Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

O autor de “A Praça da Canção” não vem como poeta vestido de versos, mas homem de Estado com meio Século já de experiência política desde a resistência e de fazer guerra à guerra que não era dele ao País de Abril e à verdade sempre dura da realidade a que se deve fazer guerra, para que não nos submeta ao seu Império feroz.

Agora, candidato à Presidência da República, é a própria alma da Pátria que deverá subir ao Pódio da República. Manuel Alegre é mais do que ninguém a síntese da Nação feita de muitos países, mas unida na sua língua comum e num profundo desejo de independência e dignidade. Há um país para cada cabeça, mas uma para todos os países da Pátria.

Alegre, o homem da esquerda, mas verdadeiramente democrático e tolerante, não traz preces porque de Deus não sabe, mas é apenas um homem de boa vontade, puro, imparcial e desejoso de levar a justiça ao seu povo. Despiu a casaca do absoluto para merecer os votos de todos os portugueses. Com Sérgio diz, o dogma é uma doença.

Ele irá a Belém para dizer à Europa: Tu ò estrangeiro é de fora que nos olhas – minha pátria bordada de farrapos, capa de trapos remendada a verdes folhas.

Alegre não quer assistir à festa da tristeza que seria a vitória desse Aníbal, qual animal, não tem propósitos para uma Pátria triste e todos dizem que vai ganhar as eleições, mas ninguém sabe porquê e para quê.

Sim, votar nesse Silva é manter o País de Abril nos terraços da saudade;  é afastar-nos dos carris infinitos dos comboios da vida, é aceitar a triste derrota de nada fazer.

Com Alegre em Belém, amanhã a cidade terá outro rosto, o mar encapelado, a tempestade, não levarão a melhor, seremos capazes de vencer a tristeza e lutar, lutar para sermos nós apenas aquilo que fomos e olhar o Mundo pelos seus mares sem medos ou lágrimas que nos cegam.

Alegre não se ajoelhará perante um deus qualquer, venha ele de onde vier e o povo erguerá a sua cabeça para ver que não foi vencido e é capaz de resolver os seus problemas com sacrifícios e não com lágrimas, levando às costas a esperança de ver o País de Abril liberto das grilhetas do dinheiro.

Votar é escolher. Nas próximas eleições trata-se de derrotar a tristeza cavernícola de um Aníbal ou eleger a alegria tonitruante de uma homem sensato e optimista que nos portugueses acredita e tudo fará para que o País de Abril não morra leiloado a juros himalaicos.



Publicado por DD às 00:36 | link do post | comentar

16 comentários:
De DD a 20 de Dezembro de 2010 às 11:25
isso não é verdade. Nas primeiras legislaturas, a AR e o deputado descontavam para a caixa da profissão de onde tinham vindo.
Eu fui deputado e os descontos iam para a Caixa dos Jornalistas, não havia reforma de deputado, era apenas considerado um trabalho como qualquer outro. Não há legislação que permita conceder uma reforma por três meses de trabalho. Atualmente o direito à reforma é adquirido só após quinze anos de trabalho ou de descontos, pois uma dona de casa pode descontar 20% sobre um hipotético ordenado e ter depois direito à sua reforma.
Creio que a chamada reforma da RDP é, na verdade, a reforma de deputado.


De Zé das Esquinas, o Lisboeta a 20 de Dezembro de 2010 às 11:35
E depois veio o avô e comeu o chocolate...


De poesia para os olhos a 20 de Dezembro de 2010 às 11:41
Não há pior cego do que aquele que não quer ver


De Uma questão de coerência a 20 de Dezembro de 2010 às 12:04
e era assim que deveria ter continuado. è assim ainda actualmente no regime suíço , democracia que tem evoluído ao longo dos tempos, muito mais antiga que a nossa mas que se não deixou desvirtuar.

Se DD fosse mais rigoroso e exigente, desde logo e primeiramente, com os camaradas do seu próprio partido a democracia? não estaria tão doente, corrompida e desvirtuada como está actualmente.

Se assim actuasse DD e seus escritos teriam outro valor. Uma questão de coerência.

Nestas suas palavras numa coisa tem razão. votar no sr . silva e continuar no mesmo lamaçal...


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