Economia civilizada ou Estado refém ?

Regras para uma economia civilizada

No mundo tal como ele é, as estruturas salariais são, em larga medida, fixadas pela sociedade; as empresas ajustam-se. A tecnologia e os métodos de negócio são inventados e adaptados dentro da empresa para se conformarem às regras que a sociedade impõe à empresa.
 E estruturas igualitárias são mais exigentes e, portanto, até um certo ponto, mais produtivas (...) Os standards salariais exigentes que empurram a indústria para as melhores práticas são apenas uma versão do que pode ser feito nas áreas ambientais, da saúde e da segurança do trabalhador ou do consumidor.
Impor standards e assegurar que estes são respeitados é uma resposta política à emergência do Estado Predador. (Estado capturado, refém de). Este último reduz-se a uma coligação das forças empresariais reaccionárias que tentam manter a competitividade e a rendibilidade sem melhorias tecnológicas, sem controlos ambientais , sem respeito pelos direitos laborais ou pela segurança dos produtos que fabricam.  - James Galbraith

Um salário mínimo que garanta a recuperação do poder de compra dos trabalhadores mais pobres, como foi negociado em 2006 na concertação social, é uma dessas regras que contribui para criar uma economia civilizada, ainda por cima quando se estima, cálculos do Ricardo, o impacto nos custos das empresas. Perante a pouca vergonha patronal-governamental, que recusa um aumento mensal de 25 euros para o próximo ano, a CGTP enviou uma carta à ministra do trabalho, exigindo a marcação urgente de uma reunião da concertação social. Fez muito bem. E depois ainda há quem tenha a lata de dizer que a CGTP despreza a concertação social...


Publicado por Xa2 às 00:07 de 16.12.10 | link do post | comentar |

1 comentário:
De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 16 de Dezembro de 2010 às 11:02
Pena é que o PC português não tenha sabido (ou querido) aproveitar a conjuntura económica desfavorável à generalidade dos trabalhadores portugueses e seu descontentamento geral das políticas governamentais, para apresentar uma candidatura com capacidade vencedora à Presidência da República.
E até podia ser com este mesmo candidato de seu nome Francisco Lopes.
Bastava terem começado por lhe chamar «XICO Lopes» em vez de Francisco e reforçar a «assinatura» de «electricista», num país que está em «curto-circuito» e que rapidamente se prepara para ficar «às escuras»... Poderiam ter feito uma campanha de arromba…
A meu ver, não foi por não saberem, o PCP não quiseram tentar ganhar a Presidência.
É que isto de estar no na linha da frente do poder político dá «muito trabalho» e «desgaste».
Confirmou tudo de mau que se suspeitava há muito. É mais um partido situacionista, acomodado às benesses de uma oposição regimentar e que se contenta com isso mesmo e com as mordomias que o estatuto do poder político trás.


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