8 comentários:
De Izanagi a 27 de Outubro de 2010 às 18:34
Este percurso de ciclovia foi pago pela ANA (EP), ainda que a CML posteriormente o venha a apresentar como obra sua. Mas já não foi gratuita para o cidadão, a pista que vai de Telheiras ao Campo Grande, e que provavelmente deve ter tido um custo idêntico por KM, cujo custo foi suportado pelos residentes através de taxas e impostos, e que passado pouco mais de 3 ou 4 meses, já tinha parte do piso invadido por erva, rebentando esta com o piso.
Tirei fotografias do facto e escrevi à CML juntando as mesmas, alertando-a para que contactasse a empresa que efectuou a obra, no sentido de a responsabilizar ainda no período de garantia da mesma. Até hoje.
Um exemplo flagrante da "proximidade com o cidadão" por parte do poder local.


De Câmara no sacanço aos Lisboetas !! a 27 de Outubro de 2010 às 16:46
JÁ ME ESTÃO A IR AO BOLSO
(-por Manuel Falcão, Metro, 26.10.2010)

Aqui há cerca de um ano os eleitores de Lisboa foram
a votos e António Costa foi o vencedor, por reduzida
margem, aliás. Fez uma campanha essencialmente
pró-governamental:
por exemplo defendia que a terceira ponte tivesse utilização automóvel, trazendo mais carros para a cidade;
defendia que o aeroporto saísse da Portela;
defendia o contrato do novo terminal de contentores de Alcântara.

Nenhuma destas medidas era favorável para a cidade, todas pioravam a qualidade de vida dos seus habitantes.

No geral, António Costa associou-se, na sua campanha, aos projectos de grandes obras públicas, e à transformação da cidade. O maior sinal desta transformação, nestes seus anos à frente da Câmara, está plantado no feio deserto em que o Terreiro do Paço foi transformado e
no funcionamento da EMEL (abusivo e lesivo dos habitantes da cidade) e ineficaz nos resultados alcançados – quem não se lembra da
promessa do fim do estacionamento em dupla fila, já lá vão quase três anos?
António Costa prometeu muito durante a sua campanha eleitoral, mas tem cumprido muito pouco do que tem prometido.

Curiosamente, uma coisa que ele não prometeu, mas que foi rápido a fazer, foi ir ainda mais ao bolso dos lisboetas.
Na semana passada os moradores de Lisboa começaram a receber nas facturas de gás a cobrança de uma taxa de ocupação de subsolo.
Quer dizer, a Câmara resolveu cobrar a utilização do subsolo pela empresa que faz a distribuição do gás. Os consumidores já pagam o serviço que recebem – mas agora têm também de pagar à Câmara para
poderem ter gás canalizado em casa.

Quem vive em Lisboa, quem aqui paga IRS, eventualmente IMI e IMT, quem paga as taxas de instalação e revisão do gás (com os abusos que se conhecem…), a taxa de Resíduos Sólidos, quem paga a própria factura do fornecimento, tem agora que pagar mais uma taxa.

Aqui está o que é a governação de António Costa – ir-nos ao bolso logo que arranja pretexto.
Assim se promove o repovoamento de Lisboa.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 27 de Outubro de 2010 às 10:22
Portagens para as ciclovias, já!
Na óptica deste (des)governo devem ser imputados os custos ao utilizador, portanto exijo que se portagem desde já as ciclovias, tal como sabem fazer às autoestradas e SCUTs.
Até porque à sem sombra de dúvidas alternativas pedonais a esta e a outras das inúmeras ciclovias deste (pobre?) país, existem com certeza.

Não, não quero nem sequer pensar que esta súbita vocação ciclovicista que deu aos autarcas e empresas públicas nacionais, esconde outros interesses economicistas pessoais de ou lavagem de dinheiros de todos nós, em nome da natureza (?) e de quase nenhuns contribuintes utilizadores...


De Zé T. a 27 de Outubro de 2010 às 10:55
CICLOVIAS ...
pois... eu até sou a favor de andarmos menos de automóvel na cidade e de protegermos o ambiente... porém ...

