Ex-vereador condenado por corrupção vai recorrer

 

O ex-vereador do PS na Câmara de Coimbra Luís Vilar, condenado a uma pena de três anos e seis meses de prisão suspensa por igual período, pelos crimes de corrupção passiva, abuso de poder, tráfico de influências e angariação ilícita de verbas para campanha eleitoral, vai recorrer da sentença e "pedir responsabilidades criminais" a quem autorizou, ouviu e validou escutas que, diz, constituem uma "violação da vida privada".

 

"A investigação, o Ministério Público (MP) e o tribunal, a partir de uma carta anónima, deram abrigo à mediocridade e a questões de politiquice partidária imiscuindo-se na vida política", acrescenta, notando que a carta "é escrita no mês de Março de 2003, altura em que, pela primeira vez" se apresentaram quatro candidaturas à concelhia do PS de Coimbra, "sendo uma delas da já famosa secção do Botão, a qual integrava o inspector da PJ Santos Pereira".

 

Vilar, que se demitiu da Comissão Nacional do PS, diz que a carta foi escrita por alguém próximo e surgiu em altura de desavenças, em que Fausto Correia, já falecido, decidiu não se recandidatar à presidência da federação distrital de Coimbra e avançaram as candidaturas de Victor Baptista e de Teresa Alegre Portugal (a "única" que o MP não indicou como testemunha de acusação).

 

Luís Vilar foi condenado ao abrigo de um processo que envolvia a empresa Bragaparques, cujo administrador, Domingos Névoa, também era arguido neste caso, acusado de um crime de corrupção activa. Névoa foi absolvido pelo Tribunal de Coimbra, que entendeu que o crime já prescrevera.

Público

 

É deste tipo de militantes que o PS não precisa. Começa desde logo que não há uma “violação da vida privada”, já que o que foi analisado foi o seu comportamento no desempenho de uma função pública.

Depois, não faz contrição do crime, antes apela a questões formais, que os “eleitos”políticos com assento na Assembleia da República, produziram, com que intenção… é difícil de adivinhar.

Finalmente, esses mesmos eleitos, dão com uma mão o que tiram com a outra. Penalizam (!) a corrupção, mas criam prazos de prescrição curtos, face ao normal (!!) funcionamento da Justiça.

É cada vez mais notório e premente, o surgimento no PS de mais “Cândidos Ferreira".



Publicado por Izanagi às 16:44 de 17.12.10 | link do post | comentar |

3 comentários:
De DD a 17 de Dezembro de 2010 às 19:24
Por questões formais, saíram em liberdade onze membros do gang do multibanco que assaltaram mais de 100 caixas multibanco e roubaram uns dois milhões de euros. Só um foi preso por posse de arma ilegal.
Também por questões formais, o assassino CONFESSO de uma freira de 66 anos de idade foi posto em liberdade. A confissão assinada foi desvalorizada pelos juízes. Então vale menos que uma escuta telefónica velha de 7 anos?
Por isso, qualquer militante do PS acusado em carta anónima não pode deixar de referir a questões formais e processuais.
Em Portugal há, sem dúvida, um excesso de impunidade para com os verdadeiros criminosos, os que matam e assaltam.


De Izanagi a 17 de Dezembro de 2010 às 20:55
Para DD um acto criminoso é aceitável e isento de sanção, desde que exista alguma questão formal, ainda que apenas de interpretação subjectiva, que não seja respeitada.
Da mesma forma DD preocupa-se, e bem, que ladrões de caixas multibanco, cujos roubos se aproximaram dos 2 milhões de euros, por questões formais não tivessem sido condenados em primeira instância (mas pode ficar descansado que o julgamento vai ser repetido) mas nunca lhe ouvi qualquer palavra e muito menos condenação pelos ladrões de bancos que os assaltam por dentro, tipo BPN ou BPP. Esse são ladrões engravatados, que até foram políticos de relevo e por isso merecem o seu (não o meu) perdão.
Para DD a questão não está na substância, mas tão só na forma. Não me surpreende. Compreendo perfeitamente a atitude corporativa.


De DD a 18 de Dezembro de 2010 às 00:11
Não percebeste pá. Eu estou a referir-me à ausência de uma justiça equitativa, igual para todos, de olhos vendados sem saber quem é quem, mas sim quem praticou algo de criminoso e quais as provas.
O cartão do PS é, sem dúvida, um passaporte para ser perseguido através de uma qualquer carta anónima.
Uma confissão assinada pode não ter valor algum. Em ambos os casos pode haver criminosos e nesse caso devem ser julgados e condenados.
Um grupo de gajos encapuçados assaltam 100 caixas multibanco e não são condenados porque não se sabe ao certo qual deles fez o quê quando é óbvio que todos fizeram o mesmo.
Uma carta anónima é já uma prova.
Quanto aos gajos do BPN e BPP, eles devem ser julgados com toda a severidade e deve ser apurado o que roubaram e onde está o dinheiro.
Acho mesmo que é indispensável acabar com a liberdade de circulação de dinheiro para fora da UE e parece que há legislação nesse sentido e algo no OE também.
Para além disso, não tenho interesse nenhum em atacar o PS e seus militantes. Para isso há uma vasta oposição, a esmagadora maioria dos meios de comunicação social e quase toda a justiça, além de muita outra gente. Atacar o PS é ir ao sabor de uma corrente fria e gelada como o tempo atual .
Houve aí um gajo que falou nos 50 mil militantes comprados em Coimbra quando o partido tem atualmente em todo o País e no resto Mundo 77.553 militantes inscritos. Como podiam estar 50 mil em Coimbra.


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