Exigências do PSD

 

            As medidas impostas pelo PSD só podem ser aceites pelo Governo se este impor imediatamente a todos os funcionários públicos o regime geral de passagem à reforma igual ao dos privados, isto é, aos 65 anos, sendo a reforma máxima com 40 anos de descontos e sujeita à média dos proventos atualizados de toda a vida sobre os quais incide uma fórmula que dá cerca de 80% dessa média revista pelos Indexantes Sociais que incluem a esperança de vida aos 65 anos de idade.

            Há que acabar com as reformas antecipadas aos 56 a 60 anos dos FP, principalmente dos médicos que muitas vezes têm de ser novamente contratados a recibos verdes ou à convenção sobre ato médico.

            Neste momento, os funcionários com trinta e cinco anos de trabalho e menos de 65 anos podem reformar-se com o ordenado por inteiro, ou seja, a média dos dois últimos anos que equivale na prática ao último ano. Trata-se aqui de uma hemorragia de meios financeiros e humanos do Estado, pois dizem que este ano terão pedido a passagem à reforma mais de 40 mil funcionários, o que representa um custo anual de uns 0,6 a 1,0 mil milhões de euros, conforme a tipologia dos funcionários a pedirem a reforma. Provavelmente teríamos um a dois anos quase sem pedidos de passagem à reforma. Mesmo assim, a economia financeira não seria igual aos citados montantes, pois muitos funcionários podem não ser substituídos.

            Para cortar nas despesas terá de ser feita uma moratória total de obras públicas, incluindo, por ventura, algumas absolutamente necessárias e, talvez, vender os submarinos à República Popular da China que está altamente interessada em conhecer a fundo a tecnologia alemã das células de combustível. Claro que desconheço se o contrato de compra tem alguma cláusula que impeça a revenda dos submarinos.

            O PSD exige que o IVA suba apenas 1% e os bens ultra-calóricos de alimentação não passem para os 22 ou 23%.

            Também quer que as deduções para saúde e educação não tenham limite e, assim, o pessoal muito rico pode colocar os seus filhos na Escola Alemã, por exemplo, onde pagam dois mil euros de propinas mensais e deduzir esse gastos muito superiores aos de qualquer ordenado de grande parte da classe média. O liceu francês e a escola inglesa de Carcavelos também se fazem cobrar com propinas astronómicas. O mesmo acontecendo com outras escolas privadas, nomeadamente da Igreja Católica.



Publicado por DD às 22:29 de 19.10.10 | link do post | comentar |

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