2 comentários:
De DD a 30 de Novembro de 2010 às 18:59
É bem verdade isso e a constante divulgação do pessimismo leva até a conflitos matrimoniais. As pessoas sentem-se em crise, mesmo quando continuam a ganhar o mesmo que ganhavam há meses atrás e, como tal, aumentam os diferendos familiares.


De Governo FMI = bloco central+ oligarcas a 30 de Novembro de 2010 às 09:53
Saídas da crise?

“É mais que tempo de tirar a conclusão óbvia:
a política de saída da crise por via da rápida contracção dos défices públicos imposta à UE pelo Partido Popular Europeu fracassou redondamente, dado que não só não conseguiu potenciar o crescimento e a redução do desemprego, como tampouco permitiu travar o endividamento dos estados, das empresas e dos particulares.” João Pinto e Castro não é inteiramente certeiro por pouco.

Na realidade, a “política de saída da crise” austeritária, ou seja, a política da crise permanente rumo a um cenário argentino, está inscrita nas regras europeias criadas pela social-democracia e pelo partido popular europeu e cristalizadas nos tratados porreiros, pá: do bce ao pec.

Basta aliás ler o artigo tortuoso de Maria João Rodrigues, a ideóloga da soporífera e fracassada agenda de Lisboa, com que a social-democracia andou a empatar durante demasiados anos, para se perceber como as alterações positivas agora sugeridas - das euro-obrigações à taxação das transacções financeiras - se misturam, contradição insanável, com a insistência na lógica absurda das “regras automáticas” para a “disciplina orçamental” e, agora, com a aposta na “forte condicionalidade” para corrigir situações “anómalas”.

Isto são eufemismos eurocratas para os ajustamentos estruturais à FMI desgraçadamente em curso nas periferias europeias?
Estes ajustamentos destruidores das economias esquecem, entre outras coisas, as responsabilidades da potência hegemónica, a Alemanha, nos desequilíbrios europeus.
Com "social-democratas" destas, isto nunca iria acabar bem.
Que fazer? Desenvolver uma economia política e uma política económica que supere verdadeiramente a austeridade e, já agora, pensar bem nas implicações do cenário "argentino".

Entretanto, o governo prepara-se para aprofundar a lógica do orçamento para 2011 com a conversa sobre a "flexibilização" do mercado de trabalho, outro eufemismo para o projecto que facilitará ainda mais a transferência de custos sociais para os trabalhadores, sob a forma de despedimentos mais fáceis e baratos.

É o reforço da economia do medo que comprime salários, aumenta o desemprego, a precariedade e as desigualdades.
Já somos governados pelo FMI:
chama-se bloco central.

Postado por João Rodrigues , http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/ 28.11.2010


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