De DD a 20 de Dezembro de 2010 às 23:01
Aquilo foi uma roubalheira total.
Cavaco teve a sua sede de candidatura presidencial nas instalações em Lisboa do Banco Insular, cedidas gratuitamente. Além disso, ganhou muito com negócios de grande favor em que comprou ações ao preço nominal e vendeu pouco depois, ele e a filha, a um preço muito superior. Ações não cotadas na bolsa, pelo que sem preço de mercado. Foi apenas uma maneira de dar dinheiro ao Sr. Silva.
Também consta que muitos assessores e amigos de campanha de Cavaco receberam chorudos empréstimos do Banco Insular que foram contabilizados como incobráveis.
O problema atual do BPN é que não tem clientes. Ninguém vai lá colocar dinheiro e muitos devedores deixaram de pagar as suas dívidas à espera que aquilo vá à falência e despareça da sua vista.. Mas também é verdade, como diz o Expresso, que a maior parte dos clientes do BPN limitou-se a tirar de lá todo o seu dinheiro e depositá-lo na CGD que assim ganhou uns bons milhares de clientes.
O Estado não se pode substituir aos clientes de um banco. O BPN tem de fechar, qualquer que seja o seu prejuízo.
Serve de lição, o Estado não se deve meter a nacionalizar empresas falidas e entrar com o dinheiro dos contribuintes para salvar alguns postos de trabalho. Claro, na altura o ministro das Finanças teve medo que uma falência do BPN provocasse uma corrida generalizada à banca e as pessoas levantassem os seus dinheiros dos bancos mais privados para os ir colocar na CGD ou ficar com o dinheiro em casa.
Dizer hoje que a banca portuguesa não estava em perigo e tinha boas condições financeiras é admitir que nunca haveria uma corrida à banca, pois nenhum banco pode continuar incólume se uma pequena parte dos seus depositantes resolverem levantarem o seu dinheiro. Basta 10 a 15% dos clientes a voarem de repente para colocar qualquer banco em risco de falência.


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