É tempo de passar á ofensiva !

VAMOS PAGAR O NOSSO PRÓPRIO DESPEDIMENTO ?


As medidas que o Governo vai implementar no campo laboral nos próximos meses são de algum modo uma resposta à greve geral de 24 de Novembro e (por outro lado) ás exigências dos organismos internacionais que têm um filosofia económica falsa, ou seja, para eles o trabalho é um custo e os lucros são proveitos! Os lucros são considerados um direito de propriedade e o emprego, ainda em teoria um direito, deve subalternizar-se ao direito de propriedade e á chamada competitividade!exploração desenfreada e desregulada, ao assédio e ao abuso !!)

Ora, não há riqueza sem trabalho e sem pessoas, enquanto o capital é instrumental. E se o capital (os investidores) fogem de um país ou vão para um paraíso fiscal é porque são protegidos pelas leis e pelo sistema político! (nacional, da UE e internacional)
Assim, para superar a crise e manter ou aumentar os lucros é preciso dar competitividade ás empresas á custa do trabalho! Com quem quer a Europa competir ? Com a China (e seguir o seu 'modelo' de sociedade, 'leis' e 'sub-vida' !!)?

Custa a crer que para se resolver a crise se apresentem como soluções a precariedade, os cortes salariais e a redução dos montantes das indemnizações por despedimento! A lógica é a de que se deve caminhar para uma relação contratual como se de um acordo comercial se tratasse entre o patrão e o trabalhador, como escrevia um jornalista do DESTAK, num artigo horrível pela sua ignorância ou, mais grave, pelo seu cinismo! Esquecia o jornalista, ou dava-se como esquecido, que as partes nunca estão em pé de igualdade em tal 'acordo' e por isso mesmo é que nasceu o direito de trabalho para proteger a parte mais fraca - o trabalhador !

Mais perverso será ainda a eventual hipótese de, sendo criado um fundo para custear os despedimentos, sejam os próprios trabalhadores, através dos seus salários (e do seu IRS), a financiar esses fundos para depois serem despedidos.!!  Já se paga para a reforma e para o desemprego, se agora se pagar para ser despedido em breve pagaremos para trabalhar!  Não era inédito, pois no século passado no sector hoteleiro houve uma prática desse tipo! (e já proliferam os 'estágios' não remunerados e sua renovação tipo 'voluntariado')

Sendo este o caminho, não basta ver os gregos a lutar e depois os checos e depois os franceses e por aí fora! É preciso que os sindicatos europeus deixem de ser mansinhos e façam o que prometeram no congresso da CES em Sevilha: passar á ofensiva!

Quanto ao Governo PS dá pena e revolta pela sua desorientação e oportunismo! O PS desbarata a sua base social tradicional e a sua história como partido de esquerda!


Publicado por Xa2 às 13:07 de 17.12.10 | link do post | comentar |

6 comentários:
De NeoLiberais+neoConserv.+Populistas a 21 de Dezembro de 2010 às 12:52
"Liberais de todo o Mundo, uni-vos"

"Não pagamos" ─ clamam neste momento os manifestantes à volta de Westminster.
Atenção que isto não são aumentos a brincar, como os das propinas em Portugal nos idos de 90! De uma assentada, as propinas mais do que triplicaram no Reino Unido: sobem de cerca de 3000 libras, em média, para mais de 9 mil libras, por ano (i. é, 10.740 €/ano, 900 €/mês!).
Conservadores e liberais britânicos (juntos no Governo), David Cameron e Nick Clegg, bem tinham avisado que era preciso "emagrecer" o Estado Social. Quem quer Universidade paga-a.

Hoje é o Ensino, amanhã será a Saúde, a Segurança Social, tudo o que gasta...
Os liberais, é verdade, também tinham assinalado expressamente que jamais votariam um aumento de propinas porque os estudantes britânicos já vivem essencialmente de empréstimos, estão endividados até aos cabelos, e ainda não começaram ganhar, vivem por conta do que hão-de pagar um dia.
Mas votaram.

