Assim ... Basta !

Greve geral -SIM

Greve Geral

 

Quando João Proença disse, aqui há uns dias, que a UGT iria estar em sintonia com a CGTP para concretizarem a greve-geral de 24 de Novembro, acrescentou que também entendia ser inevitável aprovar o OE que tinha sido entregue na AR.
De imediato ouviram-se críticas que apontavam contradição nas posições assumidas e ouviram-se as gargalhadas provindas dos fazedores de espuma.
No entanto não há qualquer contradição. Tal como Proença, também compreendi desde o início a necessidade de ver aprovado este Orçamento, mas não prescindo de aderir à greve-geral.
São duas questões a serem tratadas em separado:
Uma (a questão de aprovação do OE) destina-se a tentar evitar o mal maior;
A outra (a da greve-geral) destina-se a dar o sinal de que foi atingido o limite da tolerância e que deixou de haver margem para continuar o rega-bofe.

É importante que os políticos que nos governam e os especuladores nacionais e internacionais que nos estrangulam entendam que chegou o momento em que a nossa compreensão para as actuais medidas não é um sinal de aceitação dos erros continuados que nos conduziram até aqui. É inevitável fazê-los entender que não estamos na disposição de continuar a admitir novos pedidos de austeridade para tapar os buracos de uns e os roubos de outros.
Isto serve para todos os que têm responsabilidades começando pelo Governo, passando pela Assembleia da República e pela oposição e terminando no Presidente da República.

Quanto aos especuladores há que dar o sinal de que também eles estão no limite.
Impingem condições e chantageiam-nos com ameaças de corte de crédito fazendo-nos crer que o crédito que nos atribuem é uma dádiva e não o negócio de agiotagem que justifica a sua existência.
 
LNT, a barbearia do sr.Luis, 4.11.2010


Publicado por Xa2 às 00:38 de 23.11.10 | link do post | comentar |

15 comentários:
De Ou sim ou sopas a 23 de Novembro de 2010 às 17:14
(-por Daniel Oliveira, http://arrastao.org/ 23.11.2010 )

GREVE GERAL

Se um ministro fala demais os mercados ficam histéricos. Se se cala ficam ansiosos. Se os eleitores, na sua livre escolha, elegem um governo que resolva defender os direitos dos cidadãos, ficam revoltados. Se um governo decide que os especuladores vão pagar impostos, ficam aborrecidos. Os mercados, sempre hipertensos, transformaram-se num excelente álibi para todos os abusos e todas as injustiças.

E como aceitamos que o poder absoluto dessa entidade semi-religiosa e castigadora, estamos a transformar as nossas democracias numa bolsa de valores, onde os jogadores ocuparam o lugar dos cidadãos. Não, já não aceitamos apenas a economia de mercado. Vivemos numa sociedade de mercado, dominada por uma cultura de mercado e regulada por uma democracia de mercado.

Só que, lamentavelmente para os que acreditam que o homem nada pode quando o Deus Mercado acorda mal disposto, ainda é quem produz que faz o mundo rodar.

Amanhã, os que produzem vão recordar ao poder político que também existem. Que também ficam histéricos, ansiosos, revoltados e aborrecidos. Por um dia, mostrarão ao poder político e económico que também querem contar naquilo a que ainda chamamos, por facilidade, de democracia. Para muitos, fazer greve será uma decisão difícil, que pode pôr em perigo o seu emprego ou a promoção esperada. Para outros, um acto que pode parecer inútil. Mas de nada servirão os resmungos quotidianos contra os políticos que tão mal nos têm governado se não formos coerentes. Amanhã veremos se os portugueses falam a sério quando dizem que estão fartos de pagar as crises que não provocaram. Ou sim, ou sopas.

(nota:
'Mercados' mais precisamente 'Mercados de Capitais', mais preciso ainda 'Capitalistas e Especuladores', ...)


De PCP e Cª no seu melhor a 23 de Novembro de 2010 às 16:20
Entre Sindicalistas e autarcas eis o PCP no seu melhor.
Um partido que em Portugal nunca foi a eleições e é dos que mais explora os trabalhadores, começando pelos seus próprios militantes a quem obriga entregar parte dos seus ordenados ao partido, domina as forças vivas deste apascentado povo.
A cada esquina o apelo não passa despercebido. Por todo o país há milhares de faixas, cartazes e panfletos que anunciam o protesto. Só a CGTP tem mais de 20 mil delegados sindicais na rua, a que se juntam mais mil da UGT. Um apelo conjunto e em força, com a crise a limitar o investimento das centrais sindicais. Houve contenção nos gastos, mas há esperança em grandes conquistas.
Bastam os delegados sindicais para ser uma grande mobilização, mas, há sempre um mas, muitos deles justificam a ausência ao emprego com justificação de trabalho ao serviço do sindicato...e é pago.


