:28
Parece que tem razão, Jorge Miranda, ao pretender querer inscrever na Constituição da República a acumulação de poderes como é o caso dos juízes que se igualam a funcionários públicos quando não o são.

Se toda a gente, ainda que de uma forma desigual, vai ter diminuição de rendimentos porque os senhores magistrados o não deveriam ter?

Seriam para rir se o caso não fosse tão sério as afirmações do presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses ASJP ) disse que a penalização que esta classe vai sofrer com os anunciados cortes orçamentais é a «factura» pelo seu trabalho em processos como o «Face Oculta» e «outros anteriores».

«Estamos a pagar a factura de ter incomodado, nas investigações e no trabalho jurisdicional que fazemos, os boys do Partido Socialista. Estamos a pagar a factura do processo Face Oculta e de outros processos anteriores», disse António Martins em entrevista à Agência Lusa.

O juiz considerou que «existem 450 mil cidadãos, entre os quais os juízes, que são vítimas de um roubo», numa referência aos anunciados cortes de salários.

... tadinhos !


De Zé T. a 18 de Outubro de 2010 às 10:36
DD tem alguma razão em assinalar que o OE é uma previsão de receitas e despesas e que a política é uma mistura de economia e de sociologia....
mas não é só isso !

convém não esquecer que em tudo isso há ESCOLHAS (as de agora e as de governos anteriores, deste partido e de outros) e estas NÃO são NEUTRAS... existem causas razões e objectivos (declarados ou escondidos)...

e umas ESCOLHAS são melhores (ou piores depende da perspectiva/interesse em causa) que outras para a maioria da população ou para determinados sectores/subsectores (classes, grupos etários, grupos profissionais, regiões, ...)

Assim, mesmo que se concorde com determinados 'cortes' ou racionalidades político-sociais-económicas muitos portugueses expressam que discordam do que foi feito, como foi feito, e do que se pretende fazer e como fazer....

quanto aos ''cortes''' a determinados grupos/sectores isso requer uma análise mais aprofundada, mas devem ter-se sempre presentes e cumulativamente alguns princípios:

1º universalidade e transparência de aplicação de medidas e leis (simples, entendíveis, eficientes, sem lacunas nem sobreposições nem excepções);

2º os 'grandes e poderosos' que dêm o exemplo e assumam as suas responsabilidades/custos pela governação e economia passada-recente e presente (políticos, ex-políticos, bancos, grandes empresas, empresários, administradores, ... partidos, fundações, 'off-shores', ...);

3º só a existência (e medidas que favoreçam) uma grande classe média e a abolição da miséria e da obscena riqueza é que pode elevar a qualidade de vida da sociedade e consolidar os laços de identidade e solidariedade da nação portuguesa e europeia.

4º...


De DD a 18 de Outubro de 2010 às 18:37
Claro que há escolhas como as de Ceasescu na Roménia que praticou uma eutanásia geral dos velhos nos hospitais com ausência de tratamento e mesmo ações destinadas a reduzir a vida dos idosos.
Os alemães recuperaram muito bem após a guerra porque praticaram várias eutanásias. Todos os soldados que deveriam ser amputados ou estavam muito feridos recebiam um injeção letal. Os médicos nazis só tratavam os soldados que pudessem voltar a servir em combate ou em serviços administrativos.
Os idosos recebiam nos cartões de racionamento uma quantidade tão pequena de alimentos que morriam de fome. O mesmo fez Estaline na URSS em que mais de 25 milhões de idosos morreram por deficiente nutrição. Os alemães liquidaram milhões de soldados feridos e todos os doentes crónicos dos hospitais como tuberculosos, cancerosos e muitos outros. Daí que o Estado pouco ou nada tinha a pagar até porque as viúvas de guerra não receberam indemnizações nem os pais que perderam os filhos. Assim, é possível recuperar e fazer milagres.
Na China, o desenvolvimento é feito à custa de salários miseráveis e, mesmo, faltas de pagamento conjugadas com ausência de um Serviço Nacional de Saúde e de um modelo de reformas para todos menos para os funcionários do partido que foram todos quadros do Estado.
Sem Estado Social que também não existe nos EUA é possível ter uma economia próspera ou ser uma grande potência.



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