9 comentários:
De Atacar o Mensageiro em x dos autores a 13 de Dezembro de 2010 às 11:19
Como atacar a Wikileaks?
E se fosse com sexo e mentiras?!

“Sofia Wilen, de 20 e Anna Ardin, de 30 anos, são as suecas que apresentaram queixa contra Assange, em Estocolmo, a 20 de Agosto.
“Tudo começou quando Assange foi convidado a participar num seminário na capital sueca. Anna, militante feminista, contactou o rosto da WikiLeaks e ofereceu-lhe a sua casa para ele ficar durante a visita.
12 de Agosto de 2010 - Seguiu-se um flirt e tudo acabou na cama.
14 de Agosto – Anna organiza uma festa em honra de Assange.
14 de Agosto – Sofia Wilen, namorada do artista norte-americano Seth Benson, na festa começou a "flirtar" com Assange e levou-o para sua casa.
Dias depois Sofia é informada de que Anna tenciona acusar Assange de violação e decide também fazer o mesmo.
20 de Agosto – Seis dias depois (que terá acontecido entretanto?) Apresentam queixa na polícia. Mas alegando o quê:
Anna: durante a relação o preservativo rompeu-se, ela pediu para parar e ele fez orelhas moucas. Daí a violação.
Sofia: mantiveram, em sua casa, relações duas vezes. Uma à noite, com preservativo, e outra de manhã, sem persevativo. Sofia não queria sexo desprotegido, mas ele ignorou-a. [notícia CM]

A acusação de violação de Julian Assange, em Estocolmo e a sua prisão, há dias, com esse pretexto, em Londres parece uma história mal contada. É preciso castigar o homem porque divulgou as mensagens secretas da diplomacia norte-americana mas indo por aí é uma chatice porque há essa coisa da liberdade de expressão garantida por leis e constituições. Então ao que tudo parece montaram-lhe uma cilada. Uma história com sexo que faz sempre um certo frisson mas tão mal contada que não me parece ter pés para andar muito.

Quanto ao New York Times, o alemão Der Spiegel , o espanhol El País, o inglês Guardian, a quem Assange facultou, em primeira mão, as mensagens diplomáticas fizeram o mesmo que o homem da Wikileaks, publicaram-nas, que é para isso que eles servem, mas não lhes vai acontecer nada. Há quem pense que é por serem um bocadinho mais poderosos mas eu acho que é porque aquelas simpáticas meninas não estão para ir para a cama com os respectivos directores que devem ser bem mais velhos e menos charmosos que o australiano.

Etiquetas: Julian Assange., Wikileaks
# posted by Raimundo Narciso, PuxaPalavra, 10.12.2010


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 10 de Dezembro de 2010 às 16:52
E sobre os subornos de "Cahora Bassa" ninguém comenta?
Para haver recebimentos, quem pagou?...


De Publicitar virtudes esconder vícios... a 10 de Dezembro de 2010 às 15:04
Quem gosta de publicitar virtudes públicas não tem direito a que lhe escondam os vicios privados.
Os políticos gostam de ter virtudes públicas, de ser bem vistos.
Fazem tudo por ocupar os canais da televisão aparecer nos jornais e ser notícias nas revistas cor-de-rosa.
Mas detestam que os seus vícios sejam publicitados.


O Wikileaks veio repor o princípio de quem quer publicitar virtudes também deve aceitar que sejam tornados públicos os seus vícios.
Temos direito de conhecer o carácter, o que é em privado, quem quer ser muito publicitado.


O Ministro dos Negócios Estrangeiros desafiou:
revelem que eu admiti a passagem de voos da CIA e eu demito-me.

As revelações do Wikileaks só devem ter uma consequência: demita-se senhor ministro e deixe-se de contorcionismos retóricos.