De LNT a 23 de Novembro de 2010 às 16:02
NÓS NÃO TEMOS MEDO

«Não pode impunemente mentir-se ao povo português»
Mário Soares–Comício da Fonte Luminosa-Lisboa 1975

Tanto o título como a primeira frase deste texto foram proferidos por Mário Soares quando, todos nós com ele, com Salgado Zenha, com Tito de Morais, com Mário Sottomayor Cardia, com Marcelo Curto, com Lopes Cardoso, com Luís Filipe Madeira, com Manuel Alegre e com muitos outros, em 1975,
precisámos de ir à rua dizer que não cedíamos perante as AMEAÇAS e perante os MEDOS com que nos queriam fazer MANSOS.

Voltamos a tempos em que o pairar de ameaças permanentes nos TENTA CONDICIONAR.

Voltamos a afirmar, tão alto como outrora, que nós não temos medo.

Temos a nossa ideia, temos a nossa paixão pela liberdade e pela democracia, não achamos que sacrificar e submeter seja bem-governar e
consideramos que um Governo eleito é corajoso quando cria BEM-ESTAR SOCIAL e não quando esmifra.

Como não nos ouvem em recinto fechado, chegou a altura de o DIZER na RUA.
Se não conseguirem entender o que faz com que as duas centrais sindicais portuguesas conjuguem as vozes, percebam pelo menos que uma greve geral não é a tagarelice dos círculos fechados e dos gabinetes e compreendam,
não só os poderes eleitos mas também os SENHORES da FINANÇA e os especuladores que, tal como em 1975, nós continuamos a não ter medo.

Amanhã em greve, com a GREVE GERAL, obviamente.

LNT , [0.425/2010]


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 23 de Novembro de 2010 às 15:41
"Estou aqui para falar exclusivamente sobre esta escola".


De Não tenho culpa dos teus sonhos a 23 de Novembro de 2010 às 15:40
«...todos nós ou aprendemos ou constatamos que vencer hoje na vida é ser um assumido e descarado aldrabão, sem palavra nem honra...»
Por MJCarvalho, Vida Económica de 19/11/2010.


De Greve não a 23 de Novembro de 2010 às 11:56
Há razões mais que suficientes para que os trabalhadores e a população em geral fazer protestos. Será que há? não haverão culpas próprias de uns e de outros na situação a que isto chegou ? Muito se clama por "nova politica" por "outra politica" sem que digam que nova ou que outra poderia ser.
Os sindicatos, no dia 25, não sabem que fazer nem que propostas de futuro apresentar. Andam a trabalhar freneticamente para o dia 24, não sabem o que fazer no dia seguinte.
Ninguem faz debate sério sobre que tipo de sociedade queremos para futuro. Esta é a questão de fundo e que não se vê debatida.
Alguem inicie o debate sobre que sociedade pretendemos construir, diferente desta em que vivemos.
Todos são contra os patrões, contudo ninguem organiza os desempregados, nem eles proprios, para que haja autosuficiencia e independencia dos patrões, porquê?
Toda a gente diz cobras e lagartos conta este mafioso sistema capitalista, em vez de se clamar tanto contra tal sistema não seria mais inteligente tentar substituilo?
Faz-me lembrar aquala maxima, tantas vezes apreguada e certamente amanhã repetida "proletraios de todo o mundo univos" o capital sem ,fazer barulho nem alerido, é que se foi unindo cada vez mais, enquanto os trabalhadores o vão apreguando. Simplesmente!
Eu não faço greve pela razão simples que tudo ficará igual depois dela...


De Zé T. a 23 de Novembro de 2010 às 11:17

Pelo que se pode concluir... que os governos/parlamentos governaram mal, ...

1- endividando-se demasiado ... com luxos e mordomias para os seus dirigentes e administradores de topo ... com manipulações contabilisticas/ orçamentais (e desorçamentações), com excessivos 'outsourcing' , com contratos para empresas 'amigas' que lhes dão 'luvões' e futuros 'tachões', ... com pareceres e estudos encomendados 'à medida', com má-gestão e dolo de incompetentes paraquedistas boys e nepotistas, ...

2- permitindo aberrante fosso de rendimentos (obscenos), e de despedimentos apenas por questões economicistas... a promoção da 'obscenidade económico-social' e a perda de valores éticos e de cidadania...

3- deixando destruir a sua economia produtiva (agricultura, pescas, indústria, artesanato, ...) e aceitando passivamente as 'deslocalizações' fabris sem exigir contrapartidas pelos estragos causados e subsidios e isenções recebidas (aquando da sua implantação e funcionamento no país), ...

4- não impondo barreiras às importações de países com 'dumping' social (quase escravatura) e ambiental (poluição)...,

5- não regulando/ controlando os bancos e seus 'produtos', comissões juros e spreads ...

6- não taxando devidamente as operações bolsistas / especulativas e as transferências para offshores ...

