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De DD a 11 de Dezembro de 2010 às 22:34
O poder na China Comunista de Mao passou da espingarda para o Banco Central Chinês, o qual é o principal ator mundial dos chamados mercados financeiros, tanto como investidor em títulos de dívida pública como em obrigações e ações de grupos capitalistas.
O poder, enquanto poder, passou para a exploração máxima do trabalhador, a China comunista com os seus baixos salários mata os postos de trabalho dos trabalhadores pagos com um pouco mais de justiça.
Mas, não é só na China.
A Nokia deslocalizou a sua fábrica principal da Alemanha para a Roménia. Na Alemanha pagava às trabalhadoras e trabalhadores das linhas de montagem ordenados mensais da 1.500 a 2.000 euros; na Roménia paga 300 euros e oferece prémios mensais de 50 a 100 euros para ausência de faltas, comparência atempada e alto rendimento da linha de produção em que estão integrados e não há 14 ordenados para 11 meses de trabalho como em PORTUGAL. Apenas 12 ordenados e 15 dias de férias. Mesmo assim, a Nokia desse país tido por ideal que é a Finlândia não diminuiu os preços dos seus telemóveis.
A Nokia também fabrica no Marrocos e na China e no Brasil, além de outros países, pois domina quase completamente o mercado mundial.
A Ericson, por sua vez, fez um acordo com a Nokia e deixou de fabricar telemóveis para se dedicar totalmente às células, isto é, antenas, transmissores e servidores informáticos dos sistemas de telemóveis. As duas empresas nórdicas formam um monopólio mundial do equipamento em telemóveis.

A Roménia tornou-se na "China" da nião Europeia. Aí a Renault fabrica cada vez mais carros Renault e Dácia, pois é o país onde é possível a maior exploração dã mão de obra.

No fundo há uma lógica nisto tudo. Quando há verdadeiro poder, há exploração máxima do trabalhador e a China é uma ditadura que não respeita os direitos humanos, não permite liberdade de informação, nem na Net, e, menos ainda, liberdade política e sindical.

Mao fez a revolução e matou milhões de burgueses chineses para chegar a isto: a mais acentuada exploração do trabalho que alguma vez se viu.

Sim, em certos países muito pobres, nomeadamente africanos, quase não há exploração por não haver indústria e a agricultura é de subsistência. O Estado é frequentemente alimentado com ajudas externas ou com os lucros de alguma exploração mineira ou petrolífera ou pelos direitos de passagem como acontece em Moçambique.


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