Numeros do nosso descontentamento

e

Desgoverno de quem nos tem governado e de muitos de nós proprios

 

 PIB (variação média anual, a preços 2000)

1961-1970 1971-1980 1981-1985 1986-1995 1996-2001 2001-2010
· Portugal 5,8 4,9 1,2 4,0 3,9 0,6
· Espanha 7,3 3,5 1,4 3,0 4,0 2,1
. UE-15 4,8 3,1 1,6 2,4 2,7 1,2
PIB per capita em PPS  1960 1975 1985 1995 2000 2010
· Portugal 42,2 53,2 54,0 66,6 70,2 70,9
· Espanha 61,7 81,6 72,1 79,0 84,4 92,4
. UE-15 (Base 100) 100 100 100 100 100 100
Taxa de Desemprego 1960 1975 1985 1995 2000 2010
· Portugal 1,7 4,4 9,1 7,2 4,0 10,5
· Espanha 2,2 4,5 17,8 18,4 11,1 20,1
. UE-15 - - 9,4 10,0 7,7 9,7
Balança Corrente (%PIB) 1960 1975 1985 1995 2000 2010
· Portugal -2,5 -5,8 -4,3 -3,5 -10,7 -10,7
· Espanha 3,8 -2,9 1,2 -0,2 -4,0 -4,8
. UE-15 0,8 -0,1 0,1 0,4 -0,6 -0,4
Poupança Nacional Bruta (%PIB) 1960 1975 1985 1995 2000 2010
· Portugal 19,6 22,5 22,3 20,6 17,8 8,2
· Espanha 22,7 25,6 21,9 21,7 22,3 18,1
. UE-15 24,6 22,8 20,5 20,6 20,5 17,9
Variação do Salário por Trabalhador (%) 1960 1975 1985 1995 2000 2010
· Portugal - - 4,7 4,9 2,7 0,4
· Espanha - - 1,0 3,5 -0,8 -0,8
. UE-15 - - 0,8 0,4 1,0 0,0
Fonte: UE (Autumn 2010) e AMECO        


Publicado por Otsirave às 10:23 de 16.12.10 | link do post | comentar |

5 comentários:
De A cega matriarca a 16 de Dezembro de 2010 às 21:33
Este DD continua a defender que os vícios sejam privados, e que só as virtudes deve ser públicas. O estúpido (segundo suas palavras) continua a não enxergar que este PS já nada tem a ver com aquele que diz ter ajudado a fundar.
Deve ser o único que não vê tal realidade cada vez mais factual para mal dos socialistas convictos, em particular e do povo português, em geral, inequivocamente, também, com culpas destes.
Uma cega matriarca.


De DD a 16 de Dezembro de 2010 às 22:40
Durante anos, antes da fundação do PS, na ASP que tinham a Cooperativa de Estudos e Documentação como organismo legal de disfarce discutimos muito que democracia queríamos e o que representava para nós o socialismo democrático.
Trabalhei nesse estudo com Gustavo Soromenho, Magalhães Godinho, Ribeiro dos Sanches, Raul Rego, Mário Mesquita, Arons de Carvalho e outros.
Vivemos nessa altura, 1969/1970, a época das previsões do Clube de Roma , pelo que nunca ouvi alguém dizer que iríamos criar um paraíso, mas queríamos o seguinte:
1) Democracia com todas as liberdades e regime mais ou menos parlamentar e presidencial baseado em eleições livres em que os militantes de todos os partidos participariam nas eleições, contagem de votos e verificação num órgão superior de eleições.
2) Igualdade de oportunidades para todos a partir de uma escolarização universal que deveria chegar a todo o secundário e facilitar o acesso ao ensino superior a quem não tem meios mas é estudioso.
3) Igualdade de oportunidades para todos na saúde com base num sistema de saúda muito mais alargado que as então existentes Caixas de Previdência.
4) Igualdade de oportunidades na reforma para todos e na participação solidária de patrões e trabalhadores em função dos respectivos salários.
5) Igualdade tendencial de oportunidades financeiras com base em salário mínimo e rendimento mínimo garantido.
6) Igualdade de oportunidades na casa com a construção de um número de habitações sociais para acabar com os grandes bairros de lata que existiam então.
7) Igualdade de oportunidades para todos os empreendedores sem constrangimentos do tipo condicionamento industrial e outros.
8) Eventual participação direta do Estado em certos empreendimentos, tendo-se pensado não em nacionalizações, mas na criação de um organismo que dirigisse ativamente todas as participações do Estado de então nas muitas empresas. Nunca nos passou pela cabeça que o Metropolitano, a Sorefame , as Hidroelétricas , as Celulósicas fossem nacionalizadas e embrulhadas no mesmo pacote das empresas capitalistas. Aquilo já era do Estado fascista que utilizou durante décadas os dinheiros das prestações sociais para investir na indústria, auxiliando os grandes magnates da época.
9) Descolonização a estudar com os movimentos de libertação para acabar com as guerras coloniais, mantendo relações de amizade e económicas com as colónias tornadas independentes.
Enfim, foi quase tudo realizado. Nunca pensámos que poderia fazer da nossa ideologia o aparecimento de riquezas sem trabalho e tínhamos a ideia que o Estado não deveria tornar-se no dono de todas as atividades económicas como pretendeu depois Vasco Gonçalves com as suas nacionalizações.
Realizámos o mais importante em Portugal, mas não mudámos o Mundo e não criámos uma blindagem nacional contra as crises cíclicas e até víamos o futuro com muito mais apreensão com base nos relatos alarmantes do Clube de Roma que dizia que em 2000 o petróleo estaria praticamente esgotado e isso iria produzir um crise tremenda. Além disso, estudámos as crises económicas, os ciclos longos de Kontradieff , etc.
Nunca defendemos uma igualdade absoluta de ordenados e posições porque era claro que as pessoas precisam de ser ambiciosas e lutadoras para que as sociedades avancem. Tínhamos pleno conhecimento da estagnação económica da URSS e não era isso que queríamos.
Enfim, não fomos suficientemente estúpidos para acreditar em homens novos, sociedades novas e fantásticas e num Mundo à medida dos nossos desejos. Eu trabalhei muito nesses estudos interessantes, mas sempre recusei qualquer participação direta no poder por saber que havia outros mais preparados.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 17 de Dezembro de 2010 às 10:48
Estes 9 pontos aqui recordados e enumerados pelo DD são à luz da época em que foram escritos e definidos e muitos deles ainda hoje, são pertinentes. Mostravam uma preocupação social face à realidade do país. Apontavam um caminho e desenvolviam uma ideologia verdadeiramente socialista (social-democrata). Subscrevo inteiramente.
Passados estes 40 anos continuam a ser pertinentes e válidas, desde que ajustadas à nova realidade e ao que se devia ter aprendido com o passar dos próprios 4o anos.
Mas infelizmente não reconheço no PS de hoje esta ideologia e estas preocupações sociais.