Por que é que hão-de ser os nossos impostos a pagar os estudos destes senhores ? ─ ouvi nna Sky News, do Murdoch.
Abaixo os impostos, viva a Economia. É a palavra de ordem dos "liberais de todo o Mundo, uni-vos", a receita infalível, o abre-te sésamo das vitória eleitorais, em todas as latitudes.
Abaixo o Estado! Pim.

Funcionou no Reino Unido e está a chegar até nós:
Estado mínimo, propinas máximas, o esplendor de Portugal, desta vez é que é, começa a 23 de Janeiro.
"Os nossos impostos" * não vão pagar os estudos superiores da canalha, que são caros (os outros também!),
"os nossos impostos" não vão pagar as doenças crónicas, as operações caras, os cuidados de saúde custosos,
"os nossos impostos" não vão pagar a regulação do sistema bancário, embora paguem os rombos (roubos!) do BPN e amigos (um favor imenso que o PS já fez ao PSD).

(
O mais tardar lá para Março ficamos livres:
um Presidente de direita, uma maioria de direita, um Governo de direita.
A ver se nos endireitamos.

(nota:
dos 27 estados da UE, 24 têm um governo de direita, conservador-neoliberal ou até pró-fascista;
em Portugal, os «nossos impostos» são pagos principalmente pelos trabalhadores/IRC, e por apenas 2 empresas (em 70% das receitas), participadas pelo Estado )


-por José Teles em aboiada.blogspot.com


De PSocialista a apagar-se ? a 20 de Dezembro de 2010 às 14:45
UMA MELANCÓLICA EQUAÇÃO POLÍTICA

Há uma equação política que vale para qualquer partido, ganhando um relevo acrescido quanto aos partidos de esquerda. Ela pode identificar-se mais ou menos assim:
um governo não pode agir sistemática e continuadamente ao arrepio dos sentimentos, das opiniões, das ideias e dos interesses do seu eleitorado mais fiel, mas principalmente da sua base social de apoio histórica.
Se o fizer corre o risco, não só de sofrer um enorme desastre eleitoral, mas também de quebrar o elo de identificação ideológica, simbólica e afectiva com o cerne da sua base social, abrindo assim a porta a que uma outra organização ocupe esse lugar ou uma significativa parte dele.
Isto, sem excluir o risco de uma pura e simples dispersão dessa sua base social, que assim ficará politicamente anulada, pelo menos , no plano institucional.

Se acontecesse hoje, isso ao PS em Portugal, a direita,forte dessa nova vantagem estratégica, por certo, não resistiria à tentação de procurar anular o 25 de Abril, como sempre tem querido.

Se isso ocorresse, no plano Europeu, ao PSE, a prazo, a União Europeia correria o risco de implodir, ou de subsistir melancolicamente como um museu triste da Eurásia.

Postado por Rui Namorado, OGrandeZoo, 20.12.2010


De Quem Paga? os trabalhadores.. a 17 de Dezembro de 2010 às 14:52
Está disposto a abdicar de parte do seu ordenado para financiar o seu futuro despedimento?

por Sérgio Lavos, Arrastão, 15.12.2010


Segundo a ministra do Trabalho, parece que o financiamento do tal fundo para pagar as indemnizações do trabalhadores despedidos (ou, em politiquês, "reestruturação empresarial") vem, pelo menos em parte, do salário dos próprios trabalhadores.
Na conferência de imprensa, a jornalista não percebeu o que tinha acabado de ouvir, pois perguntou novamente se não seriam os patrões a pagar esse fundo - o que, diga-se, é sintomático da mentalidade de alguns jornalistas, mais preocupados com o bem-estar e a felicidade de quem "reestrutura" do que com a pobreza de quem é despedido.

A ministra sorriu e lá reforçou que esses encargos não serão suportados pelos patrões nem pelo Estado.
Sim, é verdade, quem sobra são os trabalhadores.
Belíssima ideia. Pode-se mesmo afirmar: a autêntica quadratura do círculo.

