Ou reagimos e lutamos, ou voltamos ser servos e escravos !

GREVE  GERAL !   POIS  CLARO !

A situação económica e social exige que os portugueses se mobilizem e digam da sua justiça!
Finalmente, e perante a gravidade da situação as maiores centrais sindicais portuguesas convocaram uma greve geral conjunta para 24 de Novembro! Espero que não seja uma situação esporádica mas que esta greve signifique uma mudança séria na prática sindical.
Agora é uma questão de dinâmica, de informação e mobilização para dar consistência á revolta de muitos portugueses de várias sensibilidades políticas!
A greve geral não é nenhuma panaceia. Mas é um sinal de protesto de que não estamos contentes e que se chegou demasiado longe ao cortar salários e pensões. Sabemos que os problemas são essencialmente das políticas europeias (neoliberais) e que como tal deveriam ter uma resposta sindical europeia.

Sabemos que ou reagimos de forma séria e forte e conseguimos uma outra relação de forças na Europa ou nos próximos anos vamos perder direitos que demoraram séculos a conquistar!
Foi por sentirem esta realidade que os jovens franceses vieram para a rua com os sindicatos!
Não se fizeram esquisitos nem tiveram qualquer pudor em marchar com os das barbas brancas (os pais).
É o futuro que se joga nas cidades francesas! Os jovens são o futuro! 
     
 
Temos vindo a assistir às lutas dos franceses contra a alteração da idade de reforma.
Tal como aconteceu com as lutas dos trabalhadores gregos vamos vendo pela televisão as lutas de um país de cada vez e acontece sempre o mesmo: as lutas têm um pico e depois vão esmorecendo pouco a pouco ! 
O que era necessário? O óbvio, ou seja alargar e intensificar as lutas.

Alargar as lutas a outros países e a outros estratos da população.
Para tal seria necessária uma coordenação europeia destas acções, quer de greves sectoriais e gerais quer de manifestações ou outras acções necessárias para levar os governos à negociação.
Quem nestas circunstancias poderia coordenar estas lutas? A Confederação Europeia de Sindicatos (CES ) se esta Organização fosse efectivamente mais do que um loby sendo uma coordenadora das lutas dos trabalhadores europeus.

Assim as confederações nacionais vão fazendo as suas greves e manifestações mas sem alterar o rumo da política neoliberal das instituições da União Europeia.
Mais uma vez o nacionalismo sindical vai criar a impotência de mudar as coisas e deixar a sensação em mais trabalhadores de que não adianta muito lutar.
Desta crise que atravessa a Europa poderemos tirar muitas lições. Uma delas é, sem dúvida a de que esta confederação das confederações não cumpre a sua missão num momento tão importante em que estão a desmantelar o Estado Social (e o projecto Europeu).


Publicado por Xa2 às 00:07 de 23.10.10 | link do post | comentar |

5 comentários:
De Pela Justiça a 26 de Outubro de 2010 às 17:11
De uma faixa entre muitos milhares de manifestantes nas ruas de França, Outubro 2010:

«Quando a ordem é injusta,
a desordem é já um começo de Justiça»
-R.Rolland


De Boaventura S. Santos a 25 de Outubro de 2010 às 10:36
Os sinais mais preocupantes da atual conjuntura são os seguintes.
Primeiro, está a aumentar a desigualdade social numa sociedade que é já a mais desigual da Europa. Entre 2006 e 2009 aumentou em 38,5% o número de trabalhadores por conta de outrem abrangidos pelo salário mínimo (450 euros): são agora 804 mil, isto é, cerca de 15% da população ativa;
em 2008, um pequeno grupo de cidadãos ricos (4051 agregados fiscais) tinham um rendimento semelhante ao de um vastíssimo número de cidadãos pobres (634 836 agregados fiscais). Se é verdade que as democracias europeias valem o que valem as suas classes médias, a democracia portuguesa pode estar a cometer o suicídio.

Segundo, o Estado social, que permite corrigir em parte os efeitos sociais da desigualdade, é em Portugal muito débil e mesmo assim está sob ataque cerrado. A opinião pública portuguesa está a ser intoxicada por comentaristas políticos e económicos conservadores - dominam os media como em nenhum outro país europeu - para quem o Estado social se reduz a impostos:
os seus filhos são educados em colégios privados, têm bons seguros de saúde, sentir-se-iam em perigo de vida se tivessem que recorrer "à choldra dos hospitais públicos", não usam transportes públicos, auferem chorudos salários ou acumulam chorudas pensões.
O Estado social deve ser abatido. Com um sadismo revoltante e um monolitismo ensurdecedor, vão insultando os portugueses empobrecidos com as ladainhas liberais de que vivem acima das suas posses e que a festa acabou. Como se aspirar a uma vida digna e decente e comer três refeições mediterrânicas por dia fosse um luxo repreensível.

Terceiro, Portugal transformou-se numa pequena ilha de luxo para especuladores internacionais.
Fazem outro sentido os atuais juros da dívida soberana num país do euro e membro da UE? Onde está o princípio da coesão do projeto europeu? Para gáudio dos trauliteiros da desgraça nacional, o FMI já está cá dentro e em breve, aquando do PEC 4 ou 5, anunciará o que os governantes não querem anunciar: que este projeto europeu acabou.

Inverter este curso é difícil mas possível. Muito terá de ser feito a nível europeu e a médio prazo.
A curto prazo, os cidadãos terão de dizer basta!
Ao fascismo difuso instalado nas suas vidas, reaprendendo a defender a democracia e a solidariedade tanto nas ruas como nos parlamentos. A greve geral será tanto mais eficaz quanto mais gente vier para a rua manifestar o seu protesto. O crescimento ambientalmente sustentável, a promoção do emprego, o investimento público, a justiça fiscal, a defesa do Estado social terão de voltar ao vocabulário político através de entendimentos eficazes entre o Bloco de Esquerda, o PCP e os socialistas que apoiam convictamente o projeto alternativo de Manuel Alegre.


De DD a 25 de Outubro de 2010 às 00:17
porra! Esta m@rda foi tomada pelos Comunas!


De Os malandros dos Comunas!!! a 25 de Outubro de 2010 às 10:28
DD tem toda , e mais alguma, razão. Faz lembrar aquele ministro que afirmou "trabalhar 24 horas por dia e as vezes também à noite".

Quem tomou conta "desta medra " não foram os banqueiros e especuladores financeiros foram os comunas. Temos andados todos enganados à que virar as espingardas para outro lado.

Temos de atacar os gajos que andaram a pressionar o governo para dar cabo das poupanças internas quando o dinheiro lá fora andava ao preço da uva mijona e que cá dentro ofereceram tudo e mais alguma coisa a pagar mais tarde (com elevadas taxas de juro, claro)...Os cabrões dos comunas hei ? já viram? quem havia de dizer!

Valham-nos DDs sempre atentos a coisas que mais ninguém consegue ver!


De bandarilhas a 26 de Outubro de 2010 às 13:55
é um pouco diferente, DD:
O Partido SOCIALISTA e a Comunidade Portuguesa(seus valores, o património e o erário público) é que foram tomados, assaltados, defrudados, enganados, ... pelos m@rdas (dos xuxas e seus obscenos súcias banqueiros e administradores) !!

razão tinha o outro: « é metê-los na praça de Touros ...»


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