De ..Candidatos.. a 20 de Dezembro de 2010 às 13:42
Populismo de direita no seu melhor
[-por Vital Moreira, CausaNossa, 19.12.2010]

«Nobre defende redução de deputados para 100».

Dez seria ainda mais económico, e zero, a perfeição!...

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« Nobre defende redução de deputados para 100

O candidato à presidência da República Fernando Nobre defendeu a redução do número de deputados para 100, a criação de dois «portais da transparência», micro crédito para os jovens e um «conselho de Estado informal da juventude».
Fernando Nobre participou num jantar com apoiantes em Santarém, durante o qual foi apresentada a sua comissão de honra distrital, presidida pelo seu mandatário Nelson Carvalho, o socialista que, até 2009, presidiu à câmara municipal de Abrantes.

Num discurso em que começou por invocar Salgueiro Maia, um dos homens que disse mais admirar, Nobre sublinhou que a sua candidatura tem apresentado propostas e que existe «para ter ideias próprias» e exercer «na plenitude» os poderes na Presidência.

Um dos objectivos que apontou foi a redução da representação na Assembleia da República para 100 deputados.

«Todos sabemos que a partir da terceira fila ninguém fala. Precisamos de deputados bem formados, super competentes, aguerridos, que façam boas leis e que representem o nosso Estado», afirmou.

Sublinhando que Portugal não é um país rico que possa desbaratar recursos, comparou os 2,16 deputados por cada 100 000 habitantes com o rácio de menos de um deputado por 100 000 habitantes em países como a Espanha, a França, a Holanda ou a Alemanha.

Fernando Nobre defendeu a responsabilização como princípio, propondo a criação de dois portais da transparência, um para os políticos e os detentores de cargos públicos, para que se conheçam as ligações mantidas, e a que sectores, durante e após o exercício dos mandatos, e outro para a Administração Pública e o Orçamento do Estado.

Depois de lamentar a destruição do tecido produtivo nacional, preconizou a revitalização da economia, nomeadamente permitindo aos desempregados que criem o seu próprio emprego.

Em concreto, propôs a concessão de micro crédito como oportunidade para os 300 000 jovens que não estudam nem trabalham criarem o sue próprio emprego.

«Um país assim é um país desnorteado. Não pode ser. Temos que lhes dar a esperança, a oportunidade, a custo zero, e, se necessário, com micro créditos garantidos pelo Estado, para que possam criar as suas micro empresas e impulsionar a sua criatividade, a bem da produtividade nacional», disse.

O candidato repetiu a ideia de criação de um «conselho de Estado informal da juventude», como forma de mobilizar, incentivar e levar os jovens a acreditar que há um futuro.

Fernando Nobre voltou a sublinhar que não se candidata «para que tudo fique na mesma» nem para ser «um adorno ou um vaso de flores em Belém».

No jantar de hoje, que contou com a presença de apoiantes de outros distritos que não apenas o de Santarém, estiveram presentes várias figuras ligadas ao Partido Socialista, fazendo parte da comissão de honra distrital nomes como Pedro Ribeiro, vice-presidente da câmara municipal de Almeirim, ou Luís Azevedo, ex-presidente da câmara municipal de Alcanena.

Diario Digital/ Lusa


De DD a 20 de Dezembro de 2010 às 23:12
Quanto Alemanha , o Nobre é analfabeto. Esse país tem 17 governos e 18 parlamentos, todos com capacidade legislativa. O sistema de ensino varia de Região Federal para Região e, além do parlamento federal, Bundestag , tem ainda uma Câmara Alta Bundesrat). A Espanha também tem muitas regiões quase Estados independentes e em França também não faltam regiões.
É preciso pois contar com todos os Presidentes de Ministério dos Länder e com todos os deputados dos parlamentos regionais.

A redução em Portugal do número de deputados para 100 é uma boa medida economicista que reduzirá os pequenos partidos como o BE, PCP e CDS a uma completa insignância representativa ou até ao seu desaparecimento, a não ser que se altere a Constituição no sentido de a representatividade deixar de ser proporcional a nível de círculo eleitoral. Um único círculo para o País e deixaria de haver deputados do Alentejo ou do Algarve; seriam todos iguais e apenas escolhidos pelas direções partidárias.


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