15 comentários:
De Desiguais ... e austeridade só para FP a 7 de Dezembro de 2010 às 13:49
A austeridade não depende do território

[Publicado por Vital Moreira, CausaNossa]

A ideia do governo regional dos Açores de neutralizar, mediante um subsídio, o corte de remunerações de uma parte dos funcionários regionais
é altamente reprovável, porque gera uma inadmissível desigualdade na repartição dos sacrifícios da austeridade orçamental.

De resto, se o orçamento dos Açores revela tal folga, ao contrário do orçamento da República, é caso para perguntar se não será de cortar nas generosas transferências financeiras do Continente para as regiões autónomas.


De Injustificáveis a 7 de Dezembro de 2010 às 15:00
Os injustificáveis

Primeiro, Marques Mendes, ontem.
Depois, Miguel Macedo, hoje.
As excepções aos cortes salariais dos funcionários públicos açorianos é “injustificável”, dizem.

Eu julgava que injustificável era o precedente grave de cortes nos salários que o PSD e o PS aprovaram conjuntamente.
Pelos vistos, não será assim.
Ou a excepção que os mesmos dois viabilizaram nas empresas públicas onde colocam os seus boys e girls a fazer saberão eles o quê e a ganhar vencimentos que – sabêmo-lo nós - chegam a atingir exorbitâncias que são um insulto para os dois milhões de pobres, 600 mil desempregados e outras vergonhas que resultam de um reinado assumido por ambos os partidos há quase quatro décadas.
Contra isto já não os ouvimos piar.

Nem contra as consultorias às empresas públicas adquiridas por ajuste directo a gente dos seus partidos.
Nem contra as parcerias público-privadas que fazem a fortuna dos seus tentáculos no poder económico.
Os quase 300 milhões em favores tributários que ontem aprovaram quando chumbaram o projecto de lei do PCP também não são injustificáveis.

O valor é sensivelmente o mesmo que retiraram às famílias portuguesas quando aprovaram o fim do abono de família. Justifica-se? Justifica. As sondagens continuam a justificá-lo.

Nem mesmo que estes senhores nada encontrem de injustificável no rasgar de um acordo que faria o salário mínimo chegar em 2011 à miséria que 500 euros conseguem comprar, os portugueses continuam a encontrar justificações para a manutenção deste Portugal das riquezas submarinas.

Passatempo:
vá clicando nos links deste post e vá somando os valores distribuídos. Descobrirá um país rico.

Mesmo sem incluir favores injustificáveis como a não tributação das transacções com off-shores,
os benefícios fiscais concedidos ao sector financeiro
e a não tributação das mais valias urbanísticas resultantes de habilidades de autarcas
e governantes com necessidades especiais de enriquecimento,
o resultado da soma obtida daria para manter o consumo proporcionado pelos salários da função pública, não aumentar o IVA para 23% ou manter as protecções sociais que PS E PSD decidiram desviar para as suas clientelas.

opaisdoburro.blogspot.com/


De Uns + iguais q.outros= Ditadura camuflad a 10 de Dezembro de 2010 às 10:43
Todos somos iguais, mas uns mais iguais que os outros?

Considero inaceitável que quando se pedem grandes apertos aos portugueses, não sejam todos, em particular aqueles que mais têm, a dar o exemplo e a fazer mais sacrifícios.
Após a apresentação do orçamento para 2011, com as medidas draconianas que vão directamente aos bolsos da classe média e média baixa,
não bastava a escandalosa antecipação de pagamento de dividendos, para fugir à cobrança do imposto previsto, com o beneplácito da direita ultra-liberal e ajuda oportuna da bancada socialista,

é com espanto, consternação e muita indignação, que todos os dias vejo, na comunicação social, a divulgação de mais uma excepção às medidas aprovadas no orçamento.

Caros amigos, a generalização das excepções fará com que os portugueses que estão fartos de fazer sacrifícios sem ver resultados, voltem as costas à democracia e sejam tentados por outros rumos mais "totalitários".

Nestes momentos não é difícil que um demagogo, travestido de "Messias" salvador da Pátria, tome os comandos da situação e instaure uma democracia "musculada".
Cada vez mais, vão fazendo sentido as palavras de Manuela Ferreira Leite quando falava em SUSPENDER a DEMOCRACIA por 6 meses, para tomar em DITADURA todas as medidas que a DIREITA (ultra/neo) LIBERAL, pretende instituir, não era só um desabafo de um estado de alma.

É todo o projecto político da direita que só vê na ditadura (seja militar ou civil, da propaganda populista + caridadezinha = 'pão e circo' ou seja ''democracia musculada'' por ''motivos nacionais''...) o meio eficaz para a realização dos seus preceitos ideológicos.

As medidas em vigor, não são corajosas, são a CAPITULAÇÂO do PS à direita e ao liberalismo económico (ao 'empresariado' desqualificado e trauliteiro, às oligarquias financeiras, especuladoras e 'rentistas' sugadoras do trabalho e do erário público).
Voltarei ao assunto.

Carlos Alberto, http://cadsf.blogspot.com/ 3.12.2010


Comentar post