Ao ordenado dos trabalhadores é descontada uma parte para financiar uma futura - e hipotética - indemnização em caso de despedimento.
Veremos o que sairá daqui, quando chegarmos às negociações com os outros parceiros sociais. Mas lá que começa bem, começa.


De . Descontent Revolta Justiça na RUA a 17 de Dezembro de 2010 às 14:16
-- Alastra descontentamento e REVOLTA --

Na Islândia os responsáveis (locais/nacionais) pela crise já estãop em tribunal ou na prisão e seus bens congelados ou confiscados ...

Na Grécia faz-se a popular «caça aos culpados/ (ir)responsáveis» pela crise, fraude financeira, especulação, corrupção, má gestão do património público e poupanças privadas... sejam eles (ex-)banqueiros, (ex-)ministros ou altas figuras nacionais da economia e sociedade.

Em Londres até o carro do Principe de Gales foi atacado por estudantes e manifestantes ...

Pelas capitais de vários países Europeus, aumenta o confronto e manifestações contra a AUSTERIDADE a pagar pela classe média e baixa devido às asneiras e crimes de minoria de empresários, especuladores e governantes incompetentes, corruptos, mentirosos ou criminosos...

A par do aumento do desemprego, da precariedade, da pobreza,, da insatisfação, da injustiça, da crise, do aumento do fosso de rendimentos ... cada vez voam mais as pedras e os 'coktails molotov' ...

... se os políticos europeus não alterarem rotas e práticas ... não ´e difícil adivinhar o que se seguirá ... JUSTIÇA POPULAR


De Infiltrados, Traidores, Espoliadores. a 17 de Dezembro de 2010 às 14:11
De Izanagi a 16 de Dezembro de 2010 às 22:46

"Todos os bancos de negócios no Mundo faliram.
Eram bancos que utilizavam mais mal que bem os dinheiros dos depositantes para fazerem os mais mirabolantes negócios sem perceberem nada dos mesmos"

Mas em Portugal, traidores que se infiltraram no PS e que governam o País, com apoio de outros infiltrados que já não conseguem esconder que nada têm de socialistas, não deixaram que houvesse falências, optando antes por espoliar a população trabalhadora e manter o status, daqueles que roubaram essa mesma população.

Na Grécia, traidores já começaram a sofrer represálias físicas.

Esperamos que a justiça popular, já que a outra não funciona, vá mais longe e haja mesmo fogueiras em praças públicas.


De DD a 17 de Dezembro de 2010 às 19:48
O caso do BPN é uma gota de água no oceano da dívida portuguesa e da crise fabril que data de há muitos anos atrás, mesmo antes de o BPN ser fundado.
O problema está na concorrência dos países sem prestações sociais e com salários de 1 euro por dia como no Bangla Desh.
Essas populações têm o direito à vida e não podem deixar de iniciar o seu processo de desenvolvimento pelas indústrias de trabalho intensivo e de baixa tecnologia.
Portugal quis continuar a ter esse tipo de indústria, condenada em toda a Europa à falência. Sócrates percebeu bem que tínhamos de passar a um patamar superior de tecnologia e daí o esforço na educação a todos os níveis e na informatização e do inglês a partir dos primeiros anos de escola com aulas de reforço para os que delas necessitam.
Mas, os resultados começam a aparecer lentamente e só serão verdadeiramente significativos daqui a bastante tempo.
Os jovens engenheiros saídos do IST e ISEL não vão inventar para já o motor a água. E se o fizessem era capaz de aparecer uma VW ou Mercedes e dar uns largos milhões de euros para transferir tudo para a Alemanha e Portugal ficava sem nada.
As primeiras caixas multibanco eram portuguesas até que um dia os patrões venderam a fábrica (Papelaco) a um grupo britâsnico que transferiu tudo para a Roménia. Com o dinheiro obtido, os antigos donos andam a investir em lares luxuosos para a terceira idade.
Os chamados traidores não são mais que os governantes que aumentaram continuamente as prestações sociais, ultrapassando o grau de sustentabilidade da economia. Podem levar toda a tareia deste mundo e serem assassinados, mas daí não vem um cêntimo para colmatar os défices.


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