# posted by Primo de Amarante


De Contra a CENSURA Global a 10 de Dezembro de 2010 às 14:15
WikiLeaks:
Parem a Perseguição

Assine a Petição
Para os EUA e outros governos e empresas ligadas à perseguição ao WikiLeaks:
« Nós pedimos o fim da perseguição ao Wikileaks e seus parceiros imediatamente. Pedimos respeito pelos princípios democráticos e leis de liberdade de expressão e de imprensa. Se o Wikileaks e seus jornalistas parceiros violaram alguma lei eles deverão ser levados à justiça. Eles não devem ser sujeitados a uma campanha de intimidação extra-judicial.»

assina em:

http://www.avaaz.org/po/wikileaks_petition/95.php?CLICKTF

A campanha de perseguição agressiva contra o WikiLeaks é um perigoso ataque à liberdade de expressão e imprensa. Políticos importantes dos EUA chamaram o WikiLeaks de uma organização terrorista, pedindo para empresas boicotarem o site. Comentaristas chegaram ao extremo de sugerir o assassinato da sua equipe.

Independentemente do que pensamos sobre o WikiLeaks, peritos legais dizem que eles não violaram nenhuma lei. O site trabalha com jornais renomados internacionais (NY Times, Guardian, Spiegel) para cuidadosamente selecionar o que é publicado - até agora menos de 1% dos cabos vazados.

Nós precisamos de um chamado urgente para defender os principios democráticos básicos. Assine a petição contra a intimidação ao WikiLeaks - vamos conseguir 1 milhão de vozes esta semana!


De Defender a LIBERDADE e a TRANSPARÊNCIA a 10 de Dezembro de 2010 às 14:21
Ninguém é mais convincente na defesa da Wikileaks do que Hillary Clinton
(ou, como o que é bom para a China não serve para os EUA)
por Pedro Sales

"Even in authoritarian countries, information networks are helping people discover new facts and making governments more accountable."

"During his visit to China in November, President Obama held a town hall meeting with an online component to highlight the importance of the internet. In response to a question that was sent in over the internet,
he defended the right of people to FREELY access information, and said that the more freely information flows, the stronger societies become.
He spoke about how access to information helps citizens to hold their governments accountable, generates new ideas, and encourages creativity.
The United States' belief in that truth is what brings me here today".
Discurso de Hillary Clinton, 21 de Janeiro de 2010.


De Inclui-lo na coluna a 10 de Dezembro de 2010 às 10:31
Ele sabe que eu sei que ele sabe o que o site WikiLeaks pode divulgar a propósito da sua actuação na compra dos submarinos.
À cautela vai dizendo que:
•«Pode ser tentador discutir o que diz este telegrama ou aquele. Nós não discutimos por uma questão de princípio. Se aceitássemos discutir este telegrama ou aquele estávamos a ser cúmplices e a patrocinar a violação da correspondência diplomática que é essencial à segurança dos Estados».
•«Todos sabem que a diplomacia é por natureza reservada, discreta e às vezes secreta. Violar a correspondência diplomática põe em causa a segurança dos Estados, de pessoas, de instalações e de missões».
Esqueceu-se de dizer que: divulgar as negociatas põe em causa as mentiras forjadas no âmbito da feitura de tais negocios e põe a nu as carecas corruptivas e corruptas dos respectivos negociantes.
Para o sujeito trazer a terreiro, no meio do repasto, tão indigesto tema alguma coisa augurara para futuro mais ou menos próximo. O que será?

Já agora sugeria aos gestores do LUMINÁRIA para que introduzissem na sua coluna o link do WikiLeaks, potrque não?


De Pela TRANSPARÊNCIA e RESPONSABILIZAÇÂO a 10 de Dezembro de 2010 às 10:58
Ana Gomes analisa consequências das revelações da WikiLeaks

No Conselho Superior da Antena 1 desta manhã, Ana Gomes conta que está neste momento nos Estados Unidos num encontro de eurodeputados com congressistas norte-americanos, cujo tema são as implicações das revelações da WikiLeaks.

Ana Gomes confessa que não ficou surpreendida com as informações apresentadas pela página da Internet, até porque muitos dos dados revelados não são novidade.

Porém, a eurodeputada socialista admite que há aspectos melindrosos nestas informações e que pode haver consequências perigosas.

