5 comentários:
De Pela Justiça a 26 de Outubro de 2010 às 17:11
De uma faixa entre muitos milhares de manifestantes nas ruas de França, Outubro 2010:

«Quando a ordem é injusta,
a desordem é já um começo de Justiça»
-R.Rolland


De Boaventura S. Santos a 25 de Outubro de 2010 às 10:36
Os sinais mais preocupantes da atual conjuntura são os seguintes.
Primeiro, está a aumentar a desigualdade social numa sociedade que é já a mais desigual da Europa. Entre 2006 e 2009 aumentou em 38,5% o número de trabalhadores por conta de outrem abrangidos pelo salário mínimo (450 euros): são agora 804 mil, isto é, cerca de 15% da população ativa;
em 2008, um pequeno grupo de cidadãos ricos (4051 agregados fiscais) tinham um rendimento semelhante ao de um vastíssimo número de cidadãos pobres (634 836 agregados fiscais). Se é verdade que as democracias europeias valem o que valem as suas classes médias, a democracia portuguesa pode estar a cometer o suicídio.

Segundo, o Estado social, que permite corrigir em parte os efeitos sociais da desigualdade, é em Portugal muito débil e mesmo assim está sob ataque cerrado. A opinião pública portuguesa está a ser intoxicada por comentaristas políticos e económicos conservadores - dominam os media como em nenhum outro país europeu - para quem o Estado social se reduz a impostos:
os seus filhos são educados em colégios privados, têm bons seguros de saúde, sentir-se-iam em perigo de vida se tivessem que recorrer "à choldra dos hospitais públicos", não usam transportes públicos, auferem chorudos salários ou acumulam chorudas pensões.
O Estado social deve ser abatido. Com um sadismo revoltante e um monolitismo ensurdecedor, vão insultando os portugueses empobrecidos com as ladainhas liberais de que vivem acima das suas posses e que a festa acabou. Como se aspirar a uma vida digna e decente e comer três refeições mediterrânicas por dia fosse um luxo repreensível.

Terceiro, Portugal transformou-se numa pequena ilha de luxo para especuladores internacionais.
Fazem outro sentido os atuais juros da dívida soberana num país do euro e membro da UE? Onde está o princípio da coesão do projeto europeu? Para gáudio dos trauliteiros da desgraça nacional, o FMI já está cá dentro e em breve, aquando do PEC 4 ou 5, anunciará o que os governantes não querem anunciar: que este projeto europeu acabou.

Inverter este curso é difícil mas possível. Muito terá de ser feito a nível europeu e a médio prazo.
A curto prazo, os cidadãos terão de dizer basta!
Ao fascismo difuso instalado nas suas vidas, reaprendendo a defender a democracia e a solidariedade tanto nas ruas como nos parlamentos. A greve geral será tanto mais eficaz quanto mais gente vier para a rua manifestar o seu protesto. O crescimento ambientalmente sustentável, a promoção do emprego, o investimento público, a justiça fiscal, a defesa do Estado social terão de voltar ao vocabulário político através de entendimentos eficazes entre o Bloco de Esquerda, o PCP e os socialistas que apoiam convictamente o projeto alternativo de Manuel Alegre.


De DD a 25 de Outubro de 2010 às 00:17
porra! Esta m@rda foi tomada pelos Comunas!


De Os malandros dos Comunas!!! a 25 de Outubro de 2010 às 10:28
DD tem toda , e mais alguma, razão. Faz lembrar aquele ministro que afirmou "trabalhar 24 horas por dia e as vezes também à noite".

Quem tomou conta "desta medra " não foram os banqueiros e especuladores financeiros foram os comunas. Temos andados todos enganados à que virar as espingardas para outro lado.

Temos de atacar os gajos que andaram a pressionar o governo para dar cabo das poupanças internas quando o dinheiro lá fora andava ao preço da uva mijona e que cá dentro ofereceram tudo e mais alguma coisa a pagar mais tarde (com elevadas taxas de juro, claro)...Os cabrões dos comunas hei ? já viram? quem havia de dizer!

Valham-nos DDs sempre atentos a coisas que mais ninguém consegue ver!


De bandarilhas a 26 de Outubro de 2010 às 13:55
é um pouco diferente, DD:
O Partido SOCIALISTA e a Comunidade Portuguesa(seus valores, o património e o erário público) é que foram tomados, assaltados, defrudados, enganados, ... pelos m@rdas (dos xuxas e seus obscenos súcias banqueiros e administradores) !!

razão tinha o outro: « é metê-los na praça de Touros ...»


Comentar post