Greve geral a crescer

Da mentira ao oportunismo da (des)informação

Escreve o “Avante” na sua edição N.º 1925 de 21.Outubro “A apresentação do Orçamento do Estado e a insistência patronal no ataque aos salários vêm acentuar a necessidade da greve geral, cujo sucesso está a ser preparado com os trabalhadores.

 

Nas oficinas da Pontinha do Metropolitano de Lisboa teve lugar anteontem, de manhã, um plenário que contou com «a maior participação de sempre», reunindo mais de 500 trabalhadores dos cerca de 1600 que integram a empresa - como salientou ao Avante! o coordenador da CT. Paulo Alves realçou que, com o chamado «PEC III», o Governo determina que deixa de haver negociação colectiva na empresa. Além das perdas comuns a todos os trabalhadores, o pessoal do Metro teria, em 2011, uma redução salarial «na ordem dos seis por cento, para todos que ganhem menos de 1500 euros brutos por mês, e entre 9,5 e 16 por cento, para todos os outros», refere-se na moção aprovada por unanimidade e aclamação. Nesta afirma-se o compromisso de «engrossar a luta marcada para 24 de Novembro» e que tem o apoio de todos os sindicatos com representação na empresa. ”

...

Embora significativamente participado, ninguém pode afirmar que tenham ali estado “mais de 500 trabalhadores”, nem os que lá estiveram autorizaram a que lhes fossem tiradas fotografias, muito menos que elas pudessem ser publicadas no Avante. Um abuso, um oportunista aproveitamento partidário que os trabalhadores não admitem, certamente.



Publicado por Zurc às 00:14 de 27.10.10 | link do post | comentar |

4 comentários:
De 1º os responsáveis/ alvos maiores... a 27 de Outubro de 2010 às 16:09

«Quando a ordem é injusta,
a desordem é já um começo de Justiça»
-R.Rolland

chega de 'paninhos quentes' e de não-transparência (porque todos têm 'telhados de vidro'... e muitas culpas no cartório, mesmo que a Justiça não lhes toque...)

a ver se os banqueiros também pagam alguma coisa, já que foram eles os grandes causadores da crise...

e também os presidentes/ administradores/ gestores das grandes empresas, sociedades de advogados, ordens e confederações/uniões ...

e os deputados, PR, ministros, sec.estado, autarcas, militares, juízes, diplomatas, professores universitários, inspectores, directores, ...
...


De Demasiados palhaços e 'pão e circo' a 27 de Outubro de 2010 às 15:53
O palhaço

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada.
O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem. O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso.
O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto.
O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços.
O palhaço coloca notícias nos jornais.
O palhaço torna-nos descrentes.
Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si.
O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico, seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo.
Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa.
O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros, vociferando insultos.
O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.
O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também.
O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem.
O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres.
O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada. Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar, como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria.
E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais, saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar. E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha.

O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político.
Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar.
A escolha é simples. Ou nós, ou o/s palhaço/s.

- por Mário Crespo.

---- notas:
1- este 'palhaço', embora seja personagem importante da nossa sobredose de ''pão e circo'', não trabalha no ''Cirque du Soleil'' nem sequer em qualquer outro honroso (e pobre) estabelecimento temporário.
2- não sei se para M.Crespo é aceitável, como escolha para solucionar a 'palhaçada', a sugestão de os ''meter a todos na praça de touros do C.Pequeno''.


De Eu, desta vez, não farei a 27 de Outubro de 2010 às 09:08
Os sindicalistas e os comunas que mobilizem, agora, para as greves aqueles trabalhadores que até há 2 anos se pré-reformaram, reformaram com 55 anos e, no caso das empresas publicas, até recebiam um envelope com o chamado "incentivo" à reforma antecipada.

Esses sindicalistas nunca tiveram qualquer atitude de desincentivo , muito pelo contrario, a tais politicas de descapitalização da Segurança Social e das respectivas empresas do Estado. Agora aí está o resultado de tais politicas.

São, também , responsáveis, por tais desvarios, o então primeiro ministro Cavaco Silva e os que se lhe seguiram Guterres e Sócrates , esses que façam greve, para bem de todos nós. Eu, desta vez não farei.

Se pretendiam criar condições para os jovens entrarem no mercado de trabalho deveriam ter assumido uma politica de diminuição gradual e progressiva da idade da reforma, em vez disso promoveram uma politica de zig-zag que ora beneficia ora prejudica e falam tanto de igualdade!


De Eu farei GREVE ! a 27 de Outubro de 2010 às 09:58
Pois eu (mais muitos amigos e familiares, vizinhos e colegas) farei GREVE , por tudo isso e como PROTESTO por muito mais ...

Estou farto de ser gozado e burlado !
Estou farto de ser roubado em impostos e taxas (nacionais e municipais), juros e comissóes, aumentos de preços e margens de lucros !

Estou farto de ser 'palhaço' como cidadão, como militante partidário, como contribuinte, como trabalhador !

Estou farto de ser enganado por políticos de meia tijela, uns atrás dos outros, dando-lhes 'cartas em branco' e aceitando mais e mais ''um esforço nacional'';

Estou farto de políticos ''vendáveis'/'vendidos'/vendeiros'' que legislam mal, executam pessimamente e se 'abotoam'/deixam os seus familiares e sócios 'sacarem' (o património, o Estado, o erário público, o dinheiro dos contribuintes/ trabalhadores por conta de outrem) descaradamente !


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