CORTES CIRÚRGICOS

Daniel Bessa, como os outros economistas de todos os quadrantes, só tem falsas soluções e sempre no sentido de reduzir as receitas do Estado ou aumentar as despesas. Agora, o homem aparece com a defesa delirante do fim do IRC ou corte do mesmo imposto nas empresas de segurança social sem especificar o que são: seguradoras de saúde, fundos de pensão privados? Sim, não há empresas de saúde e pensões com o adicional do subsídio de desemprego, subsídio de doenças, maternidade, nascimento, abono de família e de funeral.” Afirma “DD” num dos seus comentários a um dos posts publicados aqui, no LUMINÁRIA.

A ser assim teremos de concluir que a maleita está em “todos os quadrantes” que nos têm desgovernado. Urge uma de duas coisas; ou matar a maleita ou sanear os quadrantes.

Por mim, como aliás venho fazendo há longos anos só que nem alguns dos que têm estado por perto, muitas vezes coniventes com os quadrantes, me seguem as ideias embora afirmem (hipocritamente?) estar de acordo, não deixarei de fazer propostas que tais economistas não têm tido a coragem de fazer:

Uma, a redução, pelo menos, 40% do número de administradores nas empresas públicas e autárquicas, naquelas que sejam comprovadamente necessárias, as outras à que dissolve-las. Essa redução deve ser feita através das “figuras” que já tenham uma reforma de nível considerável e acumulam com o desempenho de funções desnecessárias ou que deveriam sê-lo por pessoas não reformadas;

Outra, a redução das chamadas viaturas de serviço atribuídas a funcionários e os, concomitantes, cartões de abastecimento das mesmas;

Outra ainda, não menos importantes, é acabar com a entrada de “pára-quedistas” pagos a peso de ouro, para cargos inexistentes ou criados à medida. São exigíveis a existência de códigos de ética na gestão dos bens públicos, sejam eles recursos económicos ou humanos, tanto no Estado central, autarquias ou Entidades Publicas Empresariais. Esses códigos de ética e de boas práticas devem ser públicos e ter controlo obrigatório, por parte dos trabalhadores e de quem os representa, que muitas vezes, também, têm estado coniventes com o degradante estado regabofeiro que vivemos.

Porque será que um governo, pressupostamente, socialista não é capaz de por em prática tais preposições?

Se por acaso, por mero acaso, alguém souber responder a tão singela questão é mister que a dê, aqui no LUMINÁRIA. Talvez Pedro Rolo Duarte, um dos mais assíduos na blogosfera, nos ajude a encontrar respostas a esta, “delicada” pergunta.



Publicado por Zé Pessoa às 00:15 de 23.11.10 | link do post | comentar |

4 comentários:
De Cavalos a 23 de Novembro de 2010 às 11:00
De facto é o nosso mal, o mal deste país que se chama Portugal, ainda que possuidor (por enquanto) de um maravilho território e riqueza natural, só temos cavalos com carroças e moscas...


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 23 de Novembro de 2010 às 11:00
Não é por não saberem governar que se fazem tantos erros de governação.
Não é por não se saber onde poupar no estado que se gasta e estoira tanto dinheiro dos cidadãos.
Não, não é incompetência.
É outra coisa.
"Anjinhos" (para não dizer outra coisa) é o que muitos de nós somos quando continuamos a dar crédito a esta cambada de políticos e não nos revoltarmos. Pior que uma morte rápida é a morte por agonia. E é nisso que o país hoje está. Em agonia. E os culpados somos nós. Que os criámos e os deixámos tomar o poder.


De Alltuga: GREVE GERAL, 24 Nov.2010 a 23 de Novembro de 2010 às 10:58
Alltuga - Eventos e promoções,EP


Deixando de parte a cor dos parafusos dos Patriots, matéria da qual o Nuno Rogeiro tem profundo conhecimento e sobre a qual poderá dissertar horas a fio, diria que as cimeiras de Lisboa correram muito bem.

Portugal é um excepcional organizador de eventos, sejam eles a feira do sexo, da NATO, ou as outras onde se ouvem os "Porreiros, pá!".

Para além disso é um excelente anfitrião. A comprová-lo ficam as palavras de agradecimento de Obama e os almoços e jantares grátis com vista panorâmica de Monsanto que tivemos o prazer de servir aos palhaços do circo internacional da desobediência civil.

Agora que está na hora de desmontar a tenda e de aguardar um pouco mais os tais meios de segurança que foram adquiridos à pala do evento para dotar as nossas polícias com meios suficientes para enquadrarem as desobediências civis portuguesas que poderão estar aí a rebentar com a entrada do ano de 2011, é tempo de balanço das nossas interioridades, que é como quem diz, do orçamento de estado rosa-alaranjado e das suas melhorias consubstanciadas na devolução do leitinho achocolatado à lista mais baratinha do IVA.

A um mês e pouco da crise que se inicia para os contribuintes com a entrada em vigor do amargo OE, é tempo de avisar os eleitos e os que, não o sendo, têm a mania que são, de que a nossa paciência está no limite e que se é verdade que o FMI vai ter de entrar pela nossa vida dentro, então mais vale que entre já do que mais tarde porque, com o aperto anunciado, já deixámos de o temer.

Ah, e deixem lá o Amado ir descansar, que ele bem merece, agora que já lhe fizeram o elogio fúnebre. Para que não se sinta só na viagem libertadora, soltem também o financeiro dos Santos antes que tenha de se desdizer mais uma vez.

Boa semana e na quarta-feira lá nos encontraremos na Greve Geral, tá?

LNT, [0.423/2010], http://barbearialnt.blogspot.com/


De Zé T. a 23 de Novembro de 2010 às 10:08
Pelo que se pode concluir... que os governos/parlamentos governaram mal, ...

1- endividando-se demasiado ... com luxos e mordomias para os seus dirigentes e administradores de topo ... com manipulações contabilisticas/ orçamentais (e desorçamentações), com excessivos 'outsourcing' , com contratos para empresas 'amigas' que lhes dão 'luvões' e futuros 'tachões', ... com pareceres e estudos encomendados 'à medida', com má-gestão e dolo de incompetentes paraquedistas boys e nepotistas, ...

2- permitindo aberrante fosso de rendimentos (obscenos), e de despedimentos apenas por questões economicistas... a promoção da 'obscenidade económico-social' e a perda de valores éticos e de cidadania...

3- deixando destruir a sua economia produtiva (agricultura, pescas, indústria, artesanato, ...) e aceitando passivamente as 'deslocalizações' fabris sem exigir contrapartidas pelos estragos causados e subsidios e isenções recebidas (aquando da sua implantação e funcionamento no país), ...

4- não impondo barreiras às importações de países com 'dumping' social (quase escravatura) e ambiental (poluição)...,

5- não regulando/ controlando os bancos e seus 'produtos', comissões juros e spreads ...

6- não taxando devidamente as operações bolsistas / especulativas e as transferências para offshores ...

7- não forçando/impondo uma política comum (europeia e internacional´, começando com uma aliança dos países periféricos europeus mais afectados pela crise GIPSI ), com um orçamento comum da UE e meios associados para estabilizar e crescer a economia da U.Europeia;
que diminuísse hipóteses de surgimento de 'Madoff's, e das manipuladoras agências de rating ao serviço de abutres e usurários,
e acabassem (ou limitassem muito a acção d) os paraísos fiscais/'offshores' (concertada e gradualmente acabando com estes 'ninhos' de piratas, criminosos, fugitivos aos impostos e lavadores de dinheiro de: droga armas corrupção prostituição ...),...
...


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