1- As vias devem ser devidamente planeadas e serem largas para permitirem trânsito rodoviário (várias faixas), paragens e estacionamentos, passeios pedonais, árvores e ajardinamentos, ...

2- Adaptar vias existentes (geralmente saturadas ou quase) para ciclovias é mais caro, é mais problemático e requer muito bom senso (para decidir «Não», «Sim» e «Como?»)... para além de fanatismos ou populismos e de eventuais 'desvios/aproveitamentos' manhosos de dinheiros públicos.

3- Há ciclovias (bem e mal feitas, simples e caras) ... e há faixas (na rodovia ou no passeio) para uso Exclusivo ou PRIORITÁRIO de bicicletas/velocípedes (em vez de separadores usam linha contínua amarela, descontínua e linha zigzag) - esta/s opção/s, usada/s em vários países europeus, é muito mais barata, rápida de concretizar, reversível, flexível, melhor aproveitada/eficiente ... racional, equilibrada e ecológica.

As opções existem... os cidadãos exercem ou não a sua cidadania e controlo sobre a Res Pública (uma questão de valores e cultura) ... os autarcas e governantes ...são os que temos/escolhemos e aquilo que permitimos !


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 27 de Outubro de 2010 às 11:11
Certo. Tudo o que diz é certo.
Mas é tudo teoria. Na prática tudo o que diz é treta.
Triste? É. Mas não deixa de ser verdade.
Os nossos governantes são os que escolhemos?
A sério? Acha mesmo que os escolhemos?
Ou são apenas uns dos que, no meio de meia dúzia, nos deram hipóteses de escolher?
Acha mesmo que qualquer um de nós pode ser livremente uma hipótese a atingir um alto cargo na nação? Eu perguntei livremente. Sem fazer pecadilhos de compromissos de percurso? Sem se conspurcar? Sem ser o 'pior' dos 'piores'? Ou acha que tem alguma chance se tiver um pensamento político e um objectivo para o pais? Sem fazer os fretes e entrar nos jogos dos corredores para o poder?
Acha mesmo que isso da Res Publica funciona na prática? Em que mundo o amigo vive?


De Zé T. a 27 de Outubro de 2010 às 12:33
Dúvidas sobre Cidadania e Política

1- Acha mesmo que escolhemos (os nossos governantes)? Ou são apenas uns dos que, no meio de meia dúzia, nos deram hipóteses de escolher?

R:1- Sim, acho que fomos NÓS que os 'escolhemos'... mesmo que eu ou você não tenha votado ou tenha votado noutros candidatos/partidos, pois em política democrática (...) funciona a regra da maioria (mesmo que relativa), i.e. fomos NÓS (os que têm capacidade eleitoral) que os escolhemos (pela negativa ou pela afirmativa).

Numa análise simplista, concordo que as ''Hipóteses de Escolha são limitadas'' ou condicionadas, demasiado...
Mas a análise também tem de passar por: ''...que nos deram... '' . E aqui não temos desculpa. Tendo nós o estatuto (direito e deveres) de cidadãos eleitores e elegíveis não é aceitável esperar que os outros (partidos, candidatos, militantes, cidadãos, vizinhos, ...) nos venham dar ou fazer por nós próprios.
Se queremos algo diferente... temos de ser nós próprios a fazê-lo, a juntarmo-nos a outros, a apresentar candidaturas e propostas, a denunciar o que está mal, protestar e exigir mudanças !

2- Acha mesmo que qualquer um de nós pode ter livremente uma hipótese de atingir um alto cargo na nação? Sem fazer os fretes e entrar nos jogos dos corredores para o poder?

R:2- Qualquer um, realmente, Não.
Embora todos sejamos cidadãos, de facto somos diferentes e não temos iguais competências, recursos, possibilidade de acesso e vontades.
...''sem fazer os fretes ou entrar nos jogos de poder'' as probabilidades são próximas de Zero.
Mas acredito que bastantes podem chegar ao poder político mais elevado sem cometer crimes ... nem graves atropelos à Justiça.

