5 comentários:
De LUTAR por 1 VIDA MELHOR a 17 de Novembro de 2010 às 12:33
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A (greve-geral) destina-se a dar o sinal de que foi atingido o limite da tolerância e que deixou de haver margem para continuar o rega-bofe.

É importante que os políticos que nos governam e os especuladores nacionais e internacionais que nos estrangulam entendam que chegou o momento em que a nossa compreensão para as actuais medidas não é um sinal de aceitação dos erros continuados que nos conduziram até aqui.

É inevitável fazê-los entender que não estamos na disposição de continuar a admitir novos pedidos de austeridade para tapar os buracos de uns e os roubos de outros.

Isto serve para todos os que têm responsabilidades começando pelo Governo, passando pela Assembleia da República e pela oposição e terminando no Presidente da República.

Quanto aos especuladores há que dar o sinal de que também eles estão no limite.
Impingem condições e chantageiam-nos com ameaças de corte de crédito fazendo-nos crer que o crédito que nos atribuem é uma dádiva e não o negócio de agiotagem que justifica a sua existência.
»
LNT, a barbearia do sr.Luis, 4.11.2010

---comentário de Zé T. a 5.11.2010

Texto quase excelente...
pois discordo sobre a questão da necessidade de aprovação deste Orçamento (com suas injustiças...),

desligado de medidas coordenadas e adequadas da UE (e da aliança dos 'PIGS'/'GIPSI', sob ataque) para combater a Agiotagem dos 'mercados'/ especuladores/ banca e suas 'mandadas' agências de rating ...


De Neurose a 17 de Novembro de 2010 às 13:14
nEUROse…
Por João Rodrigues, Arrastão.org

Bom título do negócios. O trabalho de Elisabete Miranda, a partir de uma entrevista ao economista grego Yianis Varouhakis, faz o balanço da “ajuda europeia”, esse trágico eufemismo:
“Mais pobreza e uma severa recessão”.

Entretanto, podem ler um contributo deste economista grego, embora com tradução descuidada, onde se avançam propostas convergentes com o que eu já defendi no mdiplo:
trata-se de combater o desgraçado AUSTERITARISMO europeu através de REFORMAS na Zona Euro.

Já que estou a falar do euro, recomendo a leitura de um artigo, já com umas semanas, onde Vital Moreira exibe o seu ordoliberalismo, oportunamente colocado na Aba da Causa: “a provação e o teste”.
Com o desemprego a atingir 10% da força de trabalho e com a generalidade das periferias a arder, agora com destaque para a Irlanda, graças a uma austeridade permanente e aditivada pelas pressões dos especuladores, é preciso uma dose cavalar de ideologia para vir anunciar o sucesso da arquitectura institucional subjacente ao euro.
Esta desgraça conduz ao aumento da POLARIZAÇÃO SOCIAL e REGIONAL e, eventualmente, à autodestruição do euro, como sublinha o economista social-democrata Joseph Stiglitz.

O mais trágico é que as elites nacionais e europeias vão precisar de duas DÉCADAS de DECADÊNCIA económica para chegar à conclusão, se não ocorrer um COLAPSO do euro antes disso, de que este arranjo NÃO nos SERVE.

Enfim, o europeísmo feliz LIQUIDOU a social-democracia e agora liquidará, na ausência de luta social denodada, o ESTADO SOCIAL e o que resta dos DIREITOS LABORAIS, transferindo o custo social da CRISE para os TRABALHADORES e para os mais pobres.

O pensamento de Vital ou de Vitorino, dominante entre o centro-esquerda, tem RESPONSABILIDADES, à nossa escala, por este desastre.
As ideias têm consequências.


De DD a 18 de Novembro de 2010 às 00:12
O problema está sempre nas receitas das empresas. Pode uma empresa pagar 4.480 salários anuais + 23,25% de contribuição para a Segurança Social sem ter receita suficiente? Para uma média salarial de 750 euros, o custo seria de quase 4,5 milhões de euros. Será que as bagagens e mais qualquer coisa rendem assim tanto?

Aquilo deve ter sido dimensionado para o pico do verão e agora não tem movimento para tanta gente.

Uma característica de quase todos os gestores de empresas estatais e do Estado é não se preocuparem com as despesas. Acham que, por estarem ligados ao Estado, podem gastar de qualquer maneira e meter pessoal a jorros. Sim, 320 "handlers" no Aeroporto de Faro parece a toda a gente um exagero. De resto, isto é um pensamento transversal a toda a sociedade portuguesa. Ninguém pensa que o dinheiro do Estado é também o seu próprio dinheiro.



De Vencimentos muito + q. os do PR !! a 18 de Novembro de 2010 às 15:57
Ai, quando os mercados souberem...

Os vencimentos dos membros do Conselho de Administração da Fundação Cidade de Guimarães, a entidade que gere a Capital Europeia da Cultura de 2012,
vão sofrer um corte de 30 por cento, anunciou hoje o presidente da câmara de Guimarães e da comissão de rendimentos da fundação.
Muito bem.

Mas… Cristina Azevedo, presidente do Conselho de Administração, que auferia um vencimento de 14.300 euros mensais, vê essa remuneração reduzida para 10 mil euros.
Por sua vez, os dois vogais executivos, até aqui a auferir 12.500 euros cada, passam a receber 8750 euros.

Mesmo com cortes de 30 por cento, cada um destes senhores aufere um salário bastante superior ao do Presidente da República.
O seu trabalho há-de revestir-se de uma importância extrema para os interesses estratégicos do país.

O que pensarão os mercados desta aberração?
Tenho uma vã esperança que o exemplo sirva para comprovar que as relações laborais em Portugal já estão suficientemente flexibilizadas.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 21 de Novembro de 2010 às 11:04
Gostava mesmo de saber é quanto a Dª Cristina e os seus pares auferiam mensalmente antes de serem escolhidos para esta Fundação.
É para perceber melhor quanto ($) é a honra de presidir a uma capital de cultura... Saber qunto dinheiro abdicaram ter essa honraria... Percebem?
É que eu defendo que as individualidades que se escolhem para estas coisas, para além de serem isso mesmo individualidades, deveriam ter a honra de servir , neste caso a cidade de Guimarães.
Alguém sabe quem são os personagens? São individualidades comn que percurso? Em que áreas e onde? E quanto auferiam nas suas anteriores e honrosas funções?


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