Limpos de impostos

 

896 milhões é quanto a PT vai distribuir aos seus accionistas

a título de ‘dividendos extraordinários’, ainda este ano.

Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto do CM

 

Em linguagem corrente, a PT vai entregar uma verdadeira taluda de Natal aos seus accionistas de onde se destacam, entre outros, Ricardo Salgado e o Grupo Espírito Santo com 71,6 milhões, Nuno Vasconcelos (Ongoing) com 60,6, o Grupo Visabeira com 22,6 e o empresário Joaquim Oliveira com 20,4. Esta é apenas a primeira fatia porque há-de haver uma segunda para o ano.

Investiram e viram compensado o risco. Ainda bem para eles! O que menos se compreende é que o recebam limpinho de impostos e que o Estado, apesar dos avisos do ministro das Finanças, receba uma verdadeira ninharia. E que o recebam sem espinhas porque beneficiam hoje de uma vantagem fiscal que não vai vigorar em 2011.

Ora, o mesmo Estado que a cada trabalhador por conta de outrem arrecada todos os meses mais de 40 por cento do ordenado limita-se a sussurrar um lamento para a praça pública. Tão célere a exercer os seus poderes de confisco fiscal em sede de Orçamento do Estado, tão medroso a executar quem tem verdadeiro poder, quer sobre a economia quer sobre a política. Se tivéssemos dúvida aqui está a prova: a crise e a mão pesada do Fisco são mesmo só para quem vive do seu próprio trabalho. Para os outros, é mesmo limpinho de impostos...


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Publicado por [FV] às 19:23 de 05.11.10 | link do post | comentar |

4 comentários:
De accionistas à senhor Silva a 8 de Novembro de 2010 às 12:48
Ainda bem que eu sou accionista da PT, o meus irmãos, o meu conhado, o primo do do meu primo e este, tambem, a minha sogra, a irmã dela, o comprade do meu sogro e o compadre do meu compadre...

Lembram-se de um certo senhor , "o senhor Silva"
dizer que iriamos todos ser accionistas?


De DD a 6 de Novembro de 2010 às 20:47
A PT deve ser castigada pelos consumidores, mudando de operadores e acabando com os telefones fixos. Eu já não tenho telefone fixo em casa.
Digam à PT que há aqui uma imoralidade e ninguém se meta a utilizar a Meo ou a TMM, apesar de serem empresas nacionais, mas há um mínimo de moralidade a respeitar.
A PT é um monopólio e tem uma renda fixa derivada dos telefones fixos em que pagamos, mesmo sem fazer chamadas. Passem pois para o Skype ou VoipBuster para, pelo menos, não pagar chamadas à PT.
E resta saber quanto deve a PT aos bancos internacionais e se pagou uma parte importante da sua dívida.
Para já, abaixo a MEO. Cortem com essa gente e digam à PT que vá roubar para outros lados.
O problema português é muito este, as empresas nacionais quando podem abusam excessivamente da sua situação e muitas gente volta-se para as empresas estrangeiras. É lamentável que uma empresa como a PT não tenha sentido patriótico e do dever, ajudando o Estado e o País a resolver os seus problemas que acabam por vir um dia a ser também o seu problema.


De Izanagi a 6 de Novembro de 2010 às 16:07
Puxa... foi mesmo por um triz.. Mais um dia e o Governo conseguia duma assentada recuperar metade dos 500 milhões que ainda são um berbicacho para o Orçamento. Mas chegou atrasado um dia... foi mesmo pouco...azar...um dia só. Bem nem tudo de perdeu. Beneficiaram meia dúzia de accionistas da PT. Sorte a deles...se o Governo se tem antecipado um dia, pagavam mais de 250 milhões de impostos. Mas não chegou... e assim vai ser o Zé Povinho a pagar-- Até é bom, para não se desabituar.
P**ra!! estes gajos (governo, entenda-se) continuam a gozar com o Zé Povinho e também com os eleitores (militante ou não) que os apoiaram... Até quando?


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 6 de Novembro de 2010 às 09:20
Somos uma vergonha de País.
Perguntava aqui atrás um bloguista "Zé Povinho ou Zé Parvinho?"
"Zé Parvinho", evidentemente!
Vejam só desfacatez dum sr banqueiro "um não sei quem parasitario" vir mostrar esta semana a sua preocupação com o novo imposto sobre os lucros da banca que irá entrar em vigor no próximo ano. Diz a animália que "vai ser mais uma vez os consumidores a pagar este novo imposto, pois os bancos irão reflectir esta verba nas comissões a serviços prestados". E ninguém diz nada? Nem governantes nem governados.
Somos mesmo "Zé Parvinhos"!
É que não estamos a falar de "farinha" nem de "padeiros". Não aumentou a matéria prima para o exercício da profissão aos bancos...
A taxa a aplicar é sobre os lucros, não é sobre o que dá origem à prestação do serviço bancário!
Uma vergonha. Ou uma falta de vergonha naquela cara!
Somos mesmo uns "Zés Parvalhões"!


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