3- Acha mesmo que isso da Res Publica funciona na prática? Em que mundo o amigo vive?

R:3- Sim, acho que a RES PÚBLICA existe mas funciona com deficiências ... há que melhorá-la, sempre... e também acho que muitos se aproveitam da ''coisa pública'', usando 'esquemas' e meios eticamente reprováveis, seja como forma de sobrevivência ou como forma de obter mais recursos (e poder), mesmo 'pisando'/'pilhando' o que é da comunidade (ou de outros mais fracos ou descuidados) mas não está suficientemente salvaguardado.

Eu / nós vivemos num MUNDO imperfeito e dinâmico, com 'estados, regiões e nichos' muito diversos, uns mais ricos/pobres do que outros e melhor ou pior geridos ... seja por 'ditaduras', 'democracias', 'ditamoles', 'oligarquias', 'monarquias', 'autarcias', ... ou por 'carteis', 'monopolistas', 'banqueiros', 'gangsters', 'feiticeiros', 'clérigos', ... e seja em paz ou em guerra, à força bruta, à força de votos de discursos ou de dinheiro.
Mas este é o Nosso Mundo e não temos outro... logo, se não gostamos de algo... há que tentar mudá-lo para melhor, enquanto cá estamos.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 27 de Outubro de 2010 às 13:59
Continuo a percebê-lo, no sentido e conteúdo, dos seus comentários...
Mas entendo também que temos uma forma de olhar para a vida política nacional completamente diferente. Não é oposta. É simplesmente diferente.
O amigo mostra ser sério, competente, instruído e organizado no seu pensamento. E formatado. Pensava que não havia um mas? É este: formatado.
Deve ser funcionário público. Isto é um elogio. Estou a referir-me ao que para mim deviam ser as qualidades e características que um funcionário público devia ter e que hoje só excepcionalmente se encontra.
O amigo está formatado para servir os outros e acredita no sistema que serve.
Eu, ao contrário de si neste aspecto, não acredito no sistema.
E é esta pequena grande diferença que nos separa.
Claro que acredito que é possível mudar a sociedade para melhor.
Só que já não acredito que seja pela participação nas regras da própria sociedade. Nem acredito que ela se auto-regenere.
Portanto e se me permite vou continuar a publicar aqui os meus desencantos e alertas para o que e quem me parece mal.
E vou fazê-lo à minha maneira. Pelos excessos, pela contra-revolução no pensamento e pelo confronto ao pensamento instituído. Irei continuar a ler os seus óptimos e equilibrados comentários e e puder ir reflectindo no que eu disser pode ser que no futuro eu possa ser mais normal e o amigo menos formatado.
Pode ser que ganhemos ambos. Quem sabe?
Agora que esta sociedade dita democrática actual está uma trampa, lá isso está. E que é preciso mudar, fazermos alguma coisa... Lá isso é!


De Zé T. a 27 de Outubro de 2010 às 15:28
Ambos somos Zés... embora diferentes (e ainda bem!).

Também gosto dos seus comentários (embora nem sempre esteja de acordo com tudo) e concordo que é difícil aguentar viver/ ser português 'normal' neste país(viver decentemente sem ter nascido em berço d'ouro, sem ser 'apoiado' por 'padrinhos' ou por 'gangs/lóbis' de diversas tonalidades...).

Quanto ao 'formatado' ... em parte tem razão, mas se tal não fosse (desde criança que nos 'socializam'/ 'institucionalizam', conforme bem chamam os franceses aos educadores/ professores do JI/1ºciclo), o que sería ?
... alienado mental, marginal na sociedade ou revoltado contra a sociedade.... se não tivesse assumido responsabilidades familiares ...
olhe (para manter a sanidade)...
ou emigrava (voltando a repetir a sina de meus familiares e de milhões de lusos, ao longo de séculos)ou selecionava certos alvos...


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