7- não forçando/impondo uma política comum (europeia e internacional´, começando com uma aliança dos países periféricos europeus mais afectados pela crise GIPSI ), com um orçamento comum da UE e meios associados para estabilizar e crescer a economia da U.Europeia;
que diminuísse hipóteses de surgimento de 'Madoff's, e das manipuladoras agências de rating ao serviço de abutres e usurários,
e acabassem (ou limitassem muito a acção d) os paraísos fiscais/'offshores' (concertada e gradualmente acabando com estes 'ninhos' de piratas, criminosos, fugitivos aos impostos e lavadores de dinheiro de: droga armas corrupção prostituição ...),...
...

e então ... faz-se o quê ?


De ... a 23 de Novembro de 2010 às 11:14
24 de Novembro - Dia de Greve Geral

Depois de amanhã o País vai parar. Uma greve convocada pelas duas centrais sindicais CGTP e UGT, com sucesso garantido.

Há todas as razões para se concordar com esta greve geral.

O país encontra-se perante a crise mais grave da história recente e um conjunto de medidas de austeridade gravosas para a população em geral foram lançadas pelo governo com a pretensão de atacar a crise.

Há, porém, a sensação e a certeza de que os seus efeitos são desigualmente distribuídos. E a greve tem sobretudo sucesso na base deste sentimento.

Fica sempre pendente a questão: E depois desta greve o quê? Ou seja que resultados positivos para a população portuguesa?

Será que pelo menos fica pendente a ideia de que urge encontrar um novo modelo económico que reduza menos a exploração de quem trabalha ou trabalhou?

Mas que contributos trouxe a greve ou a preparação dela para esse novo modelo?.

Será o corte de salários que o senhor Monks, o presidente dos sindicalistas europeus, admite compensado com subsídio de desemprego e formação, o caminho?

No meu entender por aí não se irá longe. A grande exploração continuará, apesar de já ouvir vozes a proclamar que estamos perante uma inovação no mundo laboral.

Deve partir-se do que mudou no Mundo, na Europa e em Portugal nos últimos decénios para sobre essas mudanças estruturar um novo modelo de desenvolvimento sócio-económico.


# posted by Joao Abel de Freitas, http://puxapalavra.blogspot.com/ 22.11.2010


De Alltuga : GREVE GERAL, 24 Nov.2010 a 23 de Novembro de 2010 às 10:53
Alltuga - Eventos e promoções, EP


Deixando de parte a cor dos parafusos dos Patriots, matéria da qual o Nuno Rogeiro tem profundo conhecimento e sobre a qual poderá dissertar horas a fio, diria que as cimeiras de Lisboa correram muito bem.

Portugal é um excepcional organizador de eventos, sejam eles a feira do sexo, da NATO, ou as outras onde se ouvem os "Porreiros, pá!".

Para além disso é um excelente anfitrião. A comprová-lo ficam as palavras de agradecimento de Obama e os almoços e jantares grátis com vista panorâmica de Monsanto que tivemos o prazer de servir aos palhaços do circo internacional da desobediência civil.

Agora que está na hora de desmontar a tenda e de aguardar um pouco mais os tais meios de segurança que foram adquiridos à pala do evento para dotar as nossas polícias com meios suficientes para enquadrarem as desobediências civis portuguesas que poderão estar aí a rebentar com a entrada do ano de 2011, é tempo de balanço das nossas interioridades, que é como quem diz, do orçamento de estado rosa-alaranjado e das suas melhorias consubstanciadas na devolução do leitinho achocolatado à lista mais baratinha do IVA.

A um mês e pouco da crise que se inicia para os contribuintes com a entrada em vigor do amargo OE, é tempo de avisar os eleitos e os que, não o sendo, têm a mania que são, de que a nossa paciência está no limite e que se é verdade que o FMI vai ter de entrar pela nossa vida dentro, então mais vale que entre já do que mais tarde porque, com o aperto anunciado, já deixámos de o temer.

Ah, e deixem lá o Amado ir descansar, que ele bem merece, agora que já lhe fizeram o elogio fúnebre. Para que não se sinta só na viagem libertadora, soltem também o financeiro dos Santos antes que tenha de se desdizer mais uma vez.

Boa semana e na quarta-feira lá nos encontraremos na Greve Geral, tá?

LNT , [0.423/2010], http://barbearialnt.blogspot.com/ 22.11.2010


De Luta por 1 vida Melhor a 17 de Novembro de 2010 às 12:16
FERNANDO NOBRE APOIA GREVE GERAL


«Fernando Nobre declarou hoje o seu total apoio à greve geral convocada para o próximo dia 24 de Novembro.

Após o encontro com Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, o candidato presidencial disse que “estará com a Greve Geral enquanto cidadão que exerce o seu direito cívico” e afirmou que
a sua candidatura “só pode ter uma atitude de apelo às pessoas na luta por uma vida melhor.”» [Público]


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