5 comentários:
De Ainda a igualdade dos Porcos. a 7 de Dezembro de 2010 às 12:46
Ainda a igualdade dos porcos


Eles dizem que isto é economia, eu acho é que é só mais uma das muitas faces dos tais "mercados" de que agora tanto se fala e a quem o senhor Presidente da República recomenda que não se façam afrontas.

O xico-espertismo tuga, o mesmo que continua a fazer de espertos os que fogem às suas obrigações, é imoral mesmo quando as coisas se fazem de forma legal.

De uma coisa não há qualquer dúvida. Um País que apela ao esforço e à participação solidária e permite que empresas onde ocupa cadeira antecipem dividendos para que não sejam objecto do esforço pedido a todos os outros cidadãos, merece que os contribuintes se esqueçam de que são cidadãos e façam como os “espertos” que fogem ao tributo mas não prescindem de reclamar os subsídios, a saúde e as faculdades públicas.

Quando elegemos o poder para nos representar não estamos a eleger os “mercados” mas sim quem fica com a obrigação de não permitir que estas coisas aconteçam.

Quanto às empresas que o fazem, mesmo na legalidade, é bom que não esqueçam que estão no mercado e que se obtém dividendos é porque os seus clientes, e não os accionistas, lhes dão lucro. Há muito que, em todos os países civilizados, as empresas têm cuidados diferentes e que, por muito que tenham políticas agressivas de angariação de mercado, se saem mal quando os clientes não lhes reconhecem respeitabilidade.

LNT, [0.446/2010], A barbearia, 3.12.2010


De ... a 6 de Dezembro de 2010 às 17:22
Pagar salários melhores (tanto nos mínimos como nos quase mínimos e médios) é importante para as famílias e sociedade em geral.

Mas também é necessário atender a um outro problema: em Portugal 2 empresas pagam 75% do IRC arrecadado pelo Estado... o que quer dizer que o resto (25%) é pago por algumas outras empresas mas

muitas MUITAS mesmo NÂO PAGAM IRC (porque fogem aos impostos atraves de fraude, declaração de prejuízos (2 anos sim,1 ano não...), suborno/ corrupção ou legalmente por via das offshores ...

e isto quer dizer que uma elevadíssima % das Receitas (e o do orçamento do Estado) é suportada/ pagas pelo IRS, pelos Trabalhadores por conta d'outrém ... !!


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 6 de Dezembro de 2010 às 16:49
Ao contrário das políticas ditas de educação (?) do quer do anterior quer do actual governo em que se "trabalha" o ensino para as estatísticas europeias e não para o conhecimento, nomeadamente as chamadas de "novas oportunidades" da treta, resultam que, para além de furarem as expectativas dos formados, não conseguem qualificar ninguém para a execução de um novo trabalho, nem sequer abrir portas a um novo emprego.
E ainda afirmar que o futuro do país e a resolução do (des)emprego passa por empresas viradas exclusivamente pelas novas tecnologias e pela exportação é, no meu entender, errado.
A maior parte dos actuais desempregados e dos jovens à procura do primeiro emprego, passa por actividades em que é pedido um menor nível de qualificações e em actividades económicas ditas tradicionais (no antigamente) e que com a paranóia que toda a gente tem de ser "doutor" deram cabo desse mercado de actividade.
Aumentem mas é o ordenado mínimo para um valor decente, que permita a um servente de pedreiro, caixa de supermercado ou similar pagar as suas continhas e não iludam as pessoas que têm de ser "doutores" e vão ver que muito mais gente consegue encontrar trabalho sem se sentir frustrado ou infeliz, cá no burgo em vez de imigrarem para fazerem as mesmas profissões que acabei de enumerar lá fora...Vão ver que a taxa de desemprego baixa e muita gente que está a receber subsídio aceita os trabalhos que aparecerem. Basta pagar um salário justo e adequado à sua vida quotidiana.
Se o portuga quando imigra aceita essas profissões, porque não o fará cá, também? É só uma questão de pagarem. E acaba-se logo a emigração de pé-descalço . Porque não qualificado, por não qualificado, as empresas portuguesas preferem quem fale português de portugal ... É uma realidade, não vale a pena negá-la. È só uma questão de parem menos que estamos inundados de não qualificados estrangeiros e de desempregados não qualificados portugueses. Haja coragem de por os ordenados e salários mais baixos na média do restante mercado europeu. Se na gasolina e no gasóleo podemos estar na média europeia, porque raio não havemos de estar no salário mínimo também nessa média? O resto é conversa de exploradores vs. explorados...


De DD a 5 de Dezembro de 2010 às 18:18
Tem toda a razão. O ordenado mínimo de 500 euros continua a ser miserável, mesmo se for auferido por cada um dos membros de um jovem casal.

Se o governo não cumprir o que foi acordado quanto ao salário mínimo é evidente que estarei contra e considero isso inadmissível.

Não é com uma "sopa dos pobres" tipo "banco alimentar contra a fome" que se resolvem os problemas sociais, é com um salário mínimo mais razoável e um rendimento mínimo garantido, além de subsídios de desemprego mais prolongados e adequados ao salário anterior.


De alguma coerência a 6 de Dezembro de 2010 às 14:35
Voilá uma posição com alguma coerência de DD.

Afinal, este amigo de Sócrates, não é assim tão obtuso, como por vezes parece e alguns críticos lhe apontam!

O admitir que, um ordenado mínimo inferior aos 500€, é remuneração de miséria já não é mau...


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