REGENERAÇÃO PRECISA-SE

Os partidos políticos estão, internamente, apodrecidos e já não é crível que, por si só, sejam capazes de se regenerar, nem internamente nem no seu comportamento social e político-gestionário da “coisa pública”. Os seus militantes, vulgares cidadãos com os mesmos vícios e iguais virtudes de todos os restantes, o que vêm no seu respectivo partido, minoritariamente falando (a maioria foi virando as costas ou sendo “empurrada” para fora), não é outra coisa que um trampolim para progredir no emprego ou uma forma de ocupação de um qualquer lugar de influência partidária por meio da qual seja eleito/nomeado para uma qualquer autarquia ou para a gestão de uma entidade publica empresarial, quando não uma assessoria de gabinete ministerial.

Um tal senhor que “anda por aí” disse que “qualquer dia o povo chateia-se”. Duvido que, pelo menos nos tempos mais próximos, esse desiderato possa suceder, ainda que seja essa a vontade manifestada por esse ex-primeiro ministro de má moeda e má memoria. A minha duvida deriva do simples facto de que a razão, a origem de tudo o que se passa neste “nosso” país, reside e emerge da própria sociedade, é fruto do próprio povo que somos. “O mal está em nós” como ainda há bem pouco tempo um outro filósofo repetiu o que já José Gil havia dito quando afirmou que “temos medo de existir”.

Nós, agregado colectivo, é que “produzimos” os “medíocres políticos” que nos (des)governam, é que permitimos que sejam colocados mas empresas (publicas e privadas) os gestores que, com facilidade, se deixam corromper pela “natural” razão de que a corrupção se tornou moda e nunca ninguém foi, nem há perspectivas que o venha a ser, exemplarmente condenado por tão energúmeno vicio.

Se algum dia o povo se vier a chatear terá que o fazer, primeiramente, consigo mesmo, de imediato com os políticos e partidos que temos e que nos têm desgovernado tão descarada e estupidamente, substituindo uns e outros com critérios de rigor e de permanente controlo.

O caso, no mínimo profundamente discutível e no máximo amplamente criticável, dos magistrados do Ministério Público auto-assumirem-se como um qualquer grupo assalariado de funcionários publicos, juntando-se a greves gerais, é (bem) ilustrativo do como evoluíram certas camadas da sociedade portuguesa.

Com tanto protestar, tais magistrados, não se colocarão a jeito para que o poder político instalado resolva, efectivamente, equipará-los aos trabalhadores da função pública em geral, procedendo à abolição do seu estatuto especial, incluindo no plano remuneratório?

Há profissionais que se não dão conta das suas prerrogativas e vantagens como contrapartidas do exercício de um dos poderes democráticos, pressupostamente, exercidos “em nome do povo” conforme disposto constitucionalmente, nº 1 do artigo 202º conjugado com o disposto no artigo 219º da mesma lei fundamental.



Publicado por Zé Pessoa às 00:16 de 07.12.10 | link do post | comentar |

3 comentários:
De Mexam-se ! a 7 de Dezembro de 2010 às 12:35
Abaixo os 'xuxas' os 'súcias' os 'independentes' os 'paraquedistas' os 'bóis e girls' os 'populistas'...- os ' S.Degenerados !

Viva o Movimento Regenerador Socialista !

Viva a Causa Socialista Renovada !


De Os que são, os que parecem e os outros.. a 7 de Dezembro de 2010 às 10:21
Eu sou, por vezes, acusado, tendo em conta as minhas posições que julgo serem de coerência intelectual, de ética cívica e de exercício de cidadania em liberdade de expressão, de não ser socialista ou de ter “handicapes”, por parte de “camaradas” que, nem sempre sendo o que dizem ser, são aquilo de que me acusam.
Tais “socialistas”, alguns com pretensões muito acima das suas capacidades de trabalho e competências técnicas, fazem-nos lembrar, a contrario o Poeta Aleixo:
Dizem que pareço um ladrão
Mas há muitos que eu conheço
Que não parecendo o que são
São aquilo que eu pareço
Alguns até escrevem e comento aqui no LUMINÁRIA, outros dizem que andam por aí em assembleia de freguesias, municipais ou assessorias várias. Esforçam-se para se mostrarem mas não se vislumbra nada de concreto que beneficie as populações e o país.
Por tais razões os socialistas que antes de o serem (ter cartão) já o eram dão debandada e o partido dos ditos já desapareceu faz tempo. Há que refunda-lo.


De Um vazio... a 7 de Dezembro de 2010 às 16:27
E viva o botabaixismo !
Não se vislumbra uma sugestão/proposta minimamente aceitável de qualquer iniciativa de mudança.
Minimamente aceitável ? Simples proposta, mesmo que inaceitável . Um total vazio de ideias...
Assim não vamos lá, não senhores/as


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