15 comentários:
De Capatazes e Lobões da economia a 7 de Dezembro de 2010 às 14:05

Nem sei se esses senhores merecem mais a nossa indignação ou o nosso desprezo por, conscientemente, aceitarem ser meros capatazes do grandes lobos da economia.

Mas uma área que me merece mais atenção e preocupação, porque dela ninguém fala:
o oligopólio da distribuição formado pela SONAE e pela JERÓNIMO MARTINS está a destruir o tecido económico do país
ABSORVENDO O SANGUE DA INDÚSTRIA E DA AGRICULTURA.

Basta dizer que há produtos que estes senhores estão a pagar à agricultura e à indústria a preços idênticos, nalguns casos mesmo inferiores, ao que eles praticavam há 10 anos.

As empresas industriais e agrícolas estão, por esses senhores lobos, condenadas à insolvência ou a uma dramática sobrevivência, tendo de praticar salários baixos e aceitar não obter lucros para reinvestir.

O Ministério da Agricultura e o Ministério da Indústria ( onde é que está esse homem que se diz de esquerda chamado VIEIRA DA SILVA? O boa consciência!) sabem disto e nada fazem.

Pelo contrário, subsidiam esses senhores por, supostamente, comprarem a produção agrícola nacional, o que eles não fazem - como esses ministérios bem sabem.

ISTO DEVERÁ SER DENUNCIADO PARA BEM DO PAÍS
# posted by Henrique Dória :


De Salazaristas e FMIs desastrosos a 7 de Dezembro de 2010 às 14:14
ILUMINADOS E PERIGOSOS
[Cavaco no espelho-quadrado múltiplo]

Os arautos de teorias de salvação nacional proliferam. Alguns podem até ser, psicologicamente, democratas sinceros, mas todos têm uma estrutura de pensamento marcada pelas suas origens, como apaniguados mais ou menos discretos ou simples pajens do velho salazarismo.

Por isso, têm tanta destreza a desenhar cenários aparentemente diversificados, mas onde se surpreende sempre um denominador comum: alguém por acto de vontade própria, de preferência um sujeito providencial, mas podendo ser um poder de facto instituído internacionalmente, sem a preocupação de se basear no seu consentimento democrático, virá dizer aos portugueses o que têm que fazer, distribuindo entre eles arbitrariamente sacrifícios e proveitos.

Ignoram assumidamente as diferenças ideológicas, quando se propõem impor a sua vontade, fingindo não perceber que mesmo isso já reflecte, por si só, uma opção ideológica específica. E, claro: dispensam-se inexplicavelmente de esclarecer por que razão se julgam infalíveis e pensam que os outros estão totalmente errados, até ao ponto de lhes poderem impor o seu caminho.

Uns desembainham um futuro Cavaco de hipotético segundo mandato, finalmente em condições de ser igual a si próprio, gélido e autoritário, preparando-se para salvar os portugueses de si próprios, não hesitando para isso em vestir a pele sombria de um salazar do século XXI.

Outros, mais modernizados, limitam-se a ansiar por um impessoal FMI que desagúe implacavelmente em Portugal , armado pela alegada objectividade do que lhe terão dito os seus números, talvez para virem repetir entre nós mais um dos seus recorrentes erros causadores de desastres.

Uns e outros, sozinhos ou misturados, armados pela fé da direita de sempre ou crédulos na imensidão da sua escassa ciência, por mais que se revistam de palavras mansas e vaticínios amargos, descontada a sua melíflua generosidade de superfície, quando exista, trilham afinal o mesmo caminho em que o fantasma de salazar insiste, aprisionado no seu providencialismo autoritário e cego pela novidade de um século que apenas começou.

Postado por Rui Namorado , OGrandeZoo, 3.12.2010


De o PAÌS ou a Banca ?! a 7 de Dezembro de 2010 às 15:29
Todo um programa
(por João Rodrigues, Arrastão)

"O país prejudica a banca nacional".

Este título não é do inimigo público.
É de um editorial do Diário Económico desta semana, inspirado por esse comité executivo dos negócios colectivos do capital financeiro que dá pelo nome de Banco de Portugal. Esta gente não tem vergonha.

É que o oposto está mais próximo da verdade:
a banca portuguesa é que prejudicou o país.
Imbricada com a banca internacional, promoveu o endividamento excessivo, canalizando recursos para os sectores rentistas;
beneficiou de regimes fiscais de favor sem paralelo, participando activamente nessa acumulação por expropriação de recursos públicos que dá pelo nome de parcerias público-privadas;
transferiu o stress para o sector produtivo e para as famílias, cobrando comissões sem fim
e capturando reguladores e pessoal político com eficácia.

Agora está à rasca e só o BCE a salva, financiando-a a taxas quase nulas para que empreste aos Estados a taxas de 7%.
Será que se trata agora de preparar o país para mais um momento de Estado bombeiro à irlandesa, apagando as suas dificuldades num contexto de crise europeia?


De Público ou Privado? decidam-se ! a 7 de Dezembro de 2010 às 15:35
Bancos públicos?

O Estado irlandês deveria ter-se salvo a si próprio mediante a reestruturação drástica dos passivos bancários.
A dívida bancária não pode ser dívida pública.
A sê-lo, os banqueiros terão de ser considerados funcionários públicos e os bancos departamentos do governo.
Neste caso, os credores também terão de sofrer na pele.

Martin Wolf
via João Rodrigues, Ladrões de Bicicletas, 7.12.2010


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