Nos Estados Unidos há vários tipos de reacções às revelações da WikiLeaks, havendo quem defenda a responsabilização do fundador do site
e quem lembre que a liberdade de expressão é fundamental no país.
---------------------------------

Claro que há aspectos de segurança e até de liberdade de comunicação ou de correio que deve ser respeitada ... mas também se deve atender que estas são apanhados de comunicações de entidades públicas, ao serviço da RES Pública, pelo que a TRANSPARÊNCIA dos actos públicos deve continuar a ser um pilar da Democracia.

Por outro lado, sabemos que quem mais se preocupa com estas divulgações (e que em grande parte são banais) são aqueles políticos e dirigentes públicos que têm algo a esconder porque os seus actos são CRIMINOSOS, ILEGAIS, ILEGITIMOS, e ETICAmente REPROVAVEIS ... pelo que podem ser responsabilizados/penalizados por aquilo que fizeram e tentam ESCONDER..


De .. WIKILEAKS .. a 10 de Dezembro de 2010 às 14:30

http://wikileaks.liberdadedeexpressao.net/

(''espelho'' criado no http://www.esquerda.net/ )

HELP WIKILEAKS KEEP GOVERNMENTS OPEN

"Could become as important a journalistic tool as the Freedom of Information Act." - Time Magazine


De 'jornalistas' suaves e mansos a 13 de Dezembro de 2010 às 12:08
« De que falamos quando falamos de Assange e da WikiLeaks? »

Debates
( http://blasfemias.net/2010/12/10/debates/#comment-317948 )
Caro JMF,

Debate? Só existe debate entre os jornalistas. Apanhados em contra-mão e à nora sem saber bem o que fazer, viram-se para o umbigo a discutir assuntos tão relevantes sobre o que é jornalismo, o que é investigação, fontes e … intenções. Chega a ser um bocadinho pueril essa questão da intenção. Imagine-se se tal novíssima preocupação fosse aplicada de cada vez que um Agente da PJ/Delegado do Ministério Público/Funcionário judicial passam peças de investigação criminal para os jornais. Seria certamente curioso que nessa altura se debatesse a intenção da passagem dessa informação e não a informação em si mesmo, não seria? Ou sobre a intenção de um deputado governamental que diz a jornalista saber qual o próximo ministro remodelável, etc., etc. Os jornais seriam páginas de debate de intenções. Os factos andariam por aí e teriam de ser tratados por outros.

Diz que não se espere que sejam revelados documentos sobre as malfeitorias da Rússia e do Irão. Pois não. O escrutínio e a transparência só fazem sentido e só são eficazes em sociedades abertas e livres. São mesmo parte integrante e vital dessas sociedades. Queria-se o quê? Um papelinho a provar que os governantes russos ou angolanos metem dinheiro do povo ao bolso? Oh, ninguém sabia….! Que um dirigente iraniano mandou deter um opositor? Olha a novidade! E consequências? Nenhuma. Nas sociedades livres é que o escrutínio tem efeito, faz sentido e é necessário.

Defende que Julian Assange «…manipula sem grandes escrúpulos enormes quantidades de informação e promove violações de comunicações secretas não em nome da transparência mas para tentar destruir o tipo de sociedade em que vivemos.» Manipula? Estão ali. Simplesmente para serem tratados porque saiba, queira, possa ou se interesse. «Violações de comunicações secretas«? Mas o que é guardado como segredo visa ser descoberto, não? E qual o problema ao certo? «…destruir o tipo de sociedade em que vivemos»? Não e não. Alguns dos factos reveleados e conhecidos é que podem eventualmente apontar nesse sentido. E certamente destruir o tipo de sociedade em que vivemos é a perseguição que a Wikileaks sofre nos últimos dias. Os meios usados contra ela é que violam e destroem a sociedade em que queremos (pelo menos eu), viver.

«É bom sabermos ao que andamos e de que lado estão os que defendem a liberdade, assim como os que a utilizam para melhor a destruírem.». Sim, é bom. Mas, e a menos que eu não tenha entendido de todo o sentido do seu texto, a ideia de que a utilização da liberdade a pode destruir, para além de ser ideia que nega que se viva em liberdade (sempre seria vigiada e limitada), é , infelizmente (e a história prova-o) o argumento usado mil vezes por aqueles que a querem limitar, seja em que regime político for.


Comentar post