De Zé T. a 17 de Dezembro de 2010 às 11:04
DD esses foram os combates de então e ainda bem que neles participou. Mas ao passado o que é passado, o presente é agora diferente.
Agora os combates dos militantes Socialistas (e outros cidadãos não militantes partidários) deve ser por causas e princípios actuais . E há muito por que Lutar:

+ TRANSPARÊNCIA (nas contas, actos e decisões de tudo quanto é público ou participado/subsidiado/isentado pelo Estado);

+ melhor JUSTIÇA (mais rápida, melhor informatizada, mais barata, menos formal e processual, mais essencial e ética...);

* LEGISLAÇÂO mais simples, compreensiva e eficiente (directa, sem lacunas alçapões excepções e sobreposições ou reenvios para outros diplomas e permissiva a multiplas e muito diversas 'interpretações');

+ combate à CORRUPÇÃO, ao crime de 'colarinho branco', ao tráfico de influências, à 'cartel'ização (de preços e de ''concorrentes''), ...;

+ combate ao NEPOTISMO / amiguismo/ ex-cunha e 'para-quedismo' para cargos na Adm.Pub., (dando preferência, privilégios e favores a familiares, amantes, sócios, ... sem concurso público e isento);

+ combate à ''CAPTURA do ESTADO'' por parte de grandes interesses financeiros, económicos, oligarquias e maçonarias, igreja/opus dei, 'gays', etc (e aos seus lóbis e 'delegados' nos partidos, AR, Governo, Justiça, ...);

+ combate ao ''SAQUE ao ESTADO'' ou 'captura' deste por parte de grandes interesses económicos financeiros e oligarquias(desvios, roubos, luxos e gastos supérfluos, adjudicações directas, ''externalizações'' de serviços públicos, subsídios e isenções para ..., concessões e parceriasPP ruinosas) do erário público, do património e recursos públicos;

+ ...
+ idem semelhante para o próprio Partido Socialista e outros




De DD a 16 de Dezembro de 2010 às 19:47
Este gajo quer demonstrar que o regime fascista é que era bom. Havia mais crescimento económico e menos desemprego.

Esquece-se é que os anos de 1945 a 1960/70 foram os do fim do "ciclo do boi", em que na agricultura e no transporte a curta distância o boi era a força de tração da economia e foi lentamente substituído pelo trator e camião, o que aumentou extraordinariamente a produtividade, permitindo o êxodo de mais de 2 milhões de portugueses sem quebras de produção e com remessas monetárias muito importantes e, naturalmente, sem desemprego. Acrescente que as guerras em África mantiveram permanentemente mobilizados durante 13 anos mais de 150 mil jovens porugueses.

A nível mundial aconteceu algo de semelhante, o ciclo da produção manual foi substituído pelo da mecanização e pelo consumo crescente de novos bens como electrodomésticos, automóveis, etc. E tudo abrandou quando as populações estavam mais ou menos abastecidas. São estas coisas que provocam os ciclos económicos.

O ciclo foi longo com o desenvolvimento da informática e dos telemóveis, mas hoje mais de metade dos lares portugueses estão ligados à Net e há mais de 10 milhões de assinaturas de telemóveis.
Praticamente nenhuma empresa trabalha sem informática, nem que seja a caixa registadora informatizada da pequena loja e o leitor do